segunda-feira, 21 de setembro de 2020
Nada Pop

Momentos não tão gloriosos assim da música, dita popular, brasileira – Parte 2

Veja bem… …não é só porque você é bem intencionado que sua atitudes vão resultar no bem coletivo. O armistício crítico não é possível porque ninguém me atacou ainda… …então continuemos a exegese crítica das versões nem tão bacanudas assim da famigerada e cativante cena pop/rock, quiçá mpb, da mpb brasileira.

3 – O Sepultura fez uma versão do samba/rock Bullet the blue sky, da banda U2. Eu sei que não é samba/rock, mas dane-se. O Sepultura não precisa disso, eles passam vergonha sozinhos, botar o U2 nessa lambança é zoar com a cara do Bono, que tem apelido de bolacha recheada. A versão do U2 é mais legal. Tenho uma questão com o Sepultura, que vai ser tratada de forma isolada em crônica futura, eles merecem, afinal é uma banda que na impossibilidade de ser cover de si mesma, faz um metal burocrático, o único membro da formação oficial é o baixista… …que não apita nada nesse caso! Quando for escrever preciso tomar meu remédio e sentar com calma, pra não babar no teclado!

4 – Dias atrás tomei contato com uma pérola, que é a versão de Vicious, do Lou Reed feita pela banda Hanoi-Hanoi, já ouviu falar deles? Pois é, eles eram uma banda do rock-nacional, anos 80, enfim… …dá vergonha! Eles tiveram a pachorra de mudar Vicious para “Vi shows”, dá pra acreditar? Sim, dá, procura no youtube por sua conta e risco. Mas tudo isso aconteceu nos anos 80, então meu amigo até que saiu barato. Fora esse som eles tem uma outra canção bem conhecida… … aquela assim… …como é mesmo?

5 – O Rappa tocou Hey Joe do Jimi Hendrix. Bom, vamos por partes! O Rappa é banda preferida de 8 entre 10 bares do sunset no litoral norte paulista. Um lugar onde gente dita bonita, rica, com dentes brancos, carros caros e um pouco de droga no bolso gasta o dinheiro da família. O que eles fizeram pra conquista isso? Porra nenhuma! É um monte de pleiba xarope, cantando “…onde você vai com essa arma aí na mão…”, é um monte de pleiba que ouve Sabotage no Audi 2020 da mãe, é um monte de pleiba que diz que não é racista porque tem “amigo negro”, é um monte de pleiba que sabe que é pleiba e tá tudo certo desde que ele possa curtir o sunset na praia da Baleia com o DJ Dudinha Matarazzo… …a cerveja custa 120,00 o balde com 4, tá beleza! O Rappa que se foda, puta banda chata do caralho!

Dias atrás fui num show de um selo de música independente. Fiquei feliz de encontrar e ver bandas de amigos tocando, sempre bom. Mas veio a pergunta, se você que tem uma banda que faz parte do selo não vai no evento do próprio selo, como quer que eu vá no seu show?

Bom, devo estar querendo demais!

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Sobre o autor

Rafael Moralez

Rafael Moralez é músico, ilustrador e autor da série Peixe Peludo. Conheça seu blog de ilustrações: https://moralezrafa.wordpress.com/