sábado, 26 de Maio de 2018
Nada Pop

O rock “Br” da banda Tomada

Com músicas românticas e conseguindo fazer de uma pegada bem clássica até um som com um estilo mais recente, a banda Tomada lança seu primeiro EP digital homônimo, que com um som cadenciado e bem trabalhado lembra um pouco bandas no estilo da Cachorro Grande e até Los Hermanos, mas com várias mudanças que vem como a assinatura do grupo nas músicas, deixando o som muito agradável de se ouvir.

A Tomada nasceu em 2000 e já lançou os elogiados álbuns “Tudo em Nome do Rock and Roll”, o “Volts”, “Inevitável” e “XII – Estradas, Sons e Estórias na Terra do Rock Tupiniquim”. O Nada Pop conversou um pouco com o baixista Pepe Bueno.

ENTREVISTA COM A BANDA TOMADA

NADA POP – Como surgiu o som de vocês e como foi a produção do álbum?

PEPE – Poxa, fomos mudando com o tempo, trabalhamos com a produção de Martin (Pitty) de 2007 a 2009 e para gravação deste EP trabalhamos com Pedro Arantes (filho de Guilherme Arantes) e isso aparece no som. Colocamos influências brasileira e estamos misturando isso com a personalidade que banda conseguiu nesses anos de estrada.

NADA POP – Como foi o processo criativo desse EP?

PEPE – Como diz a Rita Lee, nosso trabalho é criar. Criar melodias, timbres, sons, ritmos, isso se resume numa atmosfera sonora!! Essa é uma das partes mais legais da produção de um álbum, saber que ele toma vida própria e bate nas pessoas de formas diferentes.

NADA POP – Para quem não conhece vocês, como vocês descreveriam o som da Tomada?

PEPE – Rock Br, Rock Brasileiro, Rockão, é difícil definir um som, porque depois de um tempo você acaba trazendo um monte de influências e cada um da banda faz o mesmo, vira uma salada sonora, mas como sempre cantamos em português , pode colocar ai Rock Br, ou Rock Nacional (risos), vocês escolhem.

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Banda Tomada – da esquerda para a direita: Mateus Schanoski (teclados), Pepe Bueno (baixo), Vagner Nascimento (guitarras), Ricardo Alpendre (voz) e Paulo Navarro (bateria).

NADA POP – Como foi tocar na Virada Virtual neste ano? Já tocaram na Virada Cultural?

PEPE – Tocamos em 2012 no palco organizado por Luiz Calanca, da Baratos & Afins, às 6h da manhã, experiência única. Neste ano tocamos num projeto super legal que foi a Virada Virtual, produzida pelo estúdio Lamparina, 24 horas de shows pela internet. Em breve disponibilizaremos os vídeos desta apresentação.

NADA POP – Fora da música, quais são as influencias que vocês carregam para na vida?

PEPE – Somos de São Paulo, adoro viver no meio do caos e o cinza, lógico que preciso de natureza para balancear toda a loucura e stress da cidade, uma das grandes influências é viver aqui. São Paulo é um mundo, diverso, é um hospício 24 horas por dia com todos os loucos espalhados pela cidade, conseguimos com isso várias ideias pra músicas (risos).

Ouça o som da banda clicando AQUI e visite a página do grupo no Facebook – AQUI.

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Sobre o autor

Rafael Galhardo

Jornalista e apaixonado por música, em especial rockabilly e Johnny Cash. Um curioso e viciado em Mortal Kombat, colecionador de CDs, LPs e HQs, além de completamente louco por Star Wars.

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