quinta-feira, 16 de agosto de 2018
Nada Pop

Shows memoráveis e uma intervenção militar

É com imenso prazer que faço minha primeira resenha na vida, que além de falar de um evento que foi sensacional (até o momento de sua interrupção), com bandas fazendo uma barulheira bruta e de eximia qualidade, é ainda um texto para uma página da qual tenho tamanho apreço – não só pelo trabalho desenvolvido – mas pela paixão pelo underground que eles têm!

Neste último sábado, 9 de maio, rolou o Soul Art Live Punk/Garage/ Stoner. Guardem bem essa informação que vou fornecer (mais a frente você entenderá o porquê dessa descrição), o espaço Soul Art fica na Rua Treze de Maio, no número 70. Nessa mesma rua encontra-se lugares como Café Aurora, Café Piu-Piu, entre outros, porém é importante ressaltar o clima de botecos que rolam os famosos “forrós risca-faca” no último volume. Supimpa né? O espaço é muito legal, agradável e confortável, onde se pode tomar uma cerveja e bater um papo e de quebra ouvir um bom som, com um preço muito justo de bebidas.

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Banda Wiseman – Créditos da imagem por All Time – Fotografia

Mas agora voltando ao evento, que foi praticamente uma Stoner Party fodidassa representada pelos meninos do Buffalo Machine, Muff Burn Grace e a rapaziada do Stone House on Fire, que deu uma viajadinha de “leves” lá de Volta Redonda, no Rio de Janeiro. É isso “meixmo mermão”, essa bandas representaram o stoner em “grandessíssimo” estilo. Só não foi a tal Stoner Party porque, na teoria, teria show do Wiseman e do Sky Down.

A banda que abriu a sequência de porradas no gogó foi Wiseman, que balançaram meu coração fazendo eu retomar meus 15 anos de idade com um hardcore extremamente bem feito e incrivelmente sensacional. Foi lindo sentir aquela nostalgia. A banda me lembrou bastante Garage Fuzz, com uma pitada de Dag Nasty. E o show energético, com direito a piadinhas sobre a tiazinha do prédio da frente, que fazia cara feia ao observar a banda tocar.

Wiseman - Nada Pop

Banda Wiseman – Créditos da imagem por All Time – Fotografia

Na sequência veio um power trio de garotos, de aparência bem jovem, literalmente botando pra fuder. São eles do Bufalo Machine. Era uma parada tão encorpada e lindamente tocada, com um set que fazia um mix de músicas com letras em português (a maioria) e algumas em inglês. O mais bacana de tudo foi ver uma banda de stoner tocando em português. Eu nunca tinha escutado. Então foi algo fantástico, porque na minha cabeça, sempre tive que o stoner é um tipo de som para ser cantado em inglês. Pois é, eu estava errada! E então, continuando a festa, os rapazes do Muff Burn Grace, também um power trio que como sempre, entram e fodem tudo. Eles têm o dom de te deixar “catatônico” vendo o show. Vou explicar o efeito: você sente o coração batendo forte, o suor escorrendo no cantinho da testa, os olhos arregalados, mas é impossível se mexer de tão incrível e genial que são. Bom, acho que deles o catatônico já definiu tudo!

O Rio de Janeiro veio muito bem representado pelo Stone House on Fire, que veio com o um som super agradável puxado para um metal mas não tão heavy metal, com baixo e guitarra bem marcantes. Até o momento em que tocaram, foi impecável, mas, infelizmente o show foi interrompido por uma galera que curte por um fim nas festinhas. Essa galera é chamada de “puliça”, e chegaram chegando, e para piorar, colaram no rolê agachados e bem quietinhos para não serem notados logo de cara. Segundo os “puliças”, que foram a fim de encerrar as atividades no sábado, por conta de uma denúncia de algum vizinho, se fosse forró não haveria problema algum.

E assim o Sky Down estava apenas presente no evento. É rapazes, não foi dessa vez que os vizinhos ouviram a sujeira de vocês.

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Gabriella Kogempa, além de testemunha ocular da “cena alternativa” de São Paulo, também é uma das idealizadoras do Independent Throw Up. O projeto consiste em auxiliar na divulgação de bandas e artistas do underground. Em breve mais informações sobre o projeto, mas você pode ir acompanhando TUDO por meio do Instagram, basta clicar AQUI.

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Sobre o autor

Gabriella Kogempa

Vive em San Diego-California, formada em Farmácia e mestre em Nanotecnologia. Aficcionada por música, fotografia e escrever. Mãe da Jurema, do Gato e da Sataninha.

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