sexta-feira, 19 de abril de 2019
Nada Pop

Ingrena – Persistência ao caminho do êxito

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Capa do EP Resistência, da banda Ingrena

É comum nos depararmos com bandas novas que levam um certo tempo para buscar a sua identidade sonora. Mesmo porque a banda está começando, dando vida a sua sonoridade. Já outras, logo de cara mostram para o que vieram e já nascem com sua identidade quase formada. E esse é o caso da banda Ingrena, banda de Taguatinga (DF).

A começar pelo nome, que remete a ideia de engrenagem, ação, movimento, complemento, unidade e conjunto. O logotipo da banda dá aquela ideia de movimento e enlace. E o “In” no lugar de “En”, sugere “internalização”. Que significa adotar ou incorporar inconscientemente certos padrões, ideias, atitudes, práticas, personalidade ou valores de outras pessoas ou da sociedade, que o indivíduo passa a considerar como seus. Pode parecer meio complexo, mas a ideia tem muito a ver. Ponto pra eles.

O grupo, que conta atualmente com Betão (vocal), Rafael e Vinicius (guitarras), Caio (baixo) e Nashon (bateria) faz um hardcore melódico. E sacando o som, nota-se logo de cara que o grupo é influenciado por bandas como Dead Fish, Bad Religion, Alexonfire e Sugar Kane. Com guitarras bem trabalhadas, recheadas de riffs oitavados, baixo consistente e batera precisa. E o vocal, melódico mas sem ficar forçando a barra, se encaixando perfeitamente na sonoridade do grupo. Tudo na medida certa. É melódico, mas sem firulas. Mas talvez se os caras explorassem referências do melódico com aquela pegada mais “old school” na linha de bandas como Lagwagon, Satanic Surfers e Guttermouth, só para citar algumas, acredito que isso daria um gás a mais na sonoridade da banda. Principalmente pelo fato do grupo fazer esse som de forma mais direta.

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Banda Ingrena

O Ingrena lançou em novembro do ano passado seu primeiro EP, intitulado “Resistência”. Gravado de forma independente, foi produzido, mixado e masterizado por Caio Duarte no estúdio Broad Band, no Distrito Federal. A arte da capa ficou por conta de Lucas Viana. Esse trabalho conta com cinco músicas autorais e muito bem produzidas. Mostrando que os caras sabem o que estão fazendo.

Destacar algum som aqui seria injustiça. Por isso, peço para que você largue de preguiça e ouça o EP inteiro. Acredito que após o último som, um “repeat” será algo quase que inevitável. Mas preciso falar sobre uma das músicas, a faixa “Bem Maior”. Que durante algumas partes desse som, rola uma voz ao fundo com uma mensagem bem interessante. Porém, como está mais baixo que o instrumental, por alguns momentos fica meio difícil de compreender. Essa parte da letra, na minha humilde opinião, deveria ser cantada em alto e bom som, e não ao fundo. Mas acredito que eles façam isso tocando ela ao vivo. Mas esse pequeno detalhe não prejudica em nada o som.

Esse EP é só o começo. O Ingrena ainda tem muita lenha pra queimar e muito a dizer. E se continuarem acreditando e persistindo, tanto no som como na sua mensagem, eles com certeza chegarão ao êxito.

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Sobre o autor

Toni Dissidente

Toni Dissidente é vocalista e fundador da banda Dissidentes, com mais de 10 anos de estrada. Também foi um dos idealizadores do Nada Pop, deixando o site em 2015.

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