sábado, 26 de setembro de 2020
Nada Pop

Sapatênis, milho, interte e o agudo grito

Kleber Cabeção, também conhecido como Kleber “Cabeça” Cabeção, criou na cidade de São Paulo o Museu do sapatênis. Ele prefere Museu do Sapatênis em maiúsculas, a escolha se justifica por considerer sapatênis como um estilo de vida, uma forma de contestar a sociedade que contesta. Kleber é um anarco-conservador que inverte o sentido da revolução, buscando quebrar a desordem e manter as instituições azeitadas, conservando a sociedade em seu estado de funcionamento com notas de tradição-família-e-propriedade e um leve retrogosto de religião evangélica, sem assumir, claro! Realiza essa façanha sempre com muito estilo e bem calçado. Afinal um sapatênis tem o conforto de um tênis e a beleza de um sapato.

Sávio Lisnpra coleciona filmes de terror que tenham como cenário um milharal. Sua coleção conta com 47 filmes, catalogados por ordem de presença e protagonismo dos pés de milho. Sávio compreende o milharal com uma entidade maligna, cujas espigas são a representação daquele que não se fala o nome. A pipoca é a hóstia do satanás, do caramulhão do mochila de criança. Sávio vê o diabo no vapor que sai da panela de vendedor de milho na porta de seu colégio. Sávio não sabe que as plantações de milho são as mais baratas de se ter em um set de filmagem, por isso a escolha dos produtores em sempre utilizar essa planta.

Guilherme Fulmann está criando um museu da internet. Ele guarda em arquivos os memes, vídeos e notícias que julga serem representativos de determinados períodos de tempo. Gui, como prefere ser chamado, aposta que em 30 anos apenas ele terá esses arquivos, pretende vender acesso às visualizações, “É uma aposentadoria!”, resume. Dias atrás um de seus HD’s apresentou defeito, causando perda de 6 gigas de vídeos de gatinhos. “Vou recuperar!”, afirma Gui.

Katrikki Matleena, jovem finlandesa de 23 anos de idade alcançou a nota aguda mais alta já proferida pela voz humana. No dia 3 de maio de 2019, sob a aferição dos professores da Sibelius Academy, da University of the Arts Helsinki, Katrikki emitiu por 1,3 segundos uma nota tão aguda que o ouvido humanos não pode captar, mas que foi registrada pelos sensores manipulados pelo professor Szábo Aks, que se declarou emocionado com o silêncio mais agudo já ouvido. Katrikki pretende seguir a carreira de seu pai, motorista da rede de transporte público de Helsinki.

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Sobre o autor

Rafael Moralez

Rafael Moralez é músico, ilustrador e autor da série Peixe Peludo. Conheça seu blog de ilustrações: https://moralezrafa.wordpress.com/