terça-feira, 13 de novembro de 2018
Nada Pop

Flanders 72: bate-papo sobre o álbum “Atomic” e gatos que lambem rostos

A banda Flanders 72, de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, irá lançar em breve seu mais novo álbum intitulado “Atomic”. Com 15 faixas, o trabalho foi realizado com apoio de várias pessoas que participaram de um financiamento coletivo da banda. Para falar sobre o álbum, processo de composição e gravação, tour de divulgação do álbum, entre outras coisas, batemos um papo com o Paulinho Tscherniak, vocal e guitarra da banda. Confira!

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Capa do álbum “Atomic”, novo trabalho da Flanders 72

NADA POP – Bem, amigos da Rede Globo (brincadeirinha…) estamos aqui em definitivo com nosso amigo Paulinho Tscherniak, guitarra e vocal da banda Flanders 72 e prefeito de São Leopoldo/RS! Bicho, quer dizer então que vocês finalizaram o terceiro disco, “Atomic”? Conta pra gente um pouco de como foi o processo de composição e de gravação do novo trampo…

PAULINHO – Prefeito de São Leopoldo, tu tá de sacanagem! A coisa tá preta aqui hahah. Isso aí, nosso filho novo vem aí! Nosso processo de gravação é o mesmo de sempre, de pastelaria: larga a pastelina, recheia, fecha e frita! Cada dia que íamos para o estúdio Hill Valley, voltávamos com uma música pronta. Tem músicas no CD que levei pro ensaio, tocamos, ajustamos, criamos e no mesmo dia já estava gravada. Infelizmente tivemos uma perda durante as gravações, nosso ex-batera Chuck nos deixou bem no início das sessões, isso nos fez parar por um tempo e nos deixou bem tristes. Tempo depois, o Big Mike assumiu as baquetas, voltamos a ativa com a campanha de crowdfunding e isso nos motivou demais com o empenho do pessoal que apoiou.

NADA POP – Sabe, eu até ia tocar nesse assunto mesmo… Vocês estão com esse time novo, com a volta do Dudu no baixo e a entrada do Big Mike na batera. Eu não o conheço, mas ele é a cara do Érico. Eles são irmãos? hahahaha…

PAULINHO – Hahahahah não, já rolou esse ba-ba-do, mas segundo o pai do Érico, não passa de boato. Nosso time tá muito massa, entrosamento 100%, o Dudu é guri da base, joga em várias posições, tem talento… e o Mike é veterano, já passou por diversas equipes, é praticamente um Douglas do Grêmio.

NADA POP – Douglas jogando o que joga agora no Grêmio, né? Grande tricolor! Mas, voltando um pouco ali no começo. Rolou com sucesso o novo crowdfunding e vocês se internaram (quase) no estúdio do Davi Pacote. Por quê a prefrência por gravar no Hill Valley? Grana? Comodidade? Ou é por uma questão afetiva mesmo?

PAULINHO – Isso, toda segunda-feira era dia de ir pro Pacote comer xis, pizza, fazer campeonatinho de imitação e também de gravar o CD! Sempre gravamos lá, desde 2006! O Pacote é um grande amigo da banda, já tocou guitarra, baixo e batera pra gente quando ficávamos sem algum integrante. Fora isso, ele é um excelente produtor e um dos melhores músicos que eu conheço. Então é uma mistura de tudo isso: qualidade, amizade, comodidade… Sabemos que vai ficar bom no fim das contas!

NADA POP – Que puxa-saco! Mas, falando um pouco mais sobre o “Atomic”, então… Serão quantas faixas? Rolou alguma participação especial nesse disco, também? (o Joe Queer, ou Joe King, do “The Queers” participou no disco anterior, “Dummyland”) Você está muito acanhado rapaz! Abre o jogo aí! Nem parece aquele Paulinho que conheci nas frias noites do Sul…

PAULINHO – Acanhado? Mas tu me vem com essas perguntinhas macias aí hahahahah. Serão 15 faixas rápidas e rasteiras! Olha, de certa maneira vai rolar uma participaçãozinha do Joe Queer, mas não cantando heheh. Era pra rolar umas participações mas acabou não rolando, faltou um pouco de tempo eu acho. Mas tudo bem, o Dudu e o Mike mandaram ver nas vozes também!

NADA POP – Hahahahahaha, estou te poupando, cara! Pô, legal… Algum som com o Dudu no vocal principal?

PAULINHO – Não, mas o Dudu faz muitos backings em todas as músicas, e agora descobrimos que o Mike é um “barito” (como ele mesmo disse) hahahah. Somos os Meninos Cantores da Feitoria (os piores!)

NADA POP – Então, basicamente, o que teremos é uma Flanders 72 clássica, certo? Isso é bom! Agora me diga uma coisa, ainda sobre o disco novo. Vocês estavam buscando algumas parcerias para o lançamento físico do disco. Deu tudo certo? Alguma novidade sobre o assunto?

PAULINHO – Sim, tentamos algumas parcerias para lançar o CD no Brasil, mas não rolou. Tentamos vender a ideia como “punk rock universitário”, mas não engoliram essa hahaha, daí mandamos fazer por conta própria no melhor estilo punk “Do It Yoursef”! Mas, por outro lado, fechamos com 2 selos europeus e o “Atomic” sairá em vinil por lá. Também é pra rolar uma versão japonesa do CD.

NADA POP – Olha, só! Se por um lado o mercado nacional não deu muita atenção para vocês nesse sentido, a galera de fora parece estar bem de braços abertos, né? E cada vez mais é o objetivo de vocês? Quero dizer, botar o som cada vez mais pra gringo ver?

PAULINHO – Com certeza! É meio triste isso na real. A gente se ferra pra caramba pra fazer as coisas acontecerem por aqui. Nosso objetivo é colher os frutos que surgirem, felizmente estamos tendo bastante resposta do exterior, o que nos proporcionou uma tour em 2014 na Europa e agora o lançamento do CD e LP fora do Brasil. Esse ano creio que a gente vá de novo pra Europa fazer a tour de lançamento do LP, então tudo isso é muito muito foda, mas o que nos deixa um pouco tristes é que pra lançar um maldito CD aqui é complicado pra cacete.

NADA POP – Mas, infelizmente é a realidade de muitas bandas, né? Acho que muitas coisas não vão mudar, seja em relação ao público ou até em relação à postura de muitas bandas, mas a gente continua a fazer isso porque ama, não tem jeito. Falando sobre a possibilidade dessa nova tour na gringa, em 2014 vocês tocaram na Alemanha, na Bélgica e fizeram algum show em Londres também ou não? Em que países devem tocar neste ano?

PAULINHO – Sim, culpa das bandas, do público, de todos na verdade. Isso, fizemos 4 shows na Alemanha e 1 na Bélgica, depois passamos uns dias em Londres, onde rolou uma entrevista para um canal de Brasileiros em Londres bem legal. Ainda não sabemos onde tocaremos, a não ser na Alemanha, isso é certo!

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Flanders 72 – Foto: arquivo pessoal da banda

NADA POP – Até porque um dos selos que lançarão o “Atomic” fica na Alemanha, né? Bichão, parece que está tudo nos trinques aí para o lançamento. Vão preparar algo em especial para o nascimento desse novo rebento? Algum show em vista? A Lomba Raivosa! está convidada? Hahahaha…

PAULINHO – Exato! heheh Pois então, o show será dia 13 de março aqui em São Leopoldo, estamos ensaiando bastante pra fazer um baita show com uma mistura dos 3 CDs no set e a Lomba Raivosa! está mais do que convidada, se quiserem mesmo seria uma honra! heheh Já sabem que podem ficar aqui né?

NADA POP – Pô, obrigado mesmo pelo convite(!), cara… Não esperava! Sua morada é um ótimo lugar. Vou adorar dormir na sala de novo com sua gata de estimação andando em cima de mim e lambendo minha cara. Queridão, valeu mesmo pelo seu tempo e pela entrevista aqui pro Nada Pop. Mais alguma coisa que queira dizer para os estimados leitores deste websítio? Fica à vontade que o espaço aí é teu! Valeu!

PAULINHO – Hahaha, o apê é pequeno mas é que nem coração de mãe, né? Muito obrigado pela entrevista, sempre é muito prazeroso conversar contigo hehehe. Gostaria que todos os leitores dessem uma escutadinha no “Atomic”, nos ajudassem a compartilhar no Facebook e, se curtirem, comprem o CD com a gente. Esse tem que ser o ano do punk rock! Valeuzão, muito obrigado a todos!

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A Flanders 72 lança seu mais novo disco, “Atomic”, dia 13 de março, na Embaixada – São Leopoldo – Ingressos gratuitos para quem participou do crowdfunding e R$ 10 para os demais. Será a partir das 18h (pois é um domingo). Vão rolar mais 2 bandas a confirmar! Você que é da região, fique ligado aí! Confirme sua presença na página do evento no Facebook – clique AQUI.

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Sobre o autor

Tercio Testa

Guitarrista e um dos vocalistas da banda Lomba Raivosa!, além de colaborador do Nada Pop. Toca em bandas independentes desde 1998 e com elas já pisou em diversas cidades do Brasil e do exterior. É obcecado por música e tem absoluta certeza que não seria quem é hoje se não fosse pela ética do DIY e do punk rock.

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