quinta-feira, 17 de setembro de 2020
Nada Pop

Banda Montese reproduz BH como você nunca ouviu

A banda mineira Montese produziu entre janeiro e novembro de 2013, no estúdio Superfuzz, o registro “Quando me encaro de frente”. São dez músicas, em português, com uma participação especial do Reynaldo Cruz “Rey”, vocalista do Plastic Fire.

O pensamento voa ao ouvir os caras. Nessa “viagem” surgiu a lembrança da Batalha de Montese (origem do nome da banda), ocorrida no dia 14 de abril de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial. Foi um conflito sangrento com a participação em massa das Forças Armadas Brasileiras.

Mas voltando a resenha… Segundo a banda, Hot Water Music e Noção de Nada, são influências presentes no disco. Com uma pegada firme, o teor poético faz parte das letras. A música “Lembranças de um Solstício” é muito bem escrita. “A crença no incerto pode ser o bálsamo para amenizar as dores”, é uma das passagens dessa canção. Já a música, “Velho Mártir” gravada também no EP Esboço, tem em sua versão no videoclipe uma introdução interessantíssima sobre a repressão militar. Por outro lado, é uma harmonização perfeita do recado que desejam passar sobre um momento sombrio na história do país.

A sétima faixa leva o nome do CD, e consigo um rico argumento contra dogmas e ensinamentos impostos sobre qual a melhor maneira de viver. Algo que é comum vivenciar numa sociedade aflita e temerosa pelo perdão. “Quando me encaro de frente”, é um exercício musical de não perder tempo com esse tipo de opinião difundida, em alguns casos, na religião.
Além da qualidade sonora, o disco traz uma qualidade excelente na arte, encarte e luva. Apertem o play e confira!

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Sobre o autor

Bruno Palmito

Skate, kombi, shows, acampar e cerveja deixam-no mais perto daquilo que ele define como felicidade, se a trilha sonora for Punk Rock/Hardcore com pitadas de Ska, é um breve resumo da perfeição nessa vida. A música é a manifestação ideológica do sujeito, acredita Palmito.