segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Nada Pop

Rock na Roça entrevista Saulo DS, do Alerta Mental

Alerta Mental – Foto: L Moreira Fotografia

Estou na goma do Saulo DS.

Vocalista e fundador do Alerta Mental, banda de hardcore punk aqui da roça. Bandaça.

O Alerta como que irrompe herdando toda insubordinação do Punk Brasil 80, jogando com várias piras, sem crise, eles que vão do 77 ao som mais grooveadão com peso, naturalmente, como é sincero seu cancioneiro, sempre como uma identidade nas letras de um texto honesto, de uma cativante autenticidade punk rocker.

Saulo DS está sempre compondo, engajado com questões sociais da atualidade, e recomendo: ao vivo, ele tá sempre na voadora voando no palco, manda bronca pá-pum na guitarra/vocal, como já é tradição nesse power trio terror de Santa Gertrudes que tem Miriam Momesso (Braincrusher) moendo tudo na batera e Pedro Paschoalin estralando nas quatro cordas.

Quando surgiu, o ano?
2013

Punk rock, hardcore punk. O que as essas palavras representam na sua vida?
A adrenalina que preciso pra viver.
Motivação, meio de luta, apoio pra tristeza, trilha pra alegria.
Onde meu inconformismo encontra ritmo pra dançar, onde mato a sede de intensidade, onde me sinto bem e onde brindo o lado bom da vida.

Quais bandas mudaram você pra sempre?
Cólera, Lobotomia e companhia vieram pra arregaçar, pra me tornar mais ativo e motivado a lutar pelo que quero, e a me sentir bem por isso.
Colligere, um HC filosófico, me fez interessar pelo lado mais auto reflexivo que faço muito uso também.

O Alerta Mental luta pelo que?
Pela liberdade individual e social, pelo respeito ao próximo, pela conscientização, pelo fim dos prejulgamentos e hipocrisias, pelo fim do conformismo que limita a sofrer e até a impor sofrimento. Pra expressar que a vida pode ser bem melhor do que nos é ditada.

Quais são suas canções favoritas, chefia? Respire fundo e cite ao menos 7 pra turma, que tal?
Difícil! Mas vamos lá (respirada funda): Restos de nada – Restos de Nada; Marcha – Cólera (até pus pra ouvir); Nada é como parece – Lobotomia; Nós vamos resistir- Juventude Maldita; Reação – Ação Direta; Crítica – Colligere; Propaganda – Sepultura; Ódio, medo e revolta – Lixomania; Pra quem luta em prol – Contraste; Big Takeover – Bad Brains; vish…

Quais as aspirações de seu hardcore punk, tem gravação nova chegando?
As aspirações são difundir as mensagens, cantar algo que acrescente ou que seja um meio de apoio pra quem se identifique, e claro, sendo música, que chegue ao máximo de pessoas que gostem desse tipo de som.

Nós curtimos tocar isso – então é muito legal que alguém também curta ouvir e pogar. Estamos na luta pela gravação há bastante tempo, mas agora parece estar próximo, pretendemos um CD nesse trimestre. E tem outras músicas na espera, como que no canto do palco – pronto pro stage dive no repertório, hehe.

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Sobre o autor

Mário Mariones

Nascido na roça, roqueiro, escritor, fliperama pirata do Street fighter II, tomate fatiado com sal, café sem açúcar, horto florestal, muita maionese, Copa de 90, cantor e baixista do Garrafa Vazia, rock paulera pra todas as idades.