quarta-feira, 26 de junho de 2019
Nada Pop

Quando um disco me pega pela alma; Diablo Angel e o álbum “Futuro”

Não sei se foi a voz da Kira Aderne, se foram as letras ou se o conjunto de tudo isso com a harmonia do disco. São aqueles álbuns que falam com você, que entram na sua vida sem você esperar, como se fosse um daqueles momentos onde você conhece alguém e depois de um longo papo (ou até mesmo curto), vai embora pensando: “poxa, que pessoa legal, gostaria de encontrá-la novamente”. É mais ou menos assim com “Futuro”, segundo trabalho de estúdio da Diablo Angel, encabeçado pela Kira Aderne (guitarra e vocal), com Tárcio Luna (guitarra) e Bruno Kiss (bateria).

Não é o tipo de som que ouço, mais lento, misturando um pouco de pop rock, MPB com nuances indie/ rock. Mas como disse, são aqueles trabalhos que se mostram intensos o suficiente para me convencer de sua veracidade. “Não sinto medo / Estou livre / Quero que o tempo me inspire”, da faixa Futuro, foi uma baita frase para começar o álbum. As guitarras parecem soar tão simples e lindas (me sinto meio piegas falando “lindas”, mas vai piorar, aguarde!) que não tive como fugir do restante das faixas (nem quis).

“Ondas vem e vão”, outra frase que me pegou. Com cinco anos, o grupo lançou em 2016 o seu primeiro trabalho em estúdio, “Fuzzled Mind”. Mais uma vez o meu amigo Rafa, do Hits Perdidos, já deu a letra naquela época com essa matéria espetacular- clique AQUI. Sim, só descobri essa banda agora, fazer o que?

Com o “Fuzzled Mind” a banda realizou turnê por sete capitais do Nordeste e tocou nos principais festivais de música independente da região, como o do No Ar Coquetel Molotov, Abril Pro Rock, Festival de Inverno de Garanhuns e Grito Rock em João Pessoa. Experiências que com certeza favorecem em muito a banda.

A distribuição digital de “Futuro” é feita pela Tratore está disponível nas principais plataformas de streaming desde o final de de abril. São 12 canções que passeiam pelo rock alternativo, o noise rock, o desert rock e o shoegaze. Mas isso é o que o release diz, particularmente, o álbum mexe com diversas vertentes (disse logo acima quais).

Outro detalhes é que a banda deixou o inglês de lado e trouxe canções em português para esse trabalho, o que está se transformando em uma tendência para bandas, vide Deb and The Mentals, que lamento pela decisão – ao contrário da Diablo Angel. A capa do disco é um trabalho do fotógrafo Breno César com direção de arte de David Nat.

“Futuro”, faixa que dá nome ao disco, ganho clipe com edição e direção de Thiago Barros, sendo filmado na praia de Itapuama no litoral sul de Pernambuco. “Ela evoca uma imagem estética da natureza do sol, das ondas e por isso tivemos a ideia de produzir o clipe na praia”, explica Kira Aderne. O novo clipe da Diablo Angel foi gravado em um único dia e nas palavras da cantora, a música fala de uma motivação comum a todos, “lutando por esse amanhã, esse futuro que todos nós queremos”.

Diablo Angel – Foto: divulgação

Recomendamos Diablo Angel, essa banda recifense que já está no meu coração (não disse que iria piorar?).

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.

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