terça-feira, 25 de setembro de 2018
Nada Pop

Questionado sobre a volta do Satanic Surfers, Andy diz: “amamos punkrock!!”

satanic_surfers_flyerQuase 10 anos após a última passagem do Satanic Surfers pelo Brasil, uma nova turnê dos suecos pela América Latina irá passar por São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Goiânia nos próximos dias. É possível conferir todas as datas e lugares por onde o Satanic irá passar na página da produtora Solid Music, basta clicar AQUI.  Confira abaixo a nossa entrevista com o Andy Dahlström, baixista da banda, que também conta com respostas de Rodrigo, Magnus, Fredrik e Daniel.

ENTREVISTA COM O SATANIC SURFERS

NADA POP – O Satanic Surfers está de volta ao Brasil após quase 10 anos. Vocês lembram alguma coisa da outra tour?

ANDY – Eu me lembro de quando nossa van quebrou em algum lugar do Brasil e nos tivemos de parar na rodovia, onde um garotinho de uns 9 anos de idade (talvez) veio nos ajudar a consertar o carro. Ele estava sozinho, junto a outros garotos que vendiam bananas na rodovia.

NADA POP – O Satanic teve diversas formações, por exemplo, o próprio Rodrigo tocou bateria na banda. Contem um pouco dessa história do Satanic Surfers.

MAGNUS – O Rodrigo (Alfaro – atual vocalista, na época baterista) formou a banda em 1989 junto com o Erik – ex vocal). Tomek (baixo) juntou-se a banda em 1991 e em 1992 foi a vez do Fredrik entrar no Satanic tocando Guitarra. Eu entrei no Satanic em 1993, e foi quando começamos a tocar em mais shows, gravamos os nossos primeiros discos, nossos primeiros EP’s e os primeiros álbuns (como o “Hero of Our Time”).

O “Skatepunk” era um estilo realmente grande na Suécia, e assim foi por muitos anos, mas quando a coisa “esfriou”, decidimos fazer turnês em outras partes do mundo. Após 6 álbuns e várias turnês, decidimos nos separar em 2007. No verão de 2014, eu e Rodrigo começamos a conversar sobre tocarmos novamente, fazer alguns shows e, bem, aqui estamos novamente.

NADA POP – Como foi começar uma banda de hardcore na Suécia em meados dos anos 90? Naquela época existiam várias outras ótimas também, como Passage4 (que é uma das minhas favoritas), No Fun At All, Randy, Satanic, Millencolin, etc. Vocês comentaram agora há pouco que existia uma cena forte de punk rock/skatepunk na Suécia. Como anda essa cena atualmente?

ANDY – A cena atualmente na Suécia continua muito forte. Existem várias bandas na ativa e outras bandas novas, como por exemplo: Hårda Tider, Nightmen, Lava Bangs, Riwen, Viagra Boys, Overdose, Beyond Pink, Damaged Head, Rotten Mind, Gamla Pengar, etc.

NADA POP – O que vocês fizeram durante o hiato do Satanic Surfers? Vocês tocaram em várias outras bandas, certo?

RODRIGO – Sim, tocamos em diversas bandas. Eu toquei no Enemy Alliance, Atlas Losing Grip, Venerea, Ursut.

MAGNUS – Revenge.

FREDRIK – Enemy Alliance e Knægt

ANDY – Sista Sekunden, Terrible Feelings e Seguwita.

DANIEL – Venerea, Enemy Alliance e Revenge

NADA POP – Quais foram as razões que fizeram vocês pararem com o Satanic Surfers?

ANDY – Chegamos a um ponto que a energia já não existia mais. Fizemos uma reunião, tomamos vários drinks e decidimos terminar.

NADA POP – E por que voltar com a banda?

ANDY – Porque amamos punkrock!!!

NADA POP – Quais os planos para o futuro do Satanic Surfers após essa reunião?

ANDY – Vamos abrir uma fábrica de catchup e aprender a tocar bandolim.

NADA POP – Okay, deixem uma mensagem para os fãs brasileiros e muito obrigado pela entrevista.

ANDY – Sejam positivos, vegetarianos e legais com os animais.

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Sobre o autor

Thiago Ones

Guitarrista e vocalista do Wiseman, com passagens pelas bandas Bad Shelter & Montgomers. É testemunha ocular do rock underground independente dos anos 90/2000. Além de colaborador do Nada Pop, também é um dos responsáveis pelas redes sociais do Dead Fish.

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