terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Nada Pop

Especial Monstro Discos: Devotos DNSA, Royal Dogs e Vish Maria

Thurderbird e Devotos de Nossa Senhora Aparecida – Foto: divulgação

Fundada em 1998, a Monstro Discos é uma das principais gravadoras e produtoras do país. Com origem em Goiás, são quase 20 anos impulsionando o rock nacional independente. Bandas como The Galo Power, Violins, Retrofoguetes e Júpiter Maçã são alguns dos exemplos de artistas que tiveram seus trabalhos lançados pelo selo.

Além disso, a Monstro Discos também é responsável pela produção do Goiânia Noise, um dos principais festivais do país e que teve a sua primeira realização em 1995. Desde então, já foram realizadas 22º edições do festival independente considerado um dos maiores – se não o maior – do país.

Por toda a sua trajetória, luta e sobrevivência, poderíamos fazer uma matéria especial sobre a gravadora, mas o intuito de hoje é falar sobre alguns dos lançamentos atuais do selo e deixar a nossa recomendação para que – caso não conheça – vá atrás e fique atento a esses artistas.

Devotos DNSA e o álbum “Audio Generator”

O encarte do novo álbum do Thurderbird e Devotos de Nossa Senhora Aparecida traz a seguinte informação: “Um audio generator é qualquer aparelho que cria sons, geralmente de maneira eletrônica, apenas pelo propósito de criar o som”. O nome do álbum casa exatamente com essa ideia do audio generator, mas traz uma banda muito diferente dos seus trabalhos anteriores. Diria que até mais “rockão” mesmo e distante do punk ou do surf rock, mas a loucura do Thunderbird está lá, as mesmas letras que ora parecem filosóficas, ora irônicas, ora “apenas” uma brincadeira.

São 14 faixas que trazem um clima dos anos 1960 e que incluem até uma versão de “São Paulo by Day”, do Joelho de Porco, clássica banda dos anos 70/80. É difícil falar de um álbum tão experimental e ao mesmo tempo “bom e velho rock and roll”. Melhor do que falar a respeito é deixar os ouvidos serem guiados pelo Rickenbacker do Thunder e viajar pela onda do eletric blues do grupo. Essa sim é a verdadeira “onda”.

Para adquirir o álbum acesse: http://migre.me/vWwfn.

Royal Dogs e o álbum “Tatto You”

Royal Dogs (da esquerda pra direita): Mauro Sampaio, Laila Razzo, Felipe Hyily e André Junior. Foto: divulgação.

Após lançar digitalmente o álbum “Tatto You” no primeiro semestre do ano passado, a Monstro Discos agora lança fisicamente o segundo trabalho da Royal Dogs – e primeiro pelo selo da Monstro. Na ativa desde 2013, a banda sofreu uma renovação com a entrada da Laila Razzo nos vocais, mas que subiu o nível da pegada do grupo que mistura o hard rock com metal e até synths eletrônicos. Para quem curte o gênero poderá não só gostar, mas como virar fã.

A banda, com origem em São Luís (MA), lançou recentemente o clipe da faixa que dá nome ao álbum. O detalhe é que o vídeo foi feito por um iPhone 6 e a edição praticamente toda usando o aplicativo Prisma. Segundo as informações da banda a respeito da produção do clipe, as imagens foram captadas completamente pelo smartphone e depois separadas frame por frame antes de serem passadas pelo aplicativo Prisma.

“O processo foi longo (…) Após a filmagem estar completa, nós separamos 12 frames por segundo, totalizando pouco mais de 3000 imagens. Depois disso passamos foto por foto pelo Prisma, usando um efeito específico (Light Summer) e após isso novamente de volta para PC. O processo todo totalizou praticamente 50 horas, com ajuda de 5 pessoas”, explica a vocalista Laila Razzo.

A Royal Dogs tem conseguido bastante destaque pelo nordeste e é provável que você ouça o nome deles com ainda mais frequência pelo país. Assista o clipe de “Tatto You” abaixo e adquira o álbum aqui: http://migre.me/vWwAH.

O psicodelismo da banda Vish Maria

O primeiro álbum da Vish Maria é cheio de psicodelismo, poesia e parece querer levar o ouvinte para uma viagem astral e chega a ser uma experiência mais do que agradável se você deixar. Formada em goiana durante o ano de 2012, os responsáveis por esse som delirante são Kellen Lomazzi (vocal, efeitos), Alex Mac’Arthur (hammond, piano, vocal), Yan Ferreira (guitarra, violão). Diego Silvestre (baixo, vocal), Antônio Afonso Bolognani (sax, flauta, vocal) e Paulera (bateria).

O álbum, que conta com oito faixas, foi produzido por Luis Calil (Cambriana/Ara Macao) e pode ser considerado um disco de rock rural, mas com forte influência espacial. Adquira a sua edição no link: http://migre.me/vWwNT.

As faixas que mais fizeram minha cabeça e que foram ouvidas com certa repetição foram “O Dia Mais Belo do Mês” e “Stereotipo Monomental”.

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.

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