sábado, 26 de Maio de 2018
Nada Pop

Entrevista Lomba Raivosa! – Especial Punktoberfest 2014

O power trio mais maluco do punk rock falou um pouco a respeito da origem do Punktoberfest, futuros lançamentos da banda, tour na Venezuela e posições políticas (!!). Confira o nosso papo com a Lomba Raivosa!

NADA POP – Contem como surgiu a ideia do Punktoberfest, há quanto tempo vocês fazem/organizam este evento e se há possibilidade (caso ele já não tenha ido) dele ser realizado em outra cidade ocasionalmente? Claro, nada que uma boa desculpa para viajar e fazer barulho na cidade dos outros (hahahaha).

LOMBA RAIVOSA! – A ideia veio de juntar os shows que a gente já organizava na época com festa de cerveja, pegando o gancho da Oktoberfest. Fazemos o Punktoberfest com amigos já há 9 anos, já rolou em várias casas de show de SP e algumas cidades também. Em 2009, por exemplo, o Punktoberfest foi em Aracaju e Salvador, foi o único ano que não teve nenhum em São Paulo. Aqui nos arredores já rolou em Várzea Paulista também… Sempre bom fazer esse fest, dá um trabalho do cão pra todos os envolvidos, mas o resultado é animal!

NADA POP – Quando o novo álbum da Lomba Raivosa será lançado? Quantas músicas, nomes de faixas (citem pelo menos duas) e se o álbum já tem nome. Há uma galera esperando por esse novo álbum de vocês e que possui uma expectativa igual ao novo álbum do Pink Floyd (foda hein?).

LOMBA RAIVOSA! – Não dá pra saber se tem alguém esperando por esse nosso próximo disco, talvez tenha um ou outro curioso aguardando pra ver o quão baixo a gente pode descer, se ainda dá pra piorar algo que já é tão ruim. Mas fica aqui nosso aviso: dá pra piorar sim e vem muita coisa horrível por aí.

Nós já temos o nome do próximo disco, mas vamos fazer mistério (será o nosso quarto “trabalho”, eita!), temos uns 60 nomes de músicas (“Pega Leve, Você Não tem Mais 15 Anos” e “Caçador de Querubim” são alguns) e já temos algumas músicas prontas.

Devemos gravar algo perto de 20 sons dessa vez, mas vai saber o que pode acontecer. A ideia é começar a gravar esse disco o mais rápido possível, pra ficar pronto até antes da metade de 2015. Se tudo der errado pelo menos as pessoas poderão saborear o Pink Floyd numa boa, banda ruim por banda ruim pelo menos fiquem com uma famosa.

NADA POP – Vocês viajaram para a Venezuela há pouco tempo, qual a opinião de vocês sobre a cena independente de lá e se há comparações negativas e positivas para se fazer em relação a cena daqui.

LOMBA RAIVOSA! – Fomos pra Venezuela em junho desse ano e só não foi uma das melhores viagens da banda porque tivemos que ir desfalcados sem o Testa (guitarra), mas a viagem em si foi monstruosamente do caralho. Em breve sai um documentário que estamos terminando de editar, vai dar pra sacar umas coisas legais de lá e também que precisamos de ajuda na vida como um todo. A cena underground de lá tem muito mais semelhanças do que diferenças com a cena que conhecemos por aqui. No geral todas as bandas que conhecemos por lá são bastante agilizadas com a questão de divulgação de flyers, materiais de outras bandas (pegamos CDs de muitas bandas locais e de países vizinhos) e pra trocar ideia em geral, eles possuem um coletivo muito forte na Venezuela inteira e que conta com outras bandas de fora também, galera da Colômbia, Panamá e outros mais participam desse coletivo.

Mesmo com nosso portunhol safado conseguimos nos virar e conversar bastante com o pessoal de lá. Não conhecemos nenhuma banda metida a besta, todos foram humildes e trataram a gente bem demais, até pagando bebida e não deixando a gente gastar com nada.

Tocamos em três lugares diferentes, todos com equipamentos muito bons (alguns foram as próprias bandas que levaram) e o público de lá é realmente muito doido, empolgado com qualquer música que você toque. Tocamos pra uma galera bem jovem numa escola de artes e foi foda, tinha gente abrindo roda sem sair de cima do skate, teve um cara que era fã nosso mesmo, com letra de uma música escrita no caderno, teve até gente pedindo autógrafo (numa nota de dois bolívares ainda por cima). Essa parte foi realmente doida e ainda não entendemos direito o que rolou.

Pretendemos voltar pra lá em breve e passar mais tempo, afinal essa viagem foi muito curta (só quatro dias), mas lembrou bastante a cena que também conhecemos na Argentina em 2 pontos: público muito empolgado e bandas que realmente fazem uma correria fodida.

NADA POP – Dilma, Aécio ou vamos devolver o Brasil para os índios?

LOMBA RAIVOSA! – Nós acreditamos que a opinião política de uma pessoa deve ser tão respeitada quanto sua decisão de vomitar ou não após tomar um Danonão. Mas devolve pros índios e começa do zero pra ver se resolve.

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.

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