sexta-feira, 13 de novembro de 2020
Nada Pop

A revolução será feminista: coletânea apresenta dez bandas com mulheres no front

Coletânea “GRLS SP” é uma seleção do selo paulista Crasso Records com dez bandas de protagonismo feminino em sua maioria ou atuantes em São Paulo. A coletânea marca o começo de uma série de compilações, de curadoria da Crasso Records, que visa ampliar e conectar o público de bandas do cenário underground. Além de apresentar singles de bandas como Charlotte Matou Um Cara, Trash No Star, Sapataria, Cosmogonia, entre outras, a coletânea marca o lançamento da primeira faixa acústica da Gritando HC, com Cris Crass no violão e a Lê no vocal. Banda de liderança feminina, que comemora em 2020, vinte anos do lançamento do disco “Ande de Skate e Destrua”.

Conheça as bandas que estão na coletânea

Faixa 1. A Rua É Um Campo de Batalha – Charlotte Matou Um Cara

Charlotte Matou um Cara, é uma banda punk feminina formada em agosto de 2015 e tem como integrantes Andrea nos gritos, Dori na bateria, Camis no baixo e Nina na guitarra. Suas maiores influências musicais e ideológicas vêm do movimento punk riot girl, do feminismo interseccional e dos movimentos antifascismo e anti-homofobia.
O som é punk cru, gritado, rápido e de mensagem clara. As letras abordam temas como homofobia, machismo, fascismo, e a intervenção da igreja e do Estado sobre o corpo das mulheres e são um levante a qualquer forma de opressão.
O nome da banda faz referencia à Charlotte Corday, que matou Jean-Paul Marat durante a Revolução Francesa.

Faixa 2. Destroy It – Cyanide Summer

Liderada por Ade nos vocais, e com Re Prado no baixo e vocais, Corsi nas guitarras e vocais e Peralta na bateria e vocais, a Cyanide Summer é uma banda de Ska/Punk influenciada por bandas do mesmo gênero dos anos 70 e 80. Com último lançamento em Fevereiro desse ano, o EP “Viajar / Doses de realidade” e ainda os singles “A chance to Bleed” (2019), “Destroy It” e “As Fake as You”, ambos de 2018.

Faixa 3. M.S.B.(Movimento das Sem Banheiro) – Sapataria

Banda composta por quatro lésbicas influenciadas pela cena riot grrrl, punk e hardcore. Formada em 2016 na cidade de São Paulo, a banda Sapataria busca abordar temas referentes à lesbiandade e feminismo com Marina na Guitarra, Dan no Baixo, Isa na bateria e Zu no vocal, a banda lançou de forma independente seu primeiro disco “Sapataria” em 2018.

Faixa 4. Quando Eu Crescer – Time Bomb Girls

O trio formado por Camila Lacerda (bateria e voz), Déia Marine (baixo e voz) e Sayuri Yamamoto (guitarra, gaita e voz) formam a Time Bomb Girls. Traz influências do punk rock, rockabilly, blues, psychobilly e o rock de garagem para montar seu repertório que inclui as autorais “Waste of Time”, “Not a Sad Song” e “Confere com a Muda” e versões como “Minha Fama de Má” (adaptação do clássico de Erasmo Carlos), “Bomb the Twist” (The 5678’s) e “Bitch” (Meredith Brookes). Em 2019, elas lançaram seu primeiro disco “Quando eu Crescer”.

Faixa 5. Tormenta – Nâmbula Mangueta

Formada em setembro de 2018 na Grande São Paulo, Nâmbula Mangueta conta com Andrea Marques na bateria, Bruna Guilhem no baixo e Gabe Halencar no vocal e guitarra. o powergirltrio relata em suas letras vivências pessoais, conflitos internos e externos de se conviver numa sociedade nada justa. O disco lançado em 2019 “Eu sou Nâmbula Mangueta”, foi gravado no estúdio Mestre Felino por Helena Duarte e Danilo Sevali, tem como tema principal os relacionamentos abusivos.

Faixa 6. Ficar Bem – Trash No Star

Formada em 2010, atualmente composta por Letícia Lopes na guitarra e vocal, Felipe Santos no Baixo e vocal e Pedro Millecco na bateria, Trash No Star segue a cartilha das bandas estadunidenses e européias de meados de 1980 e inicio de 1990, com riffs, bigmuffs e fuzzes, microfonias, punk e lo-fi. É uma banda que acredita na possibilidade de fazer música para diversão e conscientização, focando em temáticas psicológicas e políticas, entendendo que discurso e prática devem sempre andar de mãos dadas.

Faixa 7. Cérebros Atrofiados – Ratas Rabiosas

Ratas Rabiosas é uma banda de Hardcore Punk feminista formada em 2013 na cidade São Paulo por Angelita Baixo e voz, Lary Bateria e voz, Amanda Guitarra e voz, com o objetivo de passar a diante ideais e lutas das mulheres no contexto social, na contra cultura e no movimento punk.

Faixa 8. O Custo do Progresso – Alto Nível de Insanidade

Alto Nivel de Insanidade é uma banda de Hardcore formada em 2009, de São Bernardo do Campo, por Nayra no Vocal, F.Nicholas na Guitarra, Bollaxa no Baixo, Marco Bateria. As letras abordam assuntos como Política, sociedade, conflitos psicológicos, cotidiano.

Faixa 9. Abusivo – Cosmogonia

Cosmogonia é uma banda Punk/Hardcore Feminista, formada em 1993 e uma das bandas pioneiras do Movimento Riot Grrrl no Brasil. Atualmente composta por Gabi Delgado no vocal, Maria Esther Guitarra e Vocais, Andressa Moraes Baixo e Backing Vocals e Fernando Hernandez na bateria.
Depois de 11 anos de hiato, a banda voltou á ativa mantendo o intuito de transmitir o feminismo e o empoderamento feminino com muita musicalidade.

Faixa 10. América Latina (Acústico) – Gritando HC

Gritando Hc é uma banda de Hardcore Punk Rock/Skate Punk formada por Lê no vocal, Cris Crass no baixo, Fabão na guitarra, Japa Guitarra e Léo na bateria.  Na ativa desde 1994, lançaram 6 discos sendo o último com gravações ao vivo no Estúdio Show livre em 2019. É possível ter acesso à uma linha do tempo na página do facebook, que conta toda a historia da banda e sua trajetória em ordem cronológica dos lançamentos de clipes, discos e participações em festivais.

Ouça a coletânea

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Sobre o autor

Lety Trash

Lety é editora do Nada Pop, além de guitarrista na Trash No Star, fundadora e produtora na Efusiva Records e MOTIM, um centro de cultura feminista no Rio de Janeiro.