segunda-feira, 19 de agosto de 2019
Nada Pop

Asfixia Social e 500 anos de contradição

Essa é um opinião extremamente pessoal, admito isso. No entanto, não consigo ouvir Asfixia Social sem compará-los com o Rage Against the Machine. O Kaneda então é o Zack de la Rocha? Não. O Rafael é o Tom Morello, também não. E o fato dessas bandas fazerem um “rock/rap” também não é a principal semelhança que vem na minha cabeça.

A maior semelhança está na força das letras (a música também, claro) e a coragem de dar nome aos bois sem ficar com o rabo preso com ninguém. Um verdadeiro foda-se para a mídia, para a polícia e para a moral e bons costumes de hipócritas, que desconhecem as diferenças sociais ou até fingem que elas não existem.

Mas há uma coisa que faz o Asfixia Social se destacar em relação ao RATM. Eu sei, você sabe e eles também sabem: eles nunca irão ganhar milhões de dólares fazendo esse tipo de som (pelo menos não no Brasil), não serão uma banda que irá falar das diferenças sociais, mas tendo os bolsos cheios de grana. Mas não é esse o destaque.

É possível sentir na música e na letra do Asfixia uma urgência particular, é a necessidade por mudança e a revolta pela morte de gente seja pela pobreza, sela pela polícia ou pela falta de consciência que leva alguns para caminhos obscuros (cadeia, vício ou a morte). Ambas as bandas são ativistas (Asfixia e RATM), mas somando as dificuldades do underground, vejo no Asfixia as melhores qualidades de um RATM ainda no início da carreira, ao mesmo tempo, a mesma importância para a música, sendo capaz de retratar perfeitamente os nossos problemas sociais e nos seus aspectos mais profundos.

O Asfixia Social lançou no dia 20 de fevereiro o clipe da música “500 anos de contradição”, antecipando o lançamento do terceiro disco da banda, sendo o último videoclipe do álbum “Da Rua pra Rua”. Confira abaixo:

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.

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