sexta-feira, 19 de abril de 2019
Nada Pop

#011 – Os 10 álbuns de Alexandre Capilé

Alexandre Zampieri, ou Capilé como também é chamado, é um curitibano mais do que reconhecido pelas bandas Sugar Kane e Water Rats. Começou sua carreira na música em 94, aos 14 anos, com a banda Mandioca Radioativa. Uma banda de adolescentes que conseguiu chamar a atenção de muita gente por meio de suas demos e coletâneas lançadas na época. No Mandioca Radioativa, Capilé era vocalista e letrista.

Com o fim da banda em 96, surge pouco tempo depois o Sugar Kane, em 1997, onde assume a guitarra e voz. Com o SK já são quase 20 anos de história, vários discos, EPs e até DVDs ao vivo. Mas você acha que acabou por aí? Não!

Mandioca Radioativa – Primeira banda do Capilé

No ano de 2012, não satisfeito em ter uma banda mais do que reconhecida nacional e internacionalmente, resolveu montar outra banda que, lógico, só poderia mais uma vez chamar a atenção. Estamos falando do Water Rats, que já nasceu com músicos conhecidos do hardcore brazuca. Rapidamente a banda conseguiu destaque e lançou o elogiado álbum “Ugly By Nature”, lançado em 2014 pela Läjä Records (do mister Mozine) e nos Estados Unidos pela gravadora Wiener Records.

Neste ano, a banda assinou com a gravadora Hearts Bleed Blue (HBB) e que lançou por meio do selo o álbum “Ugly By Nature” nos formatos vinil, k7 e CD. Saiba mais AQUI.

Além de tudo isso, Capilé também assina a produção de vários discos de bandas como AOK, Duffs, Square, entre outras, além do próprio Sugar Kane e Water Rats. Paralelo a isso, se você não sabe, Capilé é um designer gráfico que já assinou diversas peças publicitárias, sendo o responsável também pela parte gráfica de quase todos os discos do Sugar Kane e outros artistas nacionais. Abaixo você confere os 10 álbuns que influenciaram a carreira do Capilé.

#011 – Os 10 álbuns que influenciaram Alexandre Capilé

01 – BEATLES – PLEASE PLEASE ME (1963)

Até tiveram uns discos antes dele na infância que me influenciaram, mas considero esse o primeiro disco que fui fã. Foi o meu primeiro vinil, um disco que amo até hoje. Eu sou viciado na fase “ieieie” dos Beatles e nada como o álbum de estreia dos caras com vários clássicos dessa fase, como “I Saw Her Standing There”, “Please Please Me”, “Twist and Shout” entre outras. Meu primeiro caso de amor com o rock.

01 - Beatles

02 – GUNS N’ ROSES – APPETITE FOR DESTRUCTION (1987)

Eu tinha 11/12 anos quando esse disco foi lançado no Brasil, vício instantâneo. Até fui apelidado de Axl pelos amigos da rua de tanto que era paga pau dos caras. Esse disco é um clássico, de longe o melhor do GNR. Um som super orgânico, com uma pegada meio punk podre no meio do glam da época. Enfim, depois desse disco deixei o cabelo crescer, comecei a só usar camiseta de banda e aqui estou!

02 - Guns N' Roses

03 – AC/DC – HIGHWAY TO HELL (1980)

Meu disco preferido dessa banda que está no meu Top 5 da vida! O último disco com Bon Scott nos vocais. Eu sou fã demais do cara que me influenciou muito em letras e atitude nos últimos anos. Nessa época o AC/DC ainda estava conquistando o mundo, e esse disco vem com a pegada de quem quer ganhar, sonzeira demais, todo mundo tocando muito e as músicas mais fodas dos caras na minha opinião. Além desse nome, que na época era uma afronta a tudo, animal.

03 - AC-DC

04 – NIRVANA – NEVERMIND (1991)

Sim, fui adolescente nos anos 90, no seu auge, que sorte! Conheci o Nirvana no lançamento do clipe de Smells Like Teen Spirit, que vi na MTV BRASIL, nem imaginava que aquele clipe ali ia mudar tudo. Só hoje percebi que minha entrada no punk rock começou com o Nirvana, pois só hoje sei o quanto de punk tem ali, na época nem pensava nisso. Disco que mudou o mundo e também me mudou. Até hoje tenho um pouco de Nirvana em tudo que eu componho, com o Water Rats mais ainda, uma das nossas principais influências.

04 - Nirvana

05 – BAD RELIGION – STRANGER THAN FICTION (1994)

Já tinha ouvido falar em Bad Religion, mas conheci a banda só com “American Jesus”, que na época nem me pegou muito. Quando lançaram esse disco virei fã. A primeira música que ouvi foi “Infected”, logo depois “21 Century Digital Boy”, vício adquirido. O BR é uma das bandas que mais ouvi e ouço na vida, sou fã de quase tudo o que eles fizeram, tive a grande felicidade de dividir o palco com os caras algumas vezes e virei amigo pessoal do Greg Hetson, o que eu nem imaginaria no dia que vi o clipe na MTV. Essa banda me representa muito, principalmente por sua ideologia e belíssimas letras.

05 - Bad Religion

06 – NOFX – PUNK IN DRUBLIC (1994)

Fat Mike né, quem nessa época não queria ser tipo o cara? E o que dizer desse clássico do HC Melódico, o primeiro disco produzido pelo Ryan Greene – produtor de quase todas as bandas clássicas do hardcore melódico – , um clássico. Nessa época, 1995 por aí, eu estava entrando de cabeça no HC/Punk Californiano, e o NOFX representava muito o sonho de viver na Califa, tocando com uma banda, falando merda, ficando bebado… É o divisor de água deles, que começou mais punk e depois ficou mais melódico. Durante anos tudo que eu quis foi tentar fazer um disco tão legal quanto esse.

06- NOFX

07 – QUEENS OF THE STONE AGE – RATED R (2000)

O começo da minha fase pós vício em HC foi esse disco, conheci a banda em 2001 por um amigo, que me mostrou exatamente esse disco. Era diferente de tudo que eu estava ouvindo no momento, me pegou na lata, depois de ouvir esse disco comecei a abandonar aos poucos a exclusividade HC nos meus ouvidos e nas minhas composições. QOTSA é até hoje uma das bandas que mais me influencia, sou muito fã, já vi vários shows, e os caras estão cada vez melhor. Mas meu disco preferido é esse, o segundo da carreira deles, que foi gravado no lendário Sound City, uma sonzeira.

07 - QOTSA

08 – THE POLICE – OUTLANDOS D’AMOUR (1978)

O baterista do Water Rats, Renê Bernuncia, foi o grande responsável por colocar o The Police na minha vida. Eu tinha aquela imagem errônea de “The Police = Every Breath You Take”, o Renê sempre dizia: “vocês tem que escutar os 3 primeiros discos dos caras, é punk e é muito foda”. Escutei, não deu outra, uma das bandas que mais gosto e me inspira a compor. Esse é o disco de estreia dos caras, bem punk, composto no auge da cena punk do UK. Só música foda, gravação animal, a banda tocando demais… Disco pra ouvir sempre, de preferência nos domingos de manhã. Hoje tenho tudo dos caras e vi dois shows, gosto até de Every breath you take.

08 - The Police

09 – SEPULTURA – CHAOS A.D. (1993)

Voltando um pouco no tempo… Depois da minha fase GNR e antes dos meus dias de HC melódico, eu era super metaleiro, só ouvia som pesado, gritado, bicho ruim mesmo. Conehci o Sepultura na sexta série, com 12 anos, no disco Arise. Virei fã demais. Teve um amigo secreto do colégio que um amigo me tirou, ele me deu o CD novo dos caras, o Chaos AD. Acho que depois da primeira audição fiquei uns 3/4 anos ouvindo ele todos os dias. Minha primeira banda, Mandioca Radioativa, era super influenciada pelo Sepultura. Esse disco é um masterpiece dos caras, que ainda teve na sequência o ROOTS, outro disco foda. Esse álbum me fez aprender a gritar, uma das minhas principais características, culpa do Max.

09 - Sepultura

10 – BLACK FLAG – DAMMAGE (1981)

Já tava la eu, véio, com mais de 30, quando resolvo prestar mais atenção nas bandas de punk rock dos anos 80, e então descubro que existia um universo de bandas que eram muito fodas que eu mal tinha ouvido, uma delas era o Black Flag. Que antes eu só conhecia uma coisa ou outra, achava mal gravado, enfim, jovem né…

10 - Black Flag

O Damage é o meu disco preferido deles, a banda numa formação foda, a todo vapor e compondo só clássicos. A fase com o Keith Morris acho ainda mais legal, pena que ficaram só nos EPs… Depois de tudo descobri que quase todos os artistas que eu gostei na vida foram influenciados diretamente pelo BF, não era toa que eram tão legais. Coloco aqui que invejo a coleção de discos do Henrike, do Blind Pigs, acho que é mais completa e com várias raridades dessa época do punk 80, ele mesmo já me mostrou muita banda foda. Vivendo e aprendendo.

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.

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