quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Nada Pop

Sulfürica Billi: duo instrumental de proto punk vindo do Maranhão

Nascida em São Luiz, no Maranhão, a Sulfürica Billi surgiu em 2011 baseada em um rock instrumental com influências do proto punk das décadas de 60/70. Bandas como Son House, Flat Duo Jets, The Gories e Jon Spencer Blues Explosion contribuíram significativamente para fundamentar o som produzido por esse duo que é a prova viva de que menos pode ser MUITO mais.

Nesses cinco anos de existência a banda já lançou um EP em fita cassete com 4 músicas e intitulado “Cogumelos Alucinógenos Não Sabem Nem A Metade”, além de um CD, com 8 faixas, chamado de “Grande Bola de Fogo”. O duo também lançou mensalmente uma web série de 6 episódios sobre o processo de gravação do seu terceiro trabalho chamado “LEI”. Essa série pode ser conferida no canal da banda no YouTube (AQUI).

Em relação a esse terceiro álbum, lançado em 2015 no Festival Br135, trabalha com temáticas não muito comuns no rock, como Pombagiras, Índios, Erês, Boiadeiros, entre outras entidades da Umbanda. Os temas são abordados de uma forma singular, pois tudo é feito de uma perspectiva sonora instrumental.

A Sulfürica guarda ainda algumas curiosidades, algo que mostra o quanto a banda é ativa e vem se destacando cada vez mais no cenário alternativo. Já participou das edições do Festival Grito Rock em São Luiz e Fortaleza, da 9ª Aldeia SESC Guajajara de Artes e foi finalista no Festival Made in SLZ, concorrendo com a música autoral intitulada “Baby Consuelo Não É Mais A Mesma”.

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Capa do álbum “LEI”, da Sulfürica Billi.

Neste ano, por meio da gravadora Lombra Records, a Sulfürica Billi lançou o álbum “LEI” em vinil e começou o trabalho de divulgação e turnê do disco, passando, até o momento, por Goiânia, Brasília e Pedreiras. Segundo Denis Carlos, guitarra da Sulfürica, algumas datas ainda estão sendo fechadas no melhor estilo DIY de ser. “Parece meio ridículo, mas é assim na vida real. Como não temos uma agência pra mediar isso, então tudo é no corpo a corpo mesmo”. Resumindo: nada muito diferente daquilo que acontece na maioria dos casos de bandas underground.

“A coisa é na raça e com sangue nos olhos mesmo. Tipo, passagens em 10x no cartão e por aí vai. Existe ainda muita fantasia nesse meio. Fantasias no sentido das bandas e dos músicos esperarem um olheiro que descubra alguém e faça logo um contrato multimilionário e você comece a tomar Whisky 15 anos na beira de uma piscina usando drogas sintéticas caras e originais. A vida real é outra coisa, mas se você estiver lendo isso e quiser fazer com que nos tornemos traidores do movimento, nossas almas também tem preço”, conclui Denis.

Links da Sulfürica Billi

Facebook: www.facebook.com/rocksulfuricabilli

Soundcloud: soundcloud.com/sulf-rica-billi

Instagram: www.instagram.com/sulfuricabilli

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.

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