quarta-feira, 26 de junho de 2019
Nada Pop

Livro de colorir do Crackinho está em pré-venda no site da HBB

Com surgiu o Crackinho?

Crackinho foi criado durante uma brincadeira entre Fábio Mozine, empresário bilionário da Läjä Records e das bandas Mukeka Di Rato, Merda e Os Pedrero, com um amigo de longa data. “Na minha juventude todo dia eu saia pra beber com um amigo. Certo dia ele me ligou pra sair e eu falei: Então, vamos tomar uma cerveja? Aí ele me disse: Não Mozine, vamos fumar crack! A partir daí a gente começou a usar a gíria: “E aí, vamos fumar um crackinho?”, quando íamos beber cerveja”.

Acho que isso aí pode render, hein?

Um tempo depois, Mozine desenhou o Crackinho com um lápis aquarelado, digitalizou, fez “um tratamento horrível de contraste e cores pra ficar bege” e colocou no extinto Fotolog da Läjä. Essa foi a primeira aparição do personagem, que provavelmente você já viu em algum lugar por aí.

Mozine em suas ideias doidas para variar resolveu fazer um livro ilustrado de colorir. “Percebi que várias pessoas faziam seus próprios desenhos do Crackinho, os coloriam e também coloriam ou modificavam os desenhos que eu fazia e colocava na internet. Digamos que sempre utilizo o personagem pra satirizar situações, notícias e produtos. A própria existência do livro, é uma sátira a livros de colorir, e ao mesmo tempo um produto que atende quem gosta do personagem”, explica.

Mozine é responsável por todos os desenhos que ilustram o livro do Crackinho, mas quem assina o lançamento é a gravadora paulista Hearts Bleed Blue (HBB), que divulgou hoje (21) a pré-venda pela HBB Store. A Läjä ficará com a distribuição do livro.

O que esperar do livro?

Mozine avisa: “É tudo muito nonsense, é difícil tentar criar uma linha lógica pra coisa. Eu fiz todos os desenhos numa casa que fica numa lagoa num lugar chamado Mae Ba, a 80 km de Vitória. Essa casa é onde meus pais passam seus finais de semana, tem essa lagoa, tem a praia, tem muitos cachorros vira latas, passarinhos, árvores, e talvez isso tenha sido retratado, mas não foi uma regra. Tem ele andando de bicicleta, tem ele tipo Belchior, o que dava na cabeça eu desenhava. Detalhe: todos os desenhos saíram de primeira e não tem interferência digital, ou seja, o que saiu, saiu”.

Crackinho também é amor

Ciente de que o Crackinho é um personagem polêmico por si só, Mozine explica que existe muito carinho envolvido neste projeto. “Tenho um cuidado imenso com o personagem. Não sou estupido, nem burro, para fazer apologia as drogas. Só um idiota faz apologia as drogas, porque isso é crime. O personagem é nonsense, é humor, e é feito sempre com muito carinho. Tudo que lançamos dele é abraçado pelos fãs, não creio que com o livro será diferente”.

Para garantir a sua cópia acesse: www.hbbstore.com

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Sobre o autor

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