quinta-feira, 21 de março de 2019
Nada Pop

A banda Alarde e sua dança na beira do abismo

Certa vez Friedrich Nietzsche disse que “ter fé é dançar na beira do abismo”, essa expressão pode ser entendida de várias formas, mas na minha versão significa apenas a crença no que sente o seu coração. A sua confiança em algo que não é palpável, mas não confunda fé com religião, são duas coisas que apesar dos ensinamentos que têm nos embutido ao longo dos séculos, nada tem a ver uma com a outra.

O Nada Pop conversou com a banda Alarde e falamos um pouco do elogiado álbum “Abismo ao Redor”, lançado em abril deste ano. Um álbum denso, com letras que beiram a filosofia moderna, críticas sociais embutidas de expurgos sentimentais, guitarras psicodélicas que usufruem de elementos jazzísticos, distorções e poesias sobre o precipício humano… Este precipício humano que resiste, insiste e que apesar de tudo, ainda encontra motivos para se buscar, por meio da arte, algum sentido qualquer que se possa convida-lo a ficar e “esclarecer que diabos estamos fazendo aqui?”.

Nascida em São José dos Campos e radicada em São Paulo há alguns anos, o papo foi feito como o vocalista Luiz Silva, autor das letras do Alarde. O papo completo você confere abaixo.

NADA POP – O primeiro álbum da banda, “Oitoitenta”, demorou quase 10 anos para ser lançado, segundo a própria história da banda. Até o segundo álbum de vocês, “Abismo ao Redor”, outros bons anos vieram. Vocês deixam passar todo esse tempo por algum motivo? Não interpretem a pergunta como uma necessidade (ou até exigência) de lançamentos novos o tempo todo, mas sobre o processo criativo da banda, grana, tempo disponível dos integrantes, essas coisas.
LUIZ SILVA – O disco de estreia “Oitoitenta” foi lançado no final de 2009, mas concebido durante a adolescência, ensaios e composições desde o fim dos anos 90, por mim Luiz e meu irmão Rodrigo, baterista, em São José dos Campos-SP. O Alarde só começou a fazer shows de fato a partir de 2006 em São Paulo, a princípio como um trio com o Billy (primeiro baixista), e depois com o Total (Rodrigo Mazza, guitarrista) para completar a formação que gravou o primeiro álbum. Desde então, a gente trabalhou o “Oitoitenta” até onde conseguimos explorar o potencial que o disco tem. Mas, as coisas não acontecem na velocidade que queremos, e sim de acordo com as oportunidades que surgem. Isso explica o período de 5 anos desde 2009 até o Abismo ao redor (2014), aliado claro ao tempo de gestação do novo repertório, mudanças na formação, trabalhos e dificuldade financeira para gravar e lançar um trabalho de forma profissional.

Banda Alarde – Foto por Elaine Oliveira Momys

NADA POP – Gostaria que vocês contassem como surgiu a oportunidade de trabalhar com Brendan Duffey (produtor americano e que já trabalhou com as bandas Soundgarden, System of a Down e até com o Andreas Kisser), além disso, vocês contaram com a participação do Lanny Gordin em uma das faixas do primeiro álbum de vocês. O quanto essas parcerias se tornaram positivas para a banda e, pelo lado emocional e particular, representou para vocês?
LUIZ SILVA – A parceria com o Norcal Studios do Brendan, em São Paulo, se fez desde 2008, quando gravamos o primeiro disco. Foi um processo de aprendizado intenso em estúdio e a experiência dele foi essencial para gente chegar no registro fiel do que a banda era na época, mas num resultado além do que imaginamos. Nesse novo trabalho, usamos da nossa experiência de gravações e estrada, para conceber e produzir o “Abismo ao redor” e explorar as ideias do Brendan na produção das vozes e dos timbres. Os delays de sala, dobras, criação de melodias dos backings, a malícia de estúdio do gringo expandiu a concepção das músicas. Quanto ao Lanny, a oportunidade de conviver e tentar absorver um pouco da pessoa que ele é já me mudou a vida desde então. A música livre dele vai além do nosso entendimento e a participação dele em “Amém” é só uma homenagem nossa para que ele desse a benção.
Inclusive, tem vídeo doc dessa época da gravação (clique AQUI para assistir), onde da pra ver nossa crueza de estúdio, ralação para gerar o primeiro álbum e algumas cenas da participação especial do Lanny. Mas o arquivo bruto disso é um lance tão especial, que um dia quero soltar de uma forma mais legal.

NADA POP – Muitos elogios, de vários lugares do país, surgiram sobre o mais recente trabalho de vocês. O reconhecimento dos sites especializados e críticos deve ser algo muito importante e até atrair mais atenção do público, contribuindo para divulgação da banda. Mas vocês acreditam que elas são ou podem ser medidas para a qualidade de um trabalho? Acredito, dentro do mundo independente que relatamos no Nada Pop, que as demonstrações espontâneas do público, seja em shows ou web, devem ser ainda melhores nesse sentido. Concordam ou até podem falar mais a respeito disso?
LUIZ SILVA – O reconhecimento da crítica é legal e corrobora que você está no caminho certo, trabalhando direito na divulgação do disco. Ainda mais, como no caso dessa entrevista, onde rola uma conversa e troca legal com o que o jornalista ouviu e absorveu do álbum. Por outro lado, há muitos trabalhos bons na cena independente que não tem o devido reconhecimento de crítica e público. E da mesma forma, em tempos de internet e muita informação, tem o “rock publicitário” ou artistas em geral que se preocupam mais com o marketing do que com o conteúdo de sua obra. Assim, nada é mais verdadeiro e espontâneo que o contato pessoal com o público nos shows, demonstrações por mensagens de cada ouvinte que se identifica e transmite seu sentimento através da nossa música.

NADA POP – A banda nasceu em São José dos Campos, onde a cena musical demonstra ser bem rica, vide nomes como Lo-fi, Abrasa, Pulsaris e O Disco Voador. Gostaria que vocês descrevessem essa cena (até citem outras bandas se quiserem) e contassem quais são os principais espaços para artistas independentes na região e se o público de São José dos Campos valoriza e frequenta esses espaços.
LUIZ SILVA – A cena de rock autoral em São José resiste e perdura, na minha opinião, muito em função do apoio que o Hocus Pocus, casa de shows independentes na cidade, proporciona há mais de 15 anos. Ainda que estejamos todos inseridos num mercado em que as casas de show e maioria do publico privilegiem bandas covers, o surgimento de novas bandas e a cultura de música autoral é forte na cidade que é industrial e caipira ao mesmo tempo. O que falta, como sempre, são as oportunidades e contato com um público maior, fora dos nichos do alternativo. Além das bandas citadas, posso indicar a galera da região do Vale do Paraíba, o Infraaudio de Jacareí-SP, que faz um trabalho de qualidade e movimenta a cena com eventos e outras iniciativas. Em Taubaté, tem o Moviola do Estúdio Bangue, também um pessoal de produção musical muito interessante, além de Mogi das Cruzes e região, onde há várias bandas legais e atividades culturais diferentes do que o poder público propõe.

Banda Alarde – Foto por Elaine Oliveira Momys

NADA POP – O álbum “Abismo ao Redor” está impregnado de angústias, mas não é um álbum depressivo. Ouvindo vocês é como refletir que o ser humano, no fim das contas, é um sobrevivente de si mesmo. Ao mesmo tempo, parece que vocês também falam do amor de diferentes formas, sem citar essa palavra. Por favor, digam o quanto a música pode servir de vazão para as influências que vocês recebem do mundo e como esse diálogo ainda possui significado diante de uma sociedade mais individualista?
LUIZ SILVA – O conteúdo poético do disco está justamente fincado nessa necessidade de expressar, sob diversas perspectivas, a percepção sobre si, nossa relação com o mundo e com as pessoas, os sentimentos de agressividade, esperança, resignação e libertação, está tudo ali contido e contado de várias formas em cada música do álbum. Falar do amor em seu amplo conceito através da raiva, da amizade, sobrevivência e lucidez em nossa sociedade doente. Simplesmente, processar o que o mundo lhe dá e devolver de forma verdadeira o que você absorve e pode transmitir de bom da realidade que vivemos. Tocar nessas feridas existenciais tem um preço que gera diferentes maneiras de como nosso trabalho é recebido. Algumas pessoas não querem, sentem-se incomodadas, ou apenas não se identificam, outras demonstram um entendimento além do que foi pensado na composição, extrapolam o significado da música e tomam pra si o sentimento visceral de acordo com sua realidade. Nossa preocupação e missão é fazer música que se comunique com o íntimo das pessoas, tanto no som como nas letras, o mais importante para nós é expressar e receber o sentido real das coisas, passeando pelas verdades comuns e angústias coletivas.

NADA POP – Há quanto tempo de fato vocês estão morando em São Paulo e o quanto é possível distinguir o caos da metrópole das canções da banda? Acredito que a competição, inversão de valores e até os relacionamentos superficiais que, do meu ponto de vista, devem ser mais nítidos em cidades grandes influenciam ou influenciaram no som de vocês, é isso mesmo?
LUIZ SILVA – Moramos em São Paulo durante uma década, alguns dos integrantes menos outros mais, porém estamos sempre na cidade tocando, a trabalho, ou em festas, visitando amigos. Foi na capital que a banda realmente nasceu e começou a mostrar sua identidade sonora nos bares e palcos desde inferninhos a plateias maiores. Assim, é inevitável que o caos dessa metrópole tenha grande influência nas composições. Nada como a experiência de sobreviver em São Paulo para absorver o choque de realidade que a cidade lhe impõe. A não ser que esteja embriagado no status e nas aparências sociais, uma relação de amor e ódio é constante para o artista que tenta mostrar e viver do seu trabalho em um ambiente assim.

NADA POP – Luiz, você ainda trabalha em um manicômio? Gostaria de saber de você se a realidade encontrada dentro de um manicômio é passível de comparação com a realidade externa e se os abismos pessoais existentes no ser humano, pela sua observação em uma análise sobre os pacientes do manicômio, podem ser mais profundos do que é possível imaginar. Ou se há mais beleza do que é possível contar.
LUIZ SILVA – Eu trabalhei em hospital psiquiátrico durante dois anos, o Total trabalhou durante três anos em hospital para autistas, tivemos que parar um pouco para prosseguir com a divulgação do disco nesse fim de ano. A experiência de conviver com essa realidade é de riqueza única e aprendizado incessante. A ponto de você questionar a sua realidade a todo momento, pois o que é de verdade está na vulnerabilidade do ser humano, na fraqueza, sem máscaras, na extrema sensibilidade daqueles que estão em tratamento. Os reflexos da pressão que o mundo moderno exerce no nosso cotidiano são o retrato fiel da inversão de valores e diferenças sociais que a gente vê. No mesmo sentido, aplicar a música de forma terapêutica é muito privilégio, e impossível não se envolver emocionalmente com isso. Com certeza, aprendemos muito mais que ensinamos.

NADA POP – Vejo que há tempos o cenário musical mainstream vem morrendo, sendo substituído basicamente por pura propaganda e um déjà vu de ideias, sem qualquer criatividade. Já o cenário independente, como sempre, ainda borbulha ótimos trabalhos e relevantes contribuições artísticas. Neste modelo surgem os festivais independentes, projetos como o Noise Free, coletivos de bandas, entre outros. Qual a importância deste tipo de envolvimento e organização colaborativa com e para a música na opinião de vocês?
LUIZ SILVA – Falando de Rock no Brasil, a cena de bandas maiores é um ciclo de repetições, sem identificação com o que rola na produção musical independente atual. Porém, dentro desse cenário alternativo, quem trabalha nele consegue enxergar várias esferas de artistas que têm mais ou menos visibilidade. Há trabalhos excelentes, representativos, de bandas que estão na estrada já há algum tempo tentando conseguir espaço, outras mais novas que mostram personalidade também, mas, quem tem mais oportunidade é quem tem os melhores contatos e faz o trabalho de produção e divulgação de forma mais profissional. Infelizmente, muita gente fica pelo caminho e acabam prevalecendo bandas com mais publicidade do que qualidade em seu conteúdo. Em contrapartida, há de se valorizar muito a persistência de gente no país inteiro que atua na área cultural de forma profissional, com responsabilidade, e muitas vezes ideológica, no sentido de ir contra tudo e todos para viabilizar eventos de Rock, música autoral, e encontrar alternativas para dar vazão a produção musical desses artistas. Eu vejo que estamos num momento de valorizar e fortalecer projetos realmente independentes e saber discernir quem tem a postura profissional e de respeito com artista, publico, mídia, e principalmente expurgar a mentalidade “fora do eixo” que subvalorizou o trabalho de muita gente nos últimos anos.

NADA POP – Eu gostaria que você citasse qual foi o momento de estalo ao descobrir que a música era o caminho a ser seguido na vida. Quando foi, como foi e qual foi a sensação emocional/espiritual nesse momento.
LUIZ SILVA – Desde moleques, eu e meu irmão fomos iniciados musicalmente em aula de teclado durante sete anos, com base teórica e apresentações, depois na adolescência eu estudei por conta própria violão, guitarra e meu irmão bateria. Ou seja, a música sempre esteve presente e nosso envolvimento com ela foi gradual até se tornar a parte mais importante de nossas vidas como é hoje. O Total, pelo que ele conta, foi influenciado desde a adolescência pelo irmão mais velho, a curtir rock e tocar guitarra. O momento do estalo da descoberta e decisão que a música é o único caminho nosso, se deu quando cada um de nós caiu na real sobre fazer o que realmente gostamos, que definitivamente não nos encaixamos em empregos comuns, e a certeza utópica de que vale a pena compor, se expressar musicalmente e levar essa expressão para o público. Como você bem disse, é uma certeza quase espiritual, como uma missão. Fazer música e tomar isso como seu trabalho, lutar para inserir no mercado e jogar o jogo de viver, sobreviver da arte.

NADA POP – Fale a respeito da viagem que vocês irão fazer para o nordeste, como surgiu a ideia, como serão feitas as transições de espaço/cidades e em quais lugares vocês irão tocar. O quanto desbravar o norte do país tem servido de estímulo para vocês?
LUIZ SILVA – Em novembro estaremos em turnê pelo nordeste justamente pela necessidade de divulgar o novo disco. Vamos sair de carro dia 26/10 daqui de São José dos Campos e iniciar a viagem para fazer nosso primeiro show em Itabuna no dia 30/10. Depois, vem Salvador, Aracaju, Maceio, Recife, João Pessoa, Camaçari, Vitoria da Conquista, Eunapolis e Feira de Santana. Ainda estamos fechando outras datas e sei que oportunidades surgem quando se está na estrada. Estamos produzindo essa turnê há mais de 3 meses, em contato com produtores, bares, de várias cidades do nordeste e planejando toda a logística que envolve essa viagem. Serão mais de 8 mil km de estrada, mais de 10 shows e desde já sinto uma receptividade bem legal com nosso trabalho. Vai ser uma aventura com certeza e mesmo diante das dificuldades temos que fazer valer todo o trabalho, dinheiro e energia despendida para gravar o segundo álbum e conseguir divulgar para o maior número de pessoas possível.

NADA POP – No atual momento da banda, é possível dizer que vocês vivem/sobrevivem da música? Que outros trabalhos cada integrante desenvolve e como essas outras atividades acabam influenciam na banda.
LUIZ SILVA – Como é sabido, a carreira artística, musical é muito instável, têm meses que a gente consegue um retorno financeiro legal, em outros quase nada. Assim, estamos sempre nos desdobrando para custear a manutenção do sonho de viver da música, pela música. O Rodrigo, baterista, trabalha com Rádio e TV, eu e o Total na musicoterapia, mas já trabalhamos de tudo, desde vendas, telemarketing, de acordo com a oportunidade e necessidade.

NADA POP – Como toda banda independente, acredito que vocês tenham histórias engraçadas, tristes e de perrengues. Será que podem compartilhar uma história de perrengue e outra bacana que tenham acontecido com vocês? E o quanto vocês julgam que essas histórias fazem crescer a banda como conjunto?
LUIZ SILVA – Histórias não faltam, algumas impublicáveis, mas podemos destacar como um perrengue dos grandes foi a abertura do show do Motorhead em São Paulo no Via Funchal, em 2011. Fomos chamados um dia antes pelo produtor picareta da turnê deles aqui no Brasil na época. De cara, parecia um sonho, uma grande oportunidade, providenciamos tudo de um dia pro outro. Porém, logo que chegamos para passar o som já vislumbramos o descaso da produção com a gente e a guerra que seria para gente se apresentar. Já sabíamos que a receptividade do público com nosso som não seria das melhores, mas o que prevaleceu foi nossa atitude e jogo de cintura. Mesmo sem retorno no palco e passando o som com o público entrando, conseguimos tocar nosso repertório e mostrar que vale mais a sua cara de pau e vontade de mostrar o som do que qualquer obstáculo, imprevisto, ou produtor 171 que atravesse nosso lado. Com certeza, esse show nos fez crescer em vários aspectos, de saber bem com quem se está lidando em negociações desse tipo, na atitude e determinação de mostrar seu trabalho mesmo com as adversidades, pois, você subir no mesmo palco que o Lemmy já te credencia a lidar com qualquer situação que possa nos atrapalhar. Esse é o nosso diploma. E histórias legais são várias, mas consigo destacar agora todas as vezes que temos o retorno de pessoas mais velhas, crianças e do público comum, fora do meio alternativo, que demonstram carinho, entendimento e gosto pelo nosso trabalho com a banda. É o melhor feedback que podemos receber.

NADA POP – Peço que você cite três bandas atuais como recomendação e cite os motivos que tornam essas bandas importantes para o cenário musical.
LUIZ SILVA – Posso recomendar como influência e admiração os trabalhos do La Carne, Hierofante Púrpura e Capim Maluco. São amigos que já têm algum tempo de estrada e representam o que mais me identifico como banda, na sonoridade, letras e atitude, no nosso cenário independente.

NADA POP – A honestidade do som, das ideias e principalmente dos sentimentos são fatores que não se perdem com o tempo. Ao contrário, se tornam ainda mais significativos com o tempo. Se vocês pudessem dar um conselho para as bandas que ainda acreditam que sucesso e fama são mais importantes do que a música, o que seria?
LUIZ SILVA – Tudo depende da forma como você encara a vida, a música. Se sua vontade é fazer música para ter sucesso, fama, mulheres, há um caminho e fórmula bem definidos para isso. Agora, se sua busca for pela expressão artística através da música, com sinceridade e personalidade no som, com certeza, será mais difícil em todos os aspectos, mas recompensador de verdade. Como você disse, o que fica depois que a gente morre, será somente a música e a mensagem.

NADA POP – Para encerrar, agradeço o papo e peço para que vocês deixem uma mensagem, aviso, xingamento ou que mais quiserem. Por favor, enforquem-se nas cordas da liberdade. Obrigado!
LUIZ SILVA – Agradeço muito o espaço e o carinho do Nada Pop com nosso trabalho, nosso desejo é nos cercar de pessoas boas e canalizar toda a sujeira que a gente vive no dia a dia para o som. Novamente, viver da música e para a música. Obrigado!

Site Oficial: http://www.alarde.mus.br
Sound: https://soundcloud.com/alarderock

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.

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