quarta-feira, 30 de setembro de 2020
Nada Pop

Lá vem a Serapicos com o seu rock de teatro

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Dia 20/12 a Serapicos se apresenta no jardimestúdio A Porta Maldita. Informações AQUI.

Antes de continuar lendo essa resenha medíocre, deste autor baixo (tenho só 1,60m de altura), cheio de problemas mentais e incrivelmente propenso a ataques de fúria, deixe avisá-lo que essa resenha é de uma banda que não costuma ter muita relação com as bandas que costumamos falar por aqui. O nome dela é Serapicos.

Não podemos classificá-los (que coisa horrível esses sites que classificam artistas e acham que todos devem ser colocados numa lista “x”, “y” ou “z”, né? Floga-se!!) de indie, pós-punk e muito menos de pop ou MPB. Talvez aquele clássico discurso de que “a banda traz em seu repertório influências características do rock inglês dos anos 60/70, numa mistura com Rogério Skylab, um quê no jazz e referências visuais que variam do brega ao ‘crrrrrássico’ look dos anos 70”, talvez seja até compatível com a banda. Eu prefiro chamar de rock de teatro.

O quê??? Rock de teatro, tá chamando os caras de personagens manipuladores da inteligência alheia e de som fictício??! Você é louco? Não tem medo de apanhar na rua pelos fãs da banda?!?! Não, bora explicar…

Rock de teatro pra mim é aquele tipo de banda que se preocupa, além da música e de suas divagações que podem ser criadas na cabeça de seus ouvintes, também está preocupada com a sua mensagem estética e que preenche palcos com luzes, entre outros itens, criando um cenário particular entre som e público. Os clipes da banda também seguem nesse estilo, e apesar dos recursos ainda serem de uma banda independente, nada como uma imaginação criativa e amigos para ajudar, não é mesmo? Além disso tudo, o som da banda traz “influências características do rock inglês dos anos 60/70, numa mistura com Rogério Skylab, um quê no jazz e referências visuais que variam do brega ao ‘crrrrrássico’ look dos anos 70”. Rá!

Seu mais recente single, de nome “Buscopan”, e que no release da banda diz ser uma “música dançante, soturna e sensual, que fala sobre as dores físicas e existenciais e como elas se entrelaçam” (cara, quem escreve esse tipo de release?! Quem coloca as palavras “dançante, soturna e sensual” na mesma frase?), dá a deixa de como será o trabalho completo de “17 canções em português para ouvir antes de morrer”, dividida em duas partes. As bandas pararam de lançar álbuns cheios para lançar EPs, agora estão voltando a lançar álbuns, mas divididos em partes. Vale tudo no independente, não é mesmo Heliana Nogueira? Piada interna, não se preocupe se não entender.

No dia 20 de dezembro a banda irá se apresentar no jardimestúdio A Porta Maldita, localizado na Lapa. Junto com a Serapicos, se apresentam as bandas Mamparra e Projeto NAU Brazilis. Com início às 18h e ingressos a R$ 5 cruzeiros, mais barato que a caipirinha de fruta do espaço (R$ 8), porém só um pouco mais cara que a cachacinha deles (R$ 3), o evento será gravado em “áudio e vídeo” para posterioridade.

Vale citar que o evento será uma “Festa de gala Black Tie da Loucura”. Para entender essa porra acesse o evento no Facebook clicando AQUI.

Eu deveria continuar escrevendo e falando um pouco mais da música “Buscopan”, da Serapicos, mas corro o risco de sofrer alguma retaliação, devido a “restrições legais que as empresas farmacêuticas estão sujeitas”. Portanto, ouça você mesmo a música e tire as suas próprias conclusões, confesso que achei a música soturna, sensual e dançante.

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, editor e fundador do Nada Pop. Um dos organizadores do tributo ao SUB e apresentador do podcast Arte Inflama. Siga no Instagram: @nxdapop