domingo, 18 de agosto de 2019
Nada Pop

#002 – Cenas de uma vida hardcore com Marcelo Shina

Marcelo Shina – Foto: arquivo pessoal

O Nada Pop continua a série “Cenas de uma vida hardcore” que busca bater um papo com esses artistas da imagem, sim! Os fotógrafos de shows que exercem papel importante para o registro de bandas e da própria cultura, que como dito anteriormente na entrevista com a Fernanda Gamarano, atuam para a “memória física e histórica de uma cena musical, shows ou simplesmente para nos lembrar que existe algo acontecendo além da própria música”.

Dessa vez, o nosso papo é com o Marcelo Shina. Vamos deixar que ele mesmo se apresente, pois provavelmente você já viu alguma foto dele por aí.

NADA POP – Shina, conta como surgiu a fotografia na sua vida, qual o equipamento que você geralmente usa e quais shows, por exemplo, você já fotografou.

MARCELO – Primeiramente bom dia/tarde/noite/madrugada. Como dizem por aí japonês já nasce fotógrafo e vendedor de pastel na feira (hahaha). Não é bem assim (hahaha).

Bom, desde pequeno já tive contato com câmera fotográfica, filmadora (depois de um tempo). Alguns anos se passaram e depois de terminar o ensino médio sem rumo na vida parti para o Japão trabalhar 12 horas por dia naquela loucura toda. Um amigo aqui no Brasil, o Chang, começou a fotografar na mesma época que eu estava lá no Japão e me deu várias dicas, incentivou bastante e foi aí que tomei coragem e comprei meu primeiro equipamento (Nikon D80 com Flash SB600 que tenho até hoje).

Infelizmente, por conta da correria, não comecei a fotografar por lá, perdi muita foto foda que poderia ter feito, tanto de paisagens quanto de shows (que é o que gosto de fotografar).

Voltando do Japão para o Brasil, investi o que sobrou no curso técnico de fotografia no Senac e estou fotografando “profissionalmente” faz uns 10 anos. Atualmente, trabalho em uma imobiliária fotografando imóveis e meu equipamento atual é uma Nikon D7200, uma Nikon D3100 com as lentes (17-50 e 10-20) e, como já dito, a flash SB600.

Shows, sinceramente eu já perdi a conta de quantos eu já fiz! (hahaha) No começo fiz o “estágio” no Zonapunk e aí depois os amigxs feitos nessa época começaram a chamar pra fazer as fotos. Como eu toco guitarra também no Racha Cuca e Carne Moída, amigxs não faltam!

NADA POP – Qual o melhor momento da sua carreira como fotógrafo?

MARCELO – Creio que o atual momento é ótimo e o futuro será melhor ainda! Pois estou finalizando um estúdio aqui em casa para conseguir fechar mais trabalhos e fazer aquilo que gosto.

NADA POP – Existe alguma coisa que já deu ruim. O que foi e qual lição disso?

MARCELO – Putz!! Coisa ruim sempre tem né! (hahaha) De HD que foi pro saco com muito trabalho nele a câmera travar no meio do show e quebrar sem ter nenhum backup disponível.

Lição para todo fotógrafo: tenha uma forma de armazenar seus trabalhos em várias formas (HD externo, HD interno, nuvem), pois a hora que o HD cai o olho enche de lágrima e ódio (hahahaha). E tenham sempre uma câmera de backup. Por mais simples que seja, quem faz a foto é você e não o equipamento caro.

NADA POP – Você faz fotos promocionais de banda, certo? Quais os erros que as bandas mais cometem nesse tipo de foto?

MARCELO – Fiz algumas fotos promocionais já sim! Na galeria separei algumas! Erros tem tanto para fotógrafo quanto para as bandas. É sempre bom ter em mente o que querem. Às vezes o olhar do fotografo não tá na mesma pegada que a da banda, então é sempre válido sentar, trocar uma ideia, ter referências. E invistam, por favor! Claro que sempre tem a história da banda ou fotógrafo estarem começando, uma conversa e um valor que seja simbólico já vai dar um gás para ambos! Pois estão contratando um serviço para mostrar o seu produto não é mesmo?

NADA POP – O que é pior: calote ou ficar sem espaço na memória?

MARCELO – Calote com certeza (hahaha). Espaço na memória você seleciona algumas fotos que não estão boas e deleta, ganhando espaço. Já o calote não tem como deletar (hahaha). Ter sempre um contrato (mesmo que seja um e-mail confirmando tudo com o cliente) é muito importante!

NADA POP – Você tem algum(a) fotógrafo(a) que você seja fã ou apenas curte o trabalho e acompanha? Quem?

MARCELO – Sim! Tenho muitos amigxs nessa loucura toda de fotografar! Vou passar o Instagram de cada um (a maioria são amigxs, outros admiro o trabalho):

Chang(citado acima): @changalexandre

Rick: @rickezito

Daniel: @sdanielsilva

Carol Folha: @carolfolha

Maya: @mayam_fc

Karen: @klfotografa

Dayane: @daymphotos

Marco: @marcodelgiorno

Fernanda: @fee.elis

Fabio: @fabionomura

Rafael: @rafaelcoala

NADA POP – Além da fotografia, conta um pouco da sua vida além das lentes. Bandas que toca ou já tocou, outras coisas que trabalha. Sei que tem coisa pra caramba!

MARCELO – Bom como já falei, toco guitarra em duas bandas que estão em hiato. Uma por velhice (Racha Cuca) e a outra por falta de integrante (Carne Moída). Ambas de punk rock aqui de São Paulo.

Trabalho com fotografia de imóveis (trampo semanal) e quando aparece faço freela! Sou casado com a Mariana, paidrasto da Alicia. We’re A Happy Family.

E em breve estarei com estúdio de fotografia disponível para fotografar tudo que for possível!

NADA POP – Para você, o que significa uma “fotassa” de show?

MARCELO – Fotografia é luz e sombra. Junta com o momento certo do clique e a emoção do show, essa é a fotassa!

NADA POP – Deixa seus contatos ou páginas paras as pessoas conhecerem. Valeu pelo papo!

Valeu pelas perguntas Mauricio! Saudades de fotografar shows! hahaha

Segue os contatos e tudo mais pela internet:

Site: www.marceloshina.com.br

Instagram pessoal: @marcelo_shina

Instagram profissional: @marceloshinafotografia

E-mail: marcelo@marceloshina.com.br

Cheers!

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.

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