sábado, 14 de novembro de 2020
Nada Pop

Jovens do Girlie Hell apresentam uma doçura furiosa em seu novo trabalho

Jamais poderemos associar um estado ou cidade por um único gênero musical, seja no interior ou centro urbano. Por outro lado, referir-se às mulheres sendo o “sexo frágil” é um termo arcaico, e o quarteto Girlie Hell é a prova disso, pois em seu segundo trabalho, Till The End, elas mostram a capacidade em fazer barulho ao ponto dos seus ouvidos tornarem-se frágeis. Elas estão organizadas dessa maneira: Bullas Attekita, voz e guitarra; Júlia Stoppa, guitarra e voz; Carol Pasquali, bateria e Joyce Guerra no baixo.

Gravado em São Paulo, o álbum apresenta oito canções, em inglês e muito peso nos riffs e vocais. A produção é do Marcello Pompeu e Heros Trench, do Korzus, Marcello ainda participa na terceira faixa, “Monster”, soltando a voz sem piedade.

“Gunpower”, a segunda, é um recado “romântico” para loucos, que desejam leves explosões de fúria. O CD segue uma linha metal e hard rock, características essas difíceis de encontrar nas bandas brasileiras, mas como a criatividade não tem limites e rola solta, o talento é evidente em todo o disco.

Apesar da jovialidade das integrantes, a banda possui sete anos de estrada, e um currículo enorme, seja na participação de festivais ou por ter dividido o palco com bandas como, Bad Religion e Sepultura. E em sua terceira participação no Goiânia Noise, as moças tocaram com os caras do Biohazard, nada mal, não é mesmo? Essa é uma banda para quebrar os padrões e estereótipos! Aproveitem.

O álbum pode ser adquirido na loja da Monstro Discos: www.lojamonstro.com.br

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Sobre o autor

Bruno Palmito

Skate, kombi, shows, acampar e cerveja deixam-no mais perto daquilo que ele define como felicidade, se a trilha sonora for Punk Rock/Hardcore com pitadas de Ska, é um breve resumo da perfeição nessa vida. A música é a manifestação ideológica do sujeito, acredita Palmito.