segunda-feira, 19 de outubro de 2020
Nada Pop

Em single e clipe da Agreste, a única certeza é que precisamos gozar mais do que achar que entendemos o mundo

Agreste não é sobre ter ou estar numa banda. É a conjunção astrológica que acontece uma vez a cada século, talvez. Pois é isso. Muita gente se pergunta sobre o que deu errado, o que faltou pra chegar lá? Às vezes o que faltava era esse encontro, essa entrega real para um projeto que se expande e ultrapassa limites do que se espera em ter uma banda ou um projeto musical. Porque ter uma banda não se trata de um encontro de músicos, mas de almas que se completam e por conta do caminho que a vida leva, em algum momento se separam também, e tudo bem.

Formada por Bruna Vilela (Voz/guitarra), Marcela Lopes (voz/baixo) e Luiz Z Ramos (bateria), o projeto (re)nasce numa celebração ao encerramento de um ciclo com longas viagens, experiências e trocas vividas na estrada e nos palcos com a Miêta, já conhecida nos palcos de rock independente do país.

Cíclica é a primeira faixa do trabalho, “Super Abalada”. E vem acompanhada de um clipe que foi editado e produzido por Rita Aprile (Howlin’ Records), com registros pessoais de shows, ensaios, o último carnaval antes da pandemia, momentos de intimidade que transmitem a quem assiste, o peso e a leveza do que significa viver tudo aquilo. Que de acordo com um trecho da música “a gente goza demais em tudo que não traz mais paz”.

Trata-se de um trabalho que busca honrar anos de história e construção e que, ao mesmo tempo e justamente por isso, também celebra o fim. Super Abalada representa, ironicamente, o estado de espírito do trio ao optar por encerrar a parceria de trabalho com este material, feito a partir de músicas que integrariam o segundo disco da banda Miêta e que, com o fim da banda, encontraram espaço neste EP. É um trabalho de estreia e também de despedida.

O EP, que será lançado faixa por faixa gradualmente, é uma obra em construção, tendo grande parte de seu material gravado ainda no ano passado em um mês de vivência no estúdio Oi Labsônica do Rio de Janeiro. Algumas edições e acréscimos de produção tem sido desenvolvidos de forma caseira desde então. Com distribuição pelos selos QUENTE (Belo Horizonte/MG) e HOWLIN’ RECORDS (São Paulo/SP), o trabalho contará com três músicas produzidas pelo grupo juntamente ao produtor Fernando Bones, trazendo experimentações dentro do rock alternativo e celebrando o caminho compartilhado durante anos de estrada até o momento atual.

A faixa conta com participação de Guilherme Peluci no saxofone, e está disponível inicialmente apenas no Youtube e na plataforma Bandcamp, que hoje realiza uma campanha em solidariedade aos produtores fonográficos e pequenos selos independentes em tempos de pandemia – eximindo a cobrança durante 24 horas da taxa sobre os produtos vendidos na plataforma. Então quem adquirir a faixa hoje, vai ter acesso às outras músicas gratuitamente de acordo com seus respectivos lançamentos.

Todo o EP “Super Abalada” tem mixagem e masterização por Fernando Bones. A arte da capa é assinada por Desenha Céu, cedida por Raíssa Braga.

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Sobre o autor

Lety Trash

Lety é editora do Nada Pop, além de guitarrista na Trash No Star, fundadora e produtora na Efusiva Records e MOTIM, um centro de cultura feminista no Rio de Janeiro.