quarta-feira, 15 de agosto de 2018
Nada Pop

Entrevista Guilherme Muniz – Aloha Haole

O Aloha Haole é uma banda de Surf Punk Instrumental irada lá da cidade de Teresina (Piauí), e que foi formada no ano de 2013 por Guilherme Muniz de uma forma bem peculiar. O Aloha era uma espécie de “mono-band”, com o próprio Guilherme na guitarra acompanhado por uma bateria eletrônica. O grupo só se tornou uma banda de fato em 2014, durante a gravação do primeiro álbum do grupo, “If You Wanna Dance”, lançado no mesmo ano. Após isso, a banda lançou virtualmente o EP “Fucking Summer Rain Fucked Up My Vacation” no início de 2015.

Com esses sons e algum tempo de estrada depois, o trio logo se aventurou em sua primeira tour, a “You Are So Haole Tour 2015″, que passou pelo sul e sudeste do país em fevereiro deste ano, mais precisamente durante o Carnaval. A banda tocou em cidades como no Estado de São Paulo, como Piracicaba, Santos, Rio Claro, Marília, Bauru, São Carlos e capital, além de Curitiba, no Paraná. Para saber mais sobre esse primeiro show em São Paulo basta clicar aquiBatemos um papo com o Muniz, que nos contou um pouco mais sobre a tour e sobre o Aloha Haole.

Guilherme Muniz

NADA POP – Como surgiu a oportunidade de fazer essa tour no Sul e no Sudeste? Você já tinha essa ideia em mente?

GUILHERME MUNIZ – Eu já tinha a ideia em mente sim de realizar uma tour pelo Sul e Sudeste. Quando fomos convidados pelo Neri para tocarmos no Curitiba Rock Carnival, daí deu pra desenrolar legal tudo.

NADA POP – Como foi a receptividade do público com relação ao show instrumental da banda?

GUILHERME MUNIZ – Ah, acho que foi bastante positiva. Nos oito shows que fizemos, a galera que compareceu, a maioria já conhecia nosso trabalho e quem não conhecia, acho que se sentiu a vontade de sacar o show por estar em um evento ou festival com bandas do mesmo naipe.

NADA POP – Qual dos shows foi mais surpreendente?

GUILHERME MUNIZ – Todos os shows foram muito positivos e pra cima. O do Curitiba Rock Carnival, em Curitiba/PR, foi de uma responsa absurda e foi muito foda, mas o show de Santos/SP e o de Bauru/SP, foram de uma energia incrível.

NADA POP – Logo após a tour, o baixista Fábio Gomes resolveu sair da banda. Por qual motivo? Você pode nos contar?

GUILHERME MUNIZ – Ele é proprietário de uma rede de fastfood aqui na cidade e resolveu se dedicar exclusivamente só ao seu trampo agora e com o baterista também não rolou. Já estamos com nova formação, realizando os ensaios pra muito em breve voltar aos shows e criação e lançamento de um novo álbum agora para 2015.

NADA POP – O que você achou da estrutura e organização dos shows? Corresponderam as expectativas ou ficaram devendo em algum quesito?

GUILHERME MUNIZ – Todos bem executados e foram conforme o combinado. Sempre tem uma coisa ou outra que deixa a desejar, mas nada que atrapalhe não, quando a vontade é grande, dá pra passar por cima dos imprevistos, que sempre irão acontecer no underground.

curitiba rock carnival

Curitiba Rock Carnival – Foto por Aloha Haole

NADA POP – Que aprendizado você poderia dizer que tirou dessa turnê?

GUILHERME MUNIZ – QUE LUGAR DE BANDA É NA ESTRADA! Tive o prazer de conhecer pessoas maravilhosas, fazer e rever grandes amigos, conhecer pessoalmente amigos que até então eram virtuais, dividir o palco/chão com grandes bandas. Foram 8 shows em 10 dias que pra mim poderiam estar rolando até agora. Muito foda!

NADA POP – Falando um pouco da música do Aloha Haole, no primeiro álbum há uma faixa bônus, a única com letra. Vocês pretendem inserir vocais nas novas composições do Aloha?

GUILHERME MUNIZ – Então, essa música “Haole on The Beach”, um camarada nosso que faz a arte do Rap, chamado “Davi Fireman” lá de Maceió/AL, escutou o álbum e curtiu em especial esse som, fez uma letra, cantou encima e nos mandou. Daí resolvemos lançar como “faixa bônus”. Mas não pretendo que a Aloha Haole tenha vocalista. A identidade da banda é essa, Surf Punk Instrumental mesmo.

NADA POP – Qual dica você daria para bandas que gostariam de fazer turnês mas ainda ficam com dúvidas em relação a isso?

GUILHERME MUNIZ – Tem muita dica não. É meter a cara e ir, ponto! Traçar uma logística bacana, fazer os contatos e cair no mundo. Só acontece pra quem quer fazer de verdade, ficar sentado esperando cair do céu não vai.

NADA POP – Como é o rock aí em Teresina? Rola alguma cena? Existe locais que dão espaço para bandas autorais?

GUILHERME MUNIZ – A cena aqui é boa, tem muitas bandas legais e autorais de vários estilos (que é o que importa pra mim). Temos o orgulho de ter uma das casas underground mais bem estruturada do Norte/Nordeste, que é o Bueiro do Rock, que em 95% dos seus shows são com bandas autorais.

aloha - zapata

Aloha Haole – Centro Cultural Zapata

NADA POP – Como em qualquer tour, sempre rola algo marcante. Aconteceu algo curioso ou tudo correu bem conforme o esperado?

GUILHERME MUNIZ – Ah, sempre tem né? (risos). Quando você junta três caras pra fazer um lance que nunca fizeram, merda sempre dá, mas isso nem vem mais ao caso que já torrei demais meu juízo por isso (risos). Todo dia sempre tinha algo marcante. Seja na estrada, na cidade ou no local onde iríamos dormir. O mais “estranho” foi no penúltimo show da Tour, quando chegamos em Marília/SP. Primeira coisa que mandaram a gente fazer foi comprar repelente. Surto lá da dengue tava sinistro, mas foi tudo bem!

NADA POP – Quais foram os pontos positivos e negativos dessa tour?

GUILHERME MUNIZ – Positivos – Todos os shows aconteceram da melhor maneira possível; Negativos – Não ter visto o show do Man or Astroman? No Curitiba Rock Carnival.

NADA POP – Fale um pouco sobre as influências da banda. Saquei algo de Man Or Astroman? e também muita coisa de Jeff The Brotherhood no som do Aloha. Rola essa referência também?

GUILHERME MUNIZ – Eu decidi montar a Aloha Haole só por causa do JEFF the Brotherhood (risos). Quando conheci a banda, minha cabeça explodiu. No começo era mono-band, eu tocava sozinho acompanhando as baterias que eu tinha criado virtualmente, era bem estranho. Mas posso dizer que o “If You Wanna Dance” foi inspiração total no JEFF the Brotherhood.

aloha cao perere

Aloha – Cão Pererê – Foto por Aloha Haole

NADA POP – O Aloha no começo era somente você na guitarra, tocando junto com uma bateria sampleada, conforme você acabou de dizer na pergunta anterior. Como foi que o Aloha se tornou um trio?

GUILHERME MUNIZ – Isso, era só eu fazendo essas coisas estranhas (risos). Quando eu fui para o estudio do Fábio (antigo baixista) gravar o “If You Wanna Dance”, eu fui com a ideia de ainda continuar com o conceito de “mono-band”, só que gravando as músicas, o Fábio endoidou e queria tocar também, pensei, por que não? A partir daí, desenrolamos a formação e deu no que tá dando.

NADA POP – Gostaria de agradecê-los pela entrevista! Espaço aberto pra vocês darem um recado.

GUILHERME MUNIZ – Obrigado você, Toni e todo a galera do Nada Pop por sempre convidar a gente pra fazer um lance maneiro, trocar essas ideias que é sempre bem confortável. Em breve estaremos de volta aí fazendo o que a Aloha Haole mais gosta de fazer, descer o sarrafo com nosso Surf Punk Instrumental nada convencional. Fiquem ligados em nosso Facebook, que em breve a gente volta com tuuuudo!

Facebook  | Youtube | Email: alohahaoleband@gmail.com

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Sobre o autor

Toni Dissidente

Toni Dissidente é vocalista e fundador da banda Dissidentes, com mais de 10 anos de estrada. Também foi um dos idealizadores do Nada Pop, deixando o site em 2015.

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