segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Nada Pop

Entrevista Rodrigo Lima, Dead Fish

Precisamos dizer que o Dead Fish possui mais de 20 anos de história? Precisamos dizer que eles são uma das principais bandas de hardcore do país? Talvez não e você saiba disso tanto ou até melhor do que a gente. Mas nunca é demais bater um papo com a banda ou, neste caso, com o Rodrigo Lima. Há uma ansiedade latente pelo novo álbum dos caras, batizado de “Vitória”, e que já está com lançamento marcado para o mês de março. Uma das músicas que faz parte do álbum, 912 passos, foi lançada recentemente como uma prévia do que está por vir. Algumas teorias a respeito dessa música já surgiram (como não poderia deixar de acontecer). Nos dias 07 e 08 de março a banda irá lançar oficialmente o álbum no Hangar 110 (SP), esperamos poder contar como foi o show, mas até lá, confira essa entrevista especial com o Rodrigo que, entre outras coisas, falou do recorde atingido pela banda no crowdfunding do Catarse, da entrada do Ricardo Mastria assumindo a guitarra no lugar do Phil e até sobre a “crise” hídrica de São Paulo.

Antes da entrevista, deixamos um obrigado ao Willian Portugal, do Music Wall, pelo corre e na ajuda da realização dessa entrevista. Valeu mesmo!

ENTREVISTA RODRIGO LIMA – DEAD FISH 

9hGoTJ2fNADA POP – Rodrigo, como surgiu a ideia e a escolha de se criar um crowdfunding para a gravação de um novo álbum do Dead Fish? Falando nisso, qual era a expectativa com o crowdfunding? Chegaram a imaginar antes que poderiam bater o recorde de arrecadação e apoio com os fãs da banda ou isso nem passou pela cabeça?

RODRIGO – A ideia inicial veio do Denis Porto, nosso ex-empresário, isso devia ser em 2012. Ele estava preparando o crowdfunding do Raimundos e estava dando muito certo. Fizemos umas cinco reuniões sobre o assunto, a banda sempre meio cética quanto ao assunto, sempre fomos muito contra “depender” demais de recursos que não estivessem muito certos e próximos da nossa forma de proceder, e aquilo na minha cabeça era uma aventura muito fora do que tinha vivido até ali com o Dead Fish. Parte da banda achava muito viável, inclusive o Denis. Eu e o Aly, acredito, ficamos muito céticos.

Depois da saída do Denis e a entrada do André Pastura, a ideia veio via o Fagner que trabalhava conosco na internet, moleque ruêro zuêro, mas que sempre acreditou muito em um potencial que a gente não via ou por sermos velhos demais e vivermos nos velhos moldes ou por sermos apenas uns caras muito chatos. Enfim, ele o André e o Wagner Ramari se reuniram comigo umas cinquenta vezes pra falar que seria perfeito e blá blá blá…

Eu sempre fiquei de segunda, na real o mérito é todo deles porque acreditaram na banda muito mais do que as pessoas da própria banda. Nunca fui o cara mais envolvido com a internet do mundo, acho que isso prejudicou em ver o que para os moleques era muito claro. Depois destas conversas infinitas fizemos o projeto muito rápido, uns vídeos e lançamos tudo na internet. O retorno era positivo já antes do projeto entrar pro Catarse, já se podia perceber que seria um projeto que rolaria redondinho, mas avisei antes pra geral dizendo que se não alcançasse o valor que os caras iam tirar dos bolsos deles a grana que faltasse, nunca esperei nada além do valor do projeto particularmente. A rapeize da internet já estava falando em arrecadar o dobro ou um pouco mais do valor, eu ficava puto com isso, achava de um entusiasmo fora de propósito, mas deixava-os falarem.

No fim, foi isso aqui que todo mundo já sabe. Tínhamos alcançado o valor do projeto em aproximadamente 12 horas e eu fui xingado praticamente por 48 horas por telefone, mensagem de texto, skype e até de madrugada por telefone. Todos queriam me dar os parabéns me xingando de velho, inviável, ridículo e anacrônico. Enfim, todos felizes e eu com um baita sentimento de que subestimei demais o valor do que tinha feito por 20 anos. Precisei de alguns meses pra assimilar tudo aquilo, não sei se cheguei a algum ponto de vista sobre. O que sei é que meu legado é bem maior do que imaginei que era. O que também me deixou bastante puto de cara porque se tem algo que detesto é essa “humildade” subserviente e perversa que o sul-americano diz ter. E que no fundo é um baita complexo de colonizado e uma baita arrogância de perdedor nato radical. Complicado perceber que tu também procede nesse nível e nem se liga.

Trocando miúdos, foi uma baita experiência não só pessoal, mas também de entendimento mais amplo do que representa nosso trabalho com a banda até aqui.

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Alyand, Rodrigo, Marcão e Ricardo – Atual formação do Dead Fish

NADA POP – Não existiam gravadoras interessadas em bancar e lançar o novo álbum de vocês, tendo em vista que vocês são uma das principais bandas do país? A escolha pelo crowdfunding também foi motivada pela experiência com a Deckdisc?

RODRIGO – Existia sim uma oferta do Rafael, não dá Deck pessoalmente, mas optamos por este novo caminho e deu bastante certo. Temos até uma editora agora, nossa.

NADA POP – Você poderia dar mais detalhes a respeito do novo trabalho da banda, quantas faixas haverá, quem fez a arte do álbum e até nos dizer se o nome do álbum (Vitória) pode ser considerado uma homenagem ao nome da cidade de origem da banda, ou diz mais respeito à superação da banda diante das dificuldades para gravação do disco? Outra coisa, haverá alguma música em inglês?

RODRIGO – Temos uma música que parte é cantada em inglês e uma que o refrão é em francês, mas nada totalmente nessas línguas. O nome veio naturalmente com o processo de fazer o álbum, pode ser interpretado de várias formas, como uma homenagem a Vitória city ou como uma música sobre sobreviver, surgirão várias interpretações e eu já estou ansioso por ouvir algumas delas.

O álbum tem 14 faixas e uma bônus que vai entrar num sete” (polegadas) com dois sons. O disco está bastante mais rápido que o “Contra Todos”. O Marco Antônio fez um ótimo trabalho na bateria e o Ricardo foi um baita músico dedicado, fez um ótimo trabalho e jogou muito pra banda, se encaixou como uma luva em estar ombro a ombro com todos os integrantes.

NADA POP – Um curiosidade sobre a música “912 Passos”, é verdade que ela significa a quantidade de passos que você precisa dar da sua casa até o escritório no qual você trabalha? Procede essa teoria?

RODRIGO – Não procede, seria um sonho morar tão perto do trabalho.

Essa é a quantidade de passos que dava da portaria de casa até a catraca do metrô República no centro de SP. Eu fazia isso quase diariamente pra não ficar pensando em um monte de merdas que estavam acontecendo naquele momento. Eu simplesmente contava, era uma forma de focar, eu e o mundo, eu contra mim, eu contra todos. Basicamente isso…

O mais bizarro é que todo dia no meio da contagem ou eu me perdia olhando pra algo ou simplesmente a contagem não dava o mesmo número de passos dependendo da minha pressa ou da minha lerdeza. É como se fosse dar um título cartesiano e reto e cheio de respostas fáceis para uma coisa que não é cartesiana, não é reta e não e complexa que é a vida e o rumo que ela toma todos os dias. Algo como “navegar é preciso, viver não é preciso”. Só que ao meu modo e não ao modo do Fernando Pessoa.

NADA POP – Qual a sua percepção a respeito da evolução da banda com a entrada do Ricardo Mastria assumindo a guitarra? Como foi feita a escolha do Rick e para você, especificamente, qual o principal problema na troca de integrantes na banda, já que essa não foi a primeira mudança de formação que o Dead Fish passou.

RODRIGO – Eu acho que o Ricardo se encaixou como uma luva. Joga pro time, tem uma técnica bem diferente do Phil em “n” aspectos e isso de cara já me agradou porque desde o primeiro dia ele sempre colocou sua personalidade ali. Todo mundo achava que queríamos algo parecido com o que o Phil fazia e foi exatamente o contrário. Lembro dele entrar pra fazer o teste e olhar todo mundo no olho, até certa empáfia meio marrenta mesmo. Achei aquilo sensacional, apesar de no fundo pensar “xi, lá vem mais um guitar hero pelassaco”. Ele fez o teste dele do jeito dele cheio de notas diferentes, mas que acrescentavam e isso agradou a todo mundo, então ele ficou.

A troca de integrantes quebra uma forma de trabalho e até uma forma de vivência interna. Quando alguém sai precisamos voltar lá atrás pra que alguém entre e entenda que a proposta da banda não diz respeito a indivíduos e bandas e sim banda e indivíduos. Eu já disse isso mil vezes, mas, pro Dead Fish, se você é isso ou aquilo individualmente é indiferente, o que importa é se você soma pra banda. Ai quando alguém sai começa o processo todo de novo, de tentar fazer entender que uma vez dentro do Dead Fish você é a banda no palco, não é o Aly, o Rodrigo ou o Marco. E isso pra uma geração mais recente é bem mais complicado de compreender. Talvez esse seja o maior desafio quando alguém sai do DF.

NADA POP – Mesmo com todos esses anos de banda, você ainda continua incomodado com determinadas situações em shows? Quais?

RODRIGO – Sim, algumas. Um show do Dead Fish é um show coletivo. Não somos elitistas como a maioria das pessoas de cena de qualquer coisa musicalmente são. Queremos que todos participem e que todos se divirtam e que todos possam ter um bom momento. Nem sempre isso acontece, ou porque alguns homens são agressivos demais ou porque algumas pessoas acham que tem a banda mais pra si do que outros ao lado deles e até pelo egoísmo de alguns garotos em achar que subir no palco e dar um stage dive seja algo só deles, um momento só deles, aí atrapalham o vocalista, pisam nas coisas do guitarrista e acham que estão cheios de razão.

Sempre demos a liberdade das pessoas poderem compartilhar o palco conosco, mas de forma que todos sejam parte e isso quase nunca acontecia. Hoje em dia acho que as pessoas entendem mais, mas demorou muito, quase uma década. Fora contratantes bandidos, seguranças violentos e lugares que não servem comida vegetariana, que diminuíram bastante, mas ainda existem e temos que enfrentar volta e meia.

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Ilustração de Wagner Ramari, da Submundo MKT, para o Dead Fish. Conheça mais sobre o seu trampo clicando AQUI.

NADA POP – Sobre o atual momento político do país, “crises” de corrupção, fascistas mostrando cada vez mais seus rostos e vozes, grupos religiosos buscando determinar o que é certo ou errado para maioria da população, “crise” hídrica e aumento de impostos. As novas músicas do Dead Fish irão retratar de alguma forma esse momento?

RODRIGO – O disco é bastante pessoal e por isso bastante político. Tem um som que fala sobre a direitização dos protestos de 2013. Eu vivia na Praça Roosevelt durante todo esse processo e, apesar de não ter visto o começo da coisa toda, vi o desfecho e foi bastante esclarecedor e inspirador. O lance da água é patético, esta ai a prova de que nunca fomos zelados como povo e sim governados no sentido de beneficiar uma minoria, que como previsto é bastante burra e egoísta.

Quanto a nazis/fascista/pentecostais e bandeirantes vetores de tifo não esperava nada muito diferente, o brasileiro é assustadoramente um povo colonizado e sem autoestima, sempre quer seguir o caminho mais fácil mais na superfície e dá nisso. Um monte de sudaca se auto chibatiando com o chicote do feitor, não vai mudar em médio prazo.

NADA POP – E você, diante desses problemas, consegue enxergar alguma saída possível?

RODRIGO – Sim, sempre existe uma saída, uma delas é o colapso total, não deve acontecer porque quem governa sabe manipular e remediar pedindo humildade aos que se fodem, brasileiro aceita ser fudido, achamos bonito, totalmente cristão, muito óbvio. Existe também a saída da revolta e da organização. Hoje não vejo isso para as massas, será uma minoria que fará isso, MTST, MPL, organizações autônomas de bairro, movimentos étnicos, mulheres, gays farão a diferença, o resto, como digo sempre, é detalhe eleitoral, só um voto.

NADA POP – Comparando o início do Dead Fish com o momento atual da banda, quais são os pontos positivos e negativos que você poderia destacar entre essas duas épocas? Você sente falta de alguma coisa?

RODRIGO – Eu sinto falta da minha inocência, é foda viver no mundo sendo sempre um cara desconfiado. É chatíssimo, um gasto enorme de energia. Talvez só sinta falta disso do passado. O resto melhorou e muito.

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Flyer do show de lançamento do álbum Vitória, que acontece no Hangar 110 no dia 07 e 08/03. Para mais informações clique AQUI.

NADA POP – Você é a favor do download gratuito de música, disponibilizado pelas próprias bandas? Enxerga nessa opção algo favorável? E sobre baixar música (pirataria), qual a sua opinião a respeito?

RODRIGO – Não existe um caminho que não seja esse. O mundo da arte e da cultura está se tornando mais democrático e mais relevante para todos graças ao acesso de todos ao que se produz. Eu deveria defender aqui o copyright até porque agora sou editor, mas não existe mais um mundo como anteriormente era, feito de elites distribuidoras de conhecimento. Pelo menos, não grosso modo, fico feliz que esteja surgindo este caos que difunde tudo e todos ao mesmo tempo, onde vai dar não sei, mas vejo que é positivo. Imagina um garoto de 13 anos que não precisa mais assistir a um jornal da Globo ou do SBT pra se informar do que quiser? Isso é revolucionário.

NADA POP – O que você prefere fazer, baixar um álbum (mesmo pagando por ele) ou comprar o álbum (físico mesmo)? Além disso, qual foi o último álbum que você comprou?

RODRIGO – O último que comprei foi o do Garage Fuzz em vinil, o “Relax in Your Favorite Chair”, não fiz porque sou caridoso, longe disso, comprei porque gosto da banda e quero ouvi-la em boa qualidade com uma super arte de capa. Eu baixo muito pouca coisa, hoje ouço antes na internet ou por recomendações de amigos. Ai decido se quero comprar ou não. Tenho como prioridade de vida ler e ouvir muita música então eu sempre compro coisas ou baixo coisas. É uma escolha de vida.

NADA POP – Para você, qual a relação do vegetarianismo com o hardcore?

RODRIGO – O hardcore me fez ser vegetariano, eu até separo as coisas não acho que deva existir uma regra ou uma cartilha a ser seguida, esse senso de pureza não, mas felizmente ou infelizmente eu vejo meu vegetarianismo como parte de uma ideia que o hardcore e o punk trouxeram.

NADA POP – Além dos shows pelo país, há previsão de shows internacionais do Dead Fish com o lançamento de “Vitória”. A América Latina está nos planos?

RODRIGO – Gostaria muito de andar muito com este disco. Não temos planos concretos por hora

NADA POP – Em uma entrevista sua, você diz que a “a cena independente não é sinônimo de eu só ganho. É pra todo mundo”. Concordamos com isso, mas ainda há uma série de eventos no qual bandas pagam para tocar, seja em festivais ou até para abrir shows de bandas mais conhecidas. O que você pensa sobre isso e o quanto considera nocivo essas bandas que se dizem do underground, mas que aceitam participar de eventos nessas condições (pagando pra tocar ou com a até com a obrigação de vender ingressos)?

RODRIGO – Os garotos ainda se submetem a isso? Sério? Serião? É mêmo?

Sei lá o que dizer cara, tenho vontade de mandar esse guris pra qualquer lugar bem longe de um cenário musical. Eu acho que são as pessoas mais estúpidas, egoístas e burras que já vi na vida. Só posso dizer isso.

NADA POP – Quais bandas tem feito sua cabeça atualmente e que você recomenda? E qual foi uma das piores coisas que você ouviu recentemente?

RODRIGO – Eu tenho ouvido estas pegadas meio “americana”, Tom Petty, Bruce sprigsteen que sempre fui grande fã, Billy Bragg que nem americano é, mas faz parte dessa tradição “Woody Guthrie” de música política feita com violão, Gaslight Anthem, Jhonny Cash, e daí comecei a achar umas coisas novas pra mim como Almir Sater, Tião Carreiro. Voltei a ouvir as coisas como Rival Schools, SNFU, Mission of Burma e Husker Du. Eu costumo dizer que é uma fase meio branca demais pra mim, mas não menos intensa e boa de ouvir. Ouço todo dia o novo do Ratos de Porão o “Século sinistro” pra ir trabalhar.

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Álbum “Vitória”, do Dead Fish. Já está em pré-venda pelo Red Star Recordings, compre AQUI.

NADA POP – Os shows no Hangar 110 possuem alguma característica especial para a banda? Quais outros espaços você destacaria pelo país?

RODRIGO – É como se fosse tocar na garagem de casa, como se fosse tocar nos anos 90 em Vila Velha. Muito próximo, muito intenso.

Gosto de tocar no Circo Voador que é uma experiência diferente do Hangar 110, mas tão boa quanto. Gosto dos shows no Rio Grande do Sul, tanto no Opinião quanto em qualquer outro lugar, gosto de estar em Porto Alegre, nacionalismo gaudério a parte. As pessoas lá são carinhosas e ao mesmo tempo questionadoras. Gosto dos shows em Brasília, não consigo entender bem a conexão que temos lá hoje, mas são sempre tão positivos, lá as garotas parecem poder estar mais no moshpitt.

Gosto dos shows na cidade e no interior de São Paulo, acho que os caras nos tem como deles sabe? Já entendem que estamos aqui há muito tempo e que sabemos o que eles pensam e eles sabem o que pensamos. No ES é uma geração com menos noção que a minha nos anos 90, são tão intensos quanto, quentes, mas parecem entender menos da proposta toda, o que não quer dizer que não os ame como meus patrícios, como os malditos capixabas que tanto amo.

No nordeste gosto de Recife, sempre um tufão de energia, fora Fortaleza que é casa de grandes amigos, Maceió, Salvador, sempre cidades que nos recebem extremamente bem. Enfim, não me lembro de algum show nos últimos 4 anos que tenha saído indiferente, nem pro bem nem pro mal e isso é perfeito.

NADA POP – Rodrigo, agradeço o papo e gostaria que você deixasse uma mensagem para todos as pessoas que acreditam na cena independente e que, não importando o estilo, procuram fazer o melhor pela música, porém muitas vezes barram nas dificuldades e até pensamentos de desistência. Valeu!

RORIGO – Obrigado ao nada! Hahahaha é uma bela frase não?

Agradecido pela oportunidade. Se permitam viver como vocês sonham, ou pelo menos tentem uma vez na vida.

Abraços, até já.

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.