sábado, 27 de fevereiro de 2021
Nada Pop

Acolhimento e representatividade. Assista ‘Nenhuma a menos’, o novo clipe da Clandestinas

Clandestinas - Foto: Tatiane Silvestrone

Clandestinas – Foto: Tatiane Silvestrone

O novo clipe da Clandestinas é mais que uma produção audiovisual, é um ponto de aconchego e acolhimento. É um reflexo do que as minas andam fazendo e que deveria ser exemplo para um montão de gente por aí.

De acordo com Camila Godoi, baixista e vocalista, a intenção é transmitir o conceito do álbum homônimo da banda, lançado em 2020, que foi produzido contando uma história de resistência e luta pela legitimação da diversidade de corpos e vivências de mulheres e pessoas LGBTQIA+.

E como parte dessa narrativa, ‘Nenhuma a menos’ conta com a participação de convidadas que representam cada face dessas identidades múltiplas, explícitas nesse trecho da letra: “Nosso feminismo é para mana, mina, mona. Branca, negra, índia, hétera, bi e sapatã” . E se estende também à todas as faixas etárias, pois na produção existem criança, jovens e mulheres adultas.

Elas tocam pelas mulheres, para as mulheres, por todas. Elas não tocam sozinhas

A diretora Julia Zulian buscou elaborar a produção baseada na construção colaborativa, desconstrutiva, e procurou desde o início realizar uma produção horizontal. Explorando possibilidades poéticas e narrativas visuais, mesclando com as performances das mulheres convidadas e demais profissionais envolvidas no projeto. E ressalta a importância de ter sido feito desta forma, pois reafirma ainda mais a proposta da banda e do conceito envolvido na composição do disco e explica, “Elas tocam pelas mulheres, para as mulheres, por todas. Elas não tocam sozinhas. A arte delas é misturada na militância, no ativismo.

As referências visuais escolhidas por Julia vão de Straight Outta Vagina da Pussyriot, Respeita da Ana Canas, Espia, escuta da Mulamba até Violet da banda Hole e Bluesman de Baco Exu do blues. Foram escolhidas para concretizar essa ideia da atuação da banda e passar a mensagem de que toda mulher tem direito de fazer o que quiser, de fazer, sentir (…) e a mensagem é essa, se vc quiser subir no palco, se quiser começar uma banda com 40, 50 anos, você pode!”

CLANDESTINAS é Alline Lola (guitarra & voz), Camila Godoi (contrabaixo & voz), Natalia Benite (bateria & voz). Lançaram disco homônimo da banda em 2020, e desde 2017 questionam o machismo, o patriarcado, a hétero-cis-normatividade e o capitalismo com suas músicas, corpos e afetos.

Ouça, siga, curta Clandestinas nas redes sociais.

Ficha Técnica de Nenhuma a menos

Convidadas: Bárbara Fagundes, Bia Vazalisa, Cidinha, Josy Oliveira, Iris Souza e Luciene Pereira. Participação especial de Aline Maria.

Performance: Vive Almeida

Produção: Julia Zulian & Stella Pinheiro

Realização: Z&S Filmes

Direção: Julia Zulian

Câmeras: Guilherme Sai e Julia Zulian

Assistentes de câmera: Luara Patriarca e Stella Pinheiro

Iluminação cênica: Rebeca Konopkinas

Projeção mapeada: Rebeca Konopkinas

Imagens projeção & Áudio performance: Stella Pinheiro. Captação durante o ato do dia das mulheres, em Jundiaí, no dia 7 de março de 2020.

Música incidental: Baque Delas – Ato do dia das mulheres em Jundiaí, no dia 7 de março de 2020.

Logotipo: Emília Santos

Figurino: Jacqueline Willik & Quê Colab

Desenho de som: Guilherme Sai

Pós-produção e finalização: Julia Zulian & Guilheme Sai

Colorimetria: Julia Zulian

*********************

O Nada Pop está com uma campanha no Apoia-se. Contamos com o seu apoio para continuar esse trabalho. É possível contribuir com qualquer valor a partir de R$ 1 real. Junte-se a nós: https://apoia.se/nadapop.

Gostou desse Post? Compartilhe!

Sobre o autor

Lety Trash

Lety é feminista interseccional, mãe, baixadense, compõe, toca guitarra, grava, produz e faz contatos na Trash No Star, fundadora e produtora na Efusiva Records e MOTIM. Troca água por café e o dia pela noite, edita, escreve e dá palpites anárkicos no Nada Pop.

Deixe seu comentário