segunda-feira, 19 de agosto de 2019
Nada Pop

Reverendo Frankenstein é psychobilly divertido e com pegada libertina

“Eu tenho um lado escuro baby/ que com a lua ele vem aflorar/
Eu tenho um lado escuro baby/ que o sangue me faz arrepiar…”

Na primeira vez que ouvi a música “Lado Escuro”, da Reverendo Frankenstein, houve uma identificação logo de cara. Lançada em 2014, a música já armava a expectativa para o primeiro full do grupo que FINALMENTE saiu no dia 31 de outubro – o mesmo dia do halloween. Claro, não foi nenhuma coincidência, esses caras pensaram em tudo e o álbum é mais do que um simples trabalho de psychobilly. A guitarra do Alexandre, o baixo do Felipe e a batera do Fabio somam-se como um casamento perfeito a voz de Matheus Krempel, que consegue transmitir uma boa pegada libertina para o disco.

As 8 faixas do álbum “Está Vivo… Está Vivo!” também não ficam presas ao psychobilly, percebe-se um lance que viaja entre e surf music e rockabilly. Com algum leve esforço sente-se também o punk, mas tudo soando sem clichês. É divertidamente criativo e dançante, perfeito para quem quiser pegar o seu monstro interior e libertá-lo ao lado de sua Mary Shelley (entendedores entenderão).

Vamos a ficha técnica: o disco foi gravado no estúdio Bocaina 72, em São Paulo, por Gustavo Trivela e o CD é lançado em parceria com Orleone Records, Reverb-Brasil e Zombie Records, com apoio do Bunker Barbearia & Tatuagem e Skaters Zone. As artes ficaram por conta de Leandro Nunes, designer atuante na cena paulista de psychobilly.

Resumindo, é possível mergulhar sem medo nas músicas “A Vingança de Frank”, “I Hate You, Baby”, “Esse Ser”, “Trauma”, “Lado Escuro” e “Entre Trevas”. A versão de “A Praieira”, do Chico Science & Nação Zumbi, ficou mais rápida e se encaixou sem ressalvas no álbum. Mas particularmente, é muito difícil superar o grande o Chico (ok ok, sei que a intenção da banda não era essa também). Já a “Tailspin”, uma faixa instrumental estilo suf music, mostra como a banda tá na pegada e como todos são bons músicos – mas fiquei sentindo falta da voz do Matheus – o crush do Nada Pop 😛

Você pode ouvir esse belo álbum no Bandcamp abaixo ou em outras plataformas: Spotify | Deezer | Napster | Google Play | Amazon.com

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.

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