quinta-feira, 26 de novembro de 2020
Nada Pop

Para o CR13 não existe igualdade sem luta. Nem luta sem som

O peso “hardcoriano” vindo da grande São Paulo é do quarteto CR13 (CR = Cumbica Roots, bairro natal da primeira formação da banda). Desde 2011, os amigos reproduzem músicas de protestos sobre diversas faces da desigualdade social. Talvez isso explique a brutalidade do Bruno no vocal acompanhado do Paulo na guitarra, Bolovsck na bateria e Pirula, baixo. O som é alto, não poderia ser diferente, além da vontade de serem ouvidos é essencial deixar explícito o abismo que segrega e cultiva o ódio diariamente em becos e avenidas.

No mesmo ano que formaram o grupo, uma demo foi lançada registrando o surgimento da banda, posteriormente, em 2012, lançaram o clipe Fogo Cruzado. No ano seguinte, veio o EP Abuso e Violação, depois outro trampo, o Filhos da Escoria. Esse último trouxe a identidade musical da banda, mostrando suas boas referências como Ratos de Porão, Mukeka di Rato, Slayer, entre outros nessa mesma linha pesada.

Ano passado (2015), os caras lançaram dois clipes com as músicas que levam os nomes dos álbuns. Um novo CD, esta ganhando forma e possivelmente estará circulando no início do ano que vem. Por enquanto é aguardar e curtir o som disponível no Soundcloud do CR13.

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Sobre o autor

Bruno Palmito

Skate, kombi, shows, acampar e cerveja deixam-no mais perto daquilo que ele define como felicidade, se a trilha sonora for Punk Rock/Hardcore com pitadas de Ska, é um breve resumo da perfeição nessa vida. A música é a manifestação ideológica do sujeito, acredita Palmito.