quinta-feira, 15 de novembro de 2018
Nada Pop

Uma luz que nunca se apaga…

No coração das crianças do campo

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Capa do álbum “A História Não Tem Fim”, do DOD.

O hiato anunciado pelo Dance of Days causou grande comoção nas redes sociais por parte de seus fãs, afinal são 18 anos na estrada e quando somados seus registros em CD, EP, Split e DVD são mais de 15 trabalhos que fizeram a banda ter um público fiel, em território nacional.

A despedida em “sua casa” (assim a própria banda define o Hangar 110) foi agendada para o dia 10, mas os ingressos esgotaram rapidamente e a grande procura os fez reservar o dia 9 para um show extra, foi esse que acompanhei!

Com um repertório de 30 músicas, a banda passeou no palco vendo o agito juvenil e canções proibidas cantadas em coro, “Se Essas Paredes Falassem” do disco A História Não Tem Fim, é uma daquelas indispensáveis.

A energia predominante no local não era de despedida, mas sim do início de uma nova fase. A banda também expressou isso em alguns dos poucos pronunciamentos, no qual deixou claro que a pausa em suas atividades visa um fôlego e retomada de projetos de cada integrante. Mesmo que exista um retorno, o Fausto (baixista), uma pessoa carismática e de um estilo único, afirmou que não estará mais no quinteto, mas para quem gosta de seu trabalho escute a banda Good Intentions, onde ele é o guitarrista. E por falar em formações, a banda teve muitos nomes conhecidos do hardcore de SP.

Se me permitem dar minha visão particular, conheci a banda quando lançaram o disco Coração de Tróia e pude acompanhar muitas dezenas de shows em São Paulo, foram muitas canções decoradas e cervejas tomadas e por meio da banda conheci outros sons importantíssimos na cena underground. Uma banda que te inspira fazendo você acreditar em si mesmo, isso é o Dance of Days na vida de muitos fãs, pois a cada postagem no facebook surge uma enxurrada de comentários sobre o quão importante foram para, desde criação de laços de amizade, formação de suas bandas, batizar seus filhos, até sair de um momento difícil na vida. Isso é algo que merece o respeito.

Voltando ao show, os jovens agitavam cada vez mais, as crianças do campo (termo usado em música e pela banda) puderam fazer uma despedida de alto nível. Houve, no meio da apresentação, um momento acústico, era o anúncio da reta final. O Fausto assumiu um violão e o Nenê Altro a condução do momento acústico, em duas músicas.

Daí para o fim foram dezenas de mosh, bate cabeça e danças frenéticas… Momento indescritível estar vivendo aquilo. A Vitória Ou A Coisa Que o Valha, é outro hino que costumeiramente fecham os shows, mas não dessa vez, pois, no momento dessa canção o palco foi tomado por 10, 20, 30 pessoas, eu era um deles e fiquei com a palheta do Marcelo, guitarrista.

O pedido de bis foi atendido e sim, foi um caos. Não lembro a outra música, mas Correção foi berrada em uníssono, foi lindo. Sem comentários!

É difícil resumir em uma resenha um trabalho que é parte da vida dos integrantes e fãs, mas tive de fazê-la. Espero que dessa pausa surja músicas ainda melhores e bandas fantásticas, e fica aqui a minha torcida pelo regresso da banda e novas danças dos dias ao som dos dancers.

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Na galeria é possível conferir um pouco de como foi o clima do show do Dance of Days no Hangar 110. Todas as fotos por Marcelo Shina, conheça seu trabalho clicando AQUI. OBS.: As fotos são do show do dia 10/07 (sexta-feira).

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Sobre o autor

Bruno Palmito

Skate, kombi, shows, acampar e cerveja deixam-no mais perto daquilo que ele define como felicidade, se a trilha sonora for Punk Rock/Hardcore com pitadas de Ska, é um breve resumo da perfeição nessa vida. A música é a manifestação ideológica do sujeito, acredita Palmito.

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