quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Nada Pop

Institution: as desigualdades e injustiças que motivam a resistência

“Não há nenhuma instituição que não possa ser questionada”.

“Não há nenhuma instituição que não pode ser confrontada”.

“Não há nenhuma instituição que não pode ser destruída”.

Essa inscrição, em inglês, (assim como as letras) estão no encarte do disco Desolation Times, da banda Institution. É indiscutível o peso e agressividade do som, características do hardcore noventista. Esse é o segundo registro do quinteto que iniciou suas atividades no final de 2013. Apesar do pouco tempo de estrada já é uma referência sonora.

Todas às músicas estão traduzidas no encarte, dessa forma, destaco a “Unbowed”, ela trata da reforma agraria e a desigualdade existente. Já “About”, ataca a indústria farmacêutica e o esquema lucrativo que gira em torno desse mundo, num determinado trecho da música uma “sociedade hipermedicada” é a expressão usada para falar sobre o assunto, esse termo daria um bom título para um álbum.

O teor político das canções reflete a posição da banda. Que também possui a característica de se apresentar de preto, uma identidade visual marcante para os caras que tem uma ótima presença de palco, considerando a larga experiência dos músicos.

Falando um pouco da produção. A arte do disco feita por Antônio Augusto, da Hearts Bleed Blue, vai de encontro com a harmonização do trabalho da Institution. Foi a própria HBB quem lançou o álbum.

Por fim, a proposta musical direta do grupo causa, de certa maneira, uma inibição, pois inserir adjetivos não vai combinar muito. Mas antes de encerrar, a música “Flags On Fire”, causa curiosidade pensando ela numa versão em português dada a qualidade da letra.

Infelizmente, a desigualdade promove em grandes escalas o sofrimento humano. Por outro lado, surgi por meio de um ótimo trabalho como esse, a resistência em não calar-se. Ouçam Institution.

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Sobre o autor

Bruno Palmito

Skate, kombi, shows, acampar e cerveja deixam-no mais perto daquilo que ele define como felicidade, se a trilha sonora for Punk Rock/Hardcore com pitadas de Ska, é um breve resumo da perfeição nessa vida. A música é a manifestação ideológica do sujeito, acredita Palmito.

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