sexta-feira, 7 de agosto de 2020
Nada Pop

Arthur Martins lança “Corpo Mudo”, single do seu novo disco: Fora de Si

Em tempos de isolamento social, a arte tem ajudado nesse processo de entendimento de quem somos, como terapia tanto para artistas como consumidores em geral. Nos colocando a prova do que podemos fazer para recriar novas formas de troca, de produção.

Recebemos o material do Arthur com a seguinte mensagem: “Espero que seja um abraço nessa fase em que todes estamos vivendo frente a tanto desânimo e surto em tempos tão difíceis. Que continuemos tendo um corpo pra cantar e vibrar!”

Um single que foi produzido para compor a trilha sonora do curta-metragem “Barbearia”, do diretor
e roteirista Gabriel Figueira, numa tentativa de expressar esperança mesmo diante do silêncio causado pela angústia e a depressão.

Bem, é o que realmente esperamos. Mesmo diante desse caos, que ao final ainda reste ânimo e força para reinventar. Fiquem bem, cuidem-se, fiquem em casa e ouçam Arthur Martins.

Release por: Lucas Santos

Arthur Martins procura Deus em suas canções. Com referências que passeiam pelo
violão de Jorge Bem, passando pelos arranjos de Ryuichi Sakamoto e Letieres Leite e
pelas filosofias de Agostinho e Agamben, Arthur nos traz em seu projeto solo uma
música que carrega questionamentos filosóficos e espirituais vitais, que estarão
compilados em seu primeiro projeto, o álbum intitulado “Fora de Si”. Anunciando esse
projeto, o artista nos traz em abril seu primeiro lançamento: Corpo Mudo.

A canção foi inicialmente encomendada para o curta-metragem “Barbearia”, do diretor
e roteirista Gabriel Figueira. Assim como na trama do filme, que retrata uma
personagem que, de tanta angústia, nada consegue dizer, na faixa Arthur versa sobre
como a angústia e a depressão podem emudecer a experiência corporal, quer em
linguagem ou gesto. Mas longe de ser pessimista, a canção propõe esperança: como
diz em sua letra, até “mesmo o corpo mudo necessita compor e cantar.” Escolher
Corpo Mudo como single e em meio ao tempo em que vivemos, de isolamento e
desespero frente à pandemia, a canção pretende acolher os corações inquietos
espalhados pelo tempo.

O single foi gravado na Audio Rebel, estúdio e casa de shows tradicional da zona sul da
cidade. Acompanhado de seu Grupo Místico – como chama sua banda “sem formação
fixa” –, e com a co-produção de Rafael Oliveira, integrante da Orchestra Binária, o
processo de gravação foi feito em um dia. A mixagem e a masterização ficaram pela
conta de Emygdio Costa, que já trabalhou em discos importantes da música
contemporânea brasileira, como Anganga (Juçara Marçal e Cadu Tenório) e Letrux em
Noite de Climão (Letrux).

Arthur Martins é nascido na comunidade de Mato Alto e crescido na comunidade da
Cidade de Deus, ambas da Zona Oeste do Rio. Sua formação musical passa pelos cultos
dominicais e cantorias familiares, pelo seu apreço por livros de poesia e discos da
tradição da música popular brasileira. Hoje o artista também dirige o coletivo artístico
carioca Paracelso, que se insere na produção de conteúdo e gestão de carreiras
musicais independentes.

Ficha Técnica / CORPO MUDO
Letra, voz, violão e percussão: Arthur Martins
Violino: Julia Mendes
Cello: Gonçalo Cabral
Arranjos, direção artística e produção: Arthur Martins
Co-produção musical: Rafael Oliveira
Gravado no estúdio Audio Rebel
Engenheiro de gravação: Daniel Duarte
Mixagem e masterização: Emygdio Costa

Gostou desse Post? Compartilhe!

Sobre o autor

Lety Trash

Lety Trash é editora do Nada Pop, além de guitarrista na Trash No Star, integrante da Errática, produtora na Efusiva Records e MOTIM, um centro de cultura no Rio de Janeiro.