quarta-feira, 21 de outubro de 2020
Nada Pop

Entrevista com a banda Slowner sobre a tour com os italianos do Sangue

Slowner – Foto: Divulgação

A banda italiana de stoner/doom Sangue desembarca para a primeira tour no Brasil nesta sexta-feira, 31/1, com os anfitriões Casquetaria e Slowner, que tocam em sete oportunidades (entre shows em São Paulo e no interior). Cada data irá contar com outras bandas da cena stoner nacional.

O nome da tour, Slow Bloody Caravan, assim como a arte do cartaz, remetem a características de cada banda: slow pelo som arrastado da Slowner; bloody, ou seja, ensanguentada, da italiana Sangue; e Caravan, em referência ao último single da Casquetaria, ‘Van’s Ride’.

A ideia da tour surgiu no começo de 2019, quando as três bandas firmavam parceria com o selo californiano Fuzzy Cracklins. O selo iniciou diversos projetos com bandas brasileiras para divulgação e promoção de merch nos Estados Unidos e em outros países.

As sonoridades, aliás, são complementares. As influências de Black Sabbath, Alice in Chains, Melvins, Kyuss e demais precursores do gênero Stoner Rock são inegáveis para quem já ouviu as músicas dessas bandas.

A turnê tem apoio da Abraxas, Fuzzrious, Fuzz Cracklins, Doom Nation e Raro Zine.

As datas da tour

31/01 Sexta: Gu Kustom Bar, Campo Limpo Paulista.
01/02 Sábado: Doom Nation, São Paulo + Octopus Head
02/02 Domingo: Avenida Paulista, São Paulo + Hienaz
02/02 Domingo: Rarozine Fest, Atibaia
06/02 Quinta: no Overdrive, Mogi das Cruzes + Deaf Swan
07/02 Sexta: Lino Gastrobar, Sorocaba + Wolf among us
08/02 Sábado: Apostrophe Bar, Santo André + Octopus Head + Giant Jellyfish
09/02 Domingo: Oficina Bar, Piracicaba + Spiral Guru

ENTREVISTA – SLOWNER

A Slow Bloody Caravan praticamente abre a agenda 2020 para o stoner em São Paulo. O que a banda prepara para estes shows?

SLOWNER – 2020 vai começar com muita estiga pra nós! Tocando pela primeira vez no sudeste. Além das músicas do EP, vamos tocar uma música nova que ainda será gravada. Então a oportunidade é essa de sacar a música em primeira mão pra quem for pros shows. Estaremos levando blusas, adesivos, posters e os CDs que finalmente ficaram prontos e é uma edição limitado de apenas 50 cópias. Mais uma oportunidade pra chegar no show e garantir nosso digipack.

Cometem, por favor, sobre os últimos lançamentos da banda. A repercussão positiva entre mídia e público foi um incentivo para este giro entre fim de janeiro e começo de fevereiro deste ano?

SLOWNER – Nós temos, até então, apenas um EP lançado em julho de 2019 que nos surpreendeu muito com a repercussão que teve. Depois de Recife, a galera de São Paulo é a que mais entra em contato com a gente pra dar um feedback do que achou do EP. Nós achamos muito massa ter esse retorno porque sempre queríamos tocar em SP e isso com certeza nos mobilizou a fazer acontecer essa tour.

O terceiro show da turnê será na avenida Paulista, uma nova opção e já bastante concorrida para bandas de todos os estilos mostrar seu trabalho. É a oportunidade para democratizar o som da banda e levá-la a novos ouvintes?

SLOWNER – Tocar na Paulista vai ser um marco importante para nós! Primeira vez que tocaremos em um espaço verdadeiramente aberto, já que em nossa cidade nós não temos esse tipo de iniciativa por parte do governo/prefeitura. Espaços abertos são importantes pra promover a cultura, remover barreiras e aumentar a acessibilidade a música e demais atividades culturais.

Gostaria que falasse um pouco das duas outras bandas com quem realizarão todas as datas deste giro. O que mais gostam da sonoridade de cada uma delas?

SLOWNER – Sangue é uma banda que traduz no seu som a simplicidade e peso, eles conseguem ser pesados sem muito esforço. De certa forma nos identificamos com isso, já que nossas composições também são simples.

Casquetaria nós sentimos uma influência grande do Grunge anos 90, como Silverchair e Nirvana, as linhas de batera e os vocais despojados. O novo single foi uma vibe road trip mas sem perder a essência do primeiro EP.

Falando sobre o stoner, o estilo ganhou força no Brasil e no mundo, com o aumento de números de bandas. Também ganhou representatividade, por exemplo, com o trabalho de produtoras aqui – Abraxas, Doom Nation, Fuzzrious. Na percepção da banda, o que é preciso para fortalecer neste nicho (bandas, selos, produtoras, mídia) em 2020?

SLOWNER – O fortalecimento dessa equipe se dá justamente no apoio entre eles. Por exemplo, não adianta uma mídia divulgar uma banda e ela não ajudar a compartilhar aquilo. É preciso ter um trabalho colaborativo: a banda amplia seu público pela divulgação da matéria feita sobre ela e também ajuda a ampliar o público daquele selo, produtora ou mídia. É importante também que bandas mais antigas abracem as mais novas e as insiram no meio. Tem muita banda boa merecendo um espaço e essa união faz com que fortaleça o público do underground.

Quais os planos da banda ao término desta turnê?

SLOWNER – Depois da turnê vamos gravar o novo single que comentamos e continuar trabalhando em novas composições. Dependendo do ritmo, gravaremos um novo EP ou álbum no segundo semestre. E aos poucos pretendemos ir tocando em outros estados. A ideia é sempre expandir nosso som para mais pessoas.

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Sobre o autor

Redação Nada Pop

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