segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
Nada Pop

Oito bandas, três selos, dois estados e um sentimento: O “Roque” tem que acabar!

Não é de hoje que ouvimos que o “Roque” (do tiozão fascista, aquele cheio de machistas e pessoas que insistem em reproduzir opressões) ta morrendo. E ao invés de lamentar, os selos Efusiva, Howlin’ Records e Oxenti Rec decidiram se unir e dar uma forcinha empurrando ele ladeira abaixo dando lugar para uma nova cena que vem resistindo e teimando em refazer tudo com a proposta de construir lugares, eventos, seguros e que acolham diferenças. Exemplo disso são os diversos festivais e iniciativas de coletivos que já publicamos aqui no NadaPop como o Desviantes, um Festival onde o Homem branco, cis, hétero e de classe média não é o protagonista, que rola em São Paulo, o Festival Sinta a Liga de Brasília, que hospedou uma das datas de comemoração de 6 anos do site, acesse a matéria completa aqui.

Afinal, essa é uma proposta que deveria prevalecer desde sempre levando-se em consideração as origens do rock e as bandeiras levantadas por muitas bandas e artistas do meio, certo?

Sobre a Turnê

Serão 8 bandas, 3 datas, em dois Estados na TOUR DESAFORO

Nesse giro os eventos serão temáticos e incluem as bandas Deadman Dance (SP), HAYZ (SP), La Burca (Araraquara/SP), Letty (SP), pata (BH), Trash No Star (Nilópolis/RJ), Kinderwhores (RJ), Nag Champa (RJ).

Na primeira data, dia 1 de fevereiro, Deixa o Roque Morrer! Noite: Efusiva / Howlin / Oxenti Recs – acontece no Aparelho/Rio de Janeiro com as bandas La Burca, TrashNoStar, Kinderwhores e NagChampa.

No segundo dia, 7 de fevereiro, no Presidenta – Bar e Espaço Cultural (SP), a overdose sonora – Minha Droga é o Roque – com Letty, La Burca e TrashnoStar.

E no dia seguinte, 8 de Fevereiro, na Associação Cultural Cecília em SP, finalmente: O Roque Morreu com Deadman Dance, Hayz, La Burca, Pata e TrashnoStar.

Conheça as Bandas

Deadman Dance – Foto: divulgação

DEADMAN DANCE foi formado no final de 2018 na capital paulista, o power trio Deadman Dance nasceu da união das influências e ideias dos amigos Eduardo Geraissate (Violino e vocais), Rafaela Antonelli (Bateria) e Henrique Codonho (Baixo).
Usando de sonoridades cruas e às vezes brutais, com um violino altamente distorcido no lugar de uma guitarra, o trio faz uma pesquisa em descaracterizar o que se espera de um som de power trio, puxado por influências do grunge, stoner rock e músicas tradicionais brasileiras.
Atualmente, a banda está finalizando seu primeiro EP – Ticking Clocks – com data de estreia para o primeiro semestre de 2020, no estúdio Cavalo, sob produção de Alyson Borges.

HAYZ – Foto: divulgação

HAYZ é um power trio de queerpunk de São Paulo formado em 2018 por Josie Lucas (guitarra/voz), Bruna Provazi (baixo/voz) e Roberta Bergami (bateria). Profundamente influenciada pela sonoridade de bandas dos anos 90 e 2000, como Longstocking, Third Sex e Team Dresch, a banda aborda em suas letras temas cotidianos de forma poética e sincera. Seu EP de estreia, “Não Estamos Mais em Casa”, foi lançado em março de 2019 pelos selos Howlin’ Records e Efusiva.

La Burca – Foto: divulgação

LA BURCA é uma banda post-punk-tropicaos ou post-punklore de Bauru-Araraquara/SP, e lançou dois discos “La Burca” (2013) e “Kurious Eyes” (2016) e um EP “She goos to flowers” (2015) através do selo da banda punklorecords! no esquema faça-vc-mesmo.
Fundada em 2011 por Amanda Rocha (voz, violão, composição), estreia nova formação em 2020 como trio com o baterista Ed Paolow e o guitarrista Denial Guedes.
As influências vão desde o punk diy, amansando no folk, bebendo no post-punk, regurgitando no grunge e se recompondo nos temas introspectivos- instrumentais.
No momento a banda mescla novo repertório cantado em português à releituras sonoras de alguns sons e experimentações libertárias lesbopunk.

LETTY – Foto: divulgação

LETTY é Cantora, compositora, guitarrista, girlfront latina e entusiasta do “faça-você-mesma”, Letty estreia no inverno do interior paulista de 1996. Em 2018, inebriada pelo fuzz, reverb, cores e pitadas de desilusão, concebe seu terceiro EP: “The Rolling Stones Were Always Wrong”, trabalho pela primeira vez lapidado por mais de um par de mãos que não as suas, e lançado no final da primavera com o apoio do selo Howlin’ Records. Também aos cuidados do produtor Guilherme Xibrusk, o erro dos Rolling Stones é tocado e festejado por oito mãos, em cinco composições que Letty inaugura com o termo garagrunge: denso, ágil, agressivo, e ainda assim com a valentia de preservar a ternura onde esta ainda se cabe, o novo rebento da artista e seus comparsas é um alento às nossas gargantas brasileiras e embaraçadas.

Pata – Foto: divulgação

PATA é um flerte com o esgoto; uma declaração de amor aos pessimistas. Formada por Lúcia Vulcano na guitarra e voz, Bê Moura na bateria e Luís Friche no baixo, a Pata lança seu primeiro disco: Shit & Blood. Gravado nas alterosas
mineiras, durante os meses de dezembro e fevereiro de 2019 no Estúdio Motor, Shit & Blood é um convite para a bagunça entre o que nos nutre e o que não nos serve mais – processo esse representado pela menstruação e pela
diarreia.

Trash no Star – Foto: Diogo Carvalho

TRASH NO STAR de Nilópolis/RJ, formada em 2010, na baixada Fluminense (RJ), Trash No Star segue a cartilha das bandas estadunidenses e européias de meados de 1980 e inicio de 1990, com riffs, bigmuff, fuzz, microfonias, punk e lo-fi. Letícia Lopes (guitarra e vocal) e Felipe Santos (baixo e vocal) já tocavam em outros projetos desde a adolescência e durante a trajetória da TNS intercalaram seus dois lançamentos – Single Ladies (2013) e Stay Creep: (no)Summer Hits (2014), agendas de shows e participações em festivais, com a rotina caótica que envolve ser pai e mãe de três crianças. No final do ano de 2018, Pedro Millecco assume a bateria e a banda volta às atividades com o início da gravação do próximo disco.
Trash no Star é uma banda que acredita na possibilidade de fazer música para diversão e conscientização, focando em temáticas psicológicas e políticas, entendendo que discurso e prática devem sempre andar de mãos dadas.
*Para ouvintes de Sonic Youth, Dinosaur Jr, McClusky, PJ Harvey, Babes in Toyland e Mudhoney.

NagChampa – Foto: divulgação

NAGCHAMPA é uma banda pós-punk-tropical-experimental dançante de amigos com forte laços afetivos inspirada na onda Dischord e influenciada pelo movimento Revolution Summer. A banda surgiu em meio a tentativas de expressar através de poesias existencialistas suas angústias, seus medos, incertezas e frustrações assim como também transforma-lxs em combustível e incendiar corações em busca de manter a chama acesa.

Kinderwhores – Foto: divulgação

KINDERWHORES Banda formada em 2010 por amigas de escola, a Kinderwhores é influenciada por bandas noventistas Riot Grrrl e faz shows calorosos embalados por todo o fervo e resistência que é ser mulher. Atualmente estão preparando o lançamento do primeiro disco.

SERVIÇO

Deixa o Roque Morrer
Data: 01/02/2020
Aparelho/RJ
Evento: https://bit.ly/2uQPG6C

Minha Droga é o Roque
Data: 07/02/2020
Presidenta – Bar e Espaço Cultural / SP
Evento: https://bit.ly/2OiDJ0a

O Roque Morreu
Data: 08/02/2020
Associação Cultural Cecília – SP
Evento: https://bit.ly/36Pr1g1

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Sobre o autor

Lety Trash

Lety Trash é editora do Nada Pop, além de guitarrista na Trash No Star, integrante da Errática, produtora na Efusiva Records e MOTIM, um centro de cultura no Rio de Janeiro.