sexta-feira, 13 de novembro de 2020
Nada Pop

[resenha] A breve e intensa passagem do TTNG no Brasil

Por Letícia Pataquine (@leticiaforpresident) e fotos de Mara Alonso (@mara.alonsofotografia)

O TTNG, banda de math rock da Inglaterra, tocou em um show único no Brasil neste sábado, 18. O evento rolou na Fabrique, na Barra Funda, depois de ter sido adiado – e quase cancelado. O show originalmente seria na quinta-feira, dia 16, mas os ingleses tiveram problemas para sair do Peru depois do último show, o que inviabilizou outros dois shows aqui na América Latina, mas graças aos esforços dos produtores Onstage Agência e MGB Entertainment, o TTNG conseguiu se apresentar.

Quem abriu a noite foi a banda E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, que de diferente não tem apenas o nome: acho que pra mim e muitos que estavam ali, ver um show de rock instrumental foi uma experiência inédita; quando você menos espera, está viajando pra bem longe em meio a distorção e guitarras pesadas da banda.

O guitarrista da banda, Lucas Theodoro, fez um breve discurso agradecendo a organização do evento por não terem cancelado o show e terem feito todos os esforços possíveis para que o show rolasse mesmo que dois dias depois. Aproveitou para falar o quão importante é ter gente lutando por eventos culturais no Brasil. Palmas e mais palmas.

Depois do EATNMPTD, começaram os preparativos no palco para a entrada tão aguardada do trio britânico. Os fãs estavam ansiosos demais e gritavam por qualquer movimentação que indicasse o início do show, que, como manda o estereótipo britânico, começou pontualmente.
“Chinchila” foi a primeira do show, música do famoso disco Animals, o primeiro da banda, seguida de “Cat Fantastic”. Entre uma música e outra, o vocalista do TTNG, Hank Tremain, pedia ajustes no som, e aproveitava para conversar com os fãs.

Primeiro, Hank agradeceu imensamente a produção do evento pelos esforços e brincou que a viagem foi complicada, pois o público do Peru não queria deixá-los ir embora por serem lindos demais. Depois, pediu para que os fãs contribuíssem comprando o merch oficial que estava à disposição e que adorou ver os ambulantes na porta da casa vendendo camisas não oficiais da banda: “Eu me sinto como o Metallica, algo assim… E eles fizeram um excelente trabalho, acho que eu vou comprar uma pra mim depois”.

Por último, Hank reclamou do suor e alguém ofereceu um desodorante. Ele aceitou e o objeto foi arremessado ao palco. Deu pra perceber que rolou bastante interação com o público, né?

Aliás, o público deu um show ao lado da banda, cantando todos os refrãos e pulando a cada novo acorde de uma música que se iniciava, interagindo com a banda e pedindo músicas. Hank até brincou dizendo que os pedidos eram bem-vindos, mas eles tinham um setlist, ensaiado algumas, então… sorry. Sorte de quem gritou por “Whatever, Whenever”, pois Hank disse que era sua preferida e ainda dedicou pro ouvinte que pediu.

O show terminou com duas músicas mais antigas, uma delas o maior hit da banda: “If I sit still, maybe I’ll get out of here”, cujo refrão foi cantado mais pela plateia do que pela banda, que se mostrou emocionada com o carinho.

O que se pôde perceber durante e após o show é que esse momento ficará marcado para os fãs, que esperaram pela banda, sofrendo com um possível cancelamento, mas também, com certeza, marcou muito a história do TTNG.

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Sobre o autor

Letícia Pataquine

Formada em Letras, fala sobre livros no Instagram, reclama no Twitter e faz listas e resenhas como editora do Nada Pop.