quinta-feira, 23 de maio de 2019
Nada Pop

#020 – Os 10 álbuns de Antonio Augusto (HBB)

Antonio Augusto – Foto arquivo pessoal

Há uns bons anos, acredito que por volta de 2010 ou 2011, fiz uma tatuagem no braço em um estúdio na Galeria Ouro Velho, que fica na Rua Augusta aqui em São Paulo. O espaço do estúdio era divido em dois andares, sendo que no segundo andar ficava o estúdio de tatuagem em si e, no primeiro, existia um outro tipo de ambiente repleto de CDs, revistas da Curto Circuito, aparelho de som e uma mesa. Sentado nessa mesa estava um homem desenhando, no que me pareceu um esboço para um flyer ou cartaz (acredito). Perguntei se ele fazia flyer para bandas e quanto cobrava pela arte. Conversamos por um breve momento, ele me deu o seu cartão e o guardei no bolso para um futuro contato. No cartão estava o logo da Hearts Bleed Blue, com o telefone e o e-mail de contato do Antonio Augusto. Tenho esse cartão até hoje.

Quatro ou cinco anos depois desse encontro, Antonio Augusto é conhecido por capitanear um dos selos mais importantes do país. A Hearts Bleed Blue, além de lançar diversas bandas nacionais e internacionais, possuir um dos catálogos de bandas independentes mais interessantes da atualidade, também é responsável por relançamentos de álbuns clássicos do underground e reinventar o interesse pelo vinil. Não bastasse a qualidade “sonora” dos materiais lançados pelo selo, existe ainda uma qualidade gráfica fora do comum, que transforma a música uma arte também para os olhos – como é possível conferir nesta matéria especial sobre a gravadora – clique AQUI.

Antonio aceitou o nosso convite para falar sobre os 10 álbuns que foram influentes em sua vida, por isso sem mais delongas, confira sua lista abaixo e depois aproveite para visitar a página da HBB.

Os 10 álbuns de Antonio Augusto (Hearts Bleed Blue)

01 – IRON MAIDEN – THE NUMBER OF THE BEAST (1982)

A primeira banda que virei fã. Esse é álbum um clássico, cheio de hits e com as minhas músicas favoritas do Iron Maiden.

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02 – OZZY OSBOURNE – OZZMOSIS (1995)

Passei a adolescência vidrado na MTV e o clipe da música “Perry Maison” – que passava constantemente na programação – foi um dos que mais me marcou nessa época. Foi neste disco que conheci o Ozzy e, por consequência, o Black Sabbath.

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03 – PEARL JAM – TEN (1991)

Esse disco marcou muito uma época da minha vida e, até hoje, ele continua soando como se fosse uma novidade.

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04 – NOFX – HEAVY PETTING ZOO (1996)

NOFX virou paixão desde a primeira vez que ouvi. Esse foi o primeiro disco que tive deles e até hoje ainda é um dos que mais gosto.

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05 – DOWN BY LAW – ALL SCRATCHED UP! (1996)

Um dos shows mais divertidos e enérgicos que fui. “All Scratched Up!” foi durante muitos anos um dos meus discos favoritos. Foi desse disco que conheci as bandas Dag Nasty, All e, claro, o Descendents.

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06 – CPM 22 – A ALGUNS QUILÔMETROS DE LUGAR NENHUM (2000)

Um disco que mudou a história do rock independente nacional. Um clássico.

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07 – STREET BULLDOGS – QUESTION YOUR TRUTH (2001)

Me lembro do dia que faltei na aula para comprar esse disco. Estou me lembrando exatamente como me senti eufórico naquele momento enquanto as músicas tocavam no CD player.

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08 – DEAD FISH – AFASIA (2001)

Um disco que esperei ansiosamente pelo seu lançamento. O disco que me mostrou algo que faço diariamente: reaprender a viver. Conviver.

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09 – V/A – HEARTS BLEED BLUE (2002)

A Deep Elm era minha gravadora dos sonhos quando adolescente. Dentre as coletâneas que eles produziram – que não foram poucas – essa está entre umas das que mais gosto.

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10 – V/A – SHORT MUSIC FOR SHORT PEOPLE (1999)

101 bandas compiladas em 1 único disco, com músicas de no máximo 30 segundos. Praticamente um recorte do que pode ser considerado uma árvore genealógica do punk/hardcore.

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.

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