segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
Nada Pop

Dissonicos: música para pseudo adultos indisciplinados

Dissonicos – Foto: divulgação

A primeira vez que eu vi esse grupo musical tocando foi na escola (pois sou bem “jovinha” como vocês já sabem) e assim como alguns livros largados nos subsolos das bibliotecas, a história desses caras parecia que já tinha acontecido e que só me sobrariam lembranças pra entender o que era aquela banda e quem eram aqueles caras. Eu estava errada, mas não muito.

Eu mergulhei nas referências, histórias, livros, filmes e bandas que eles cantavam e descobri um mundo quase tão ruim quanto o meu. Me vi nas letras que ouvia no ônibus de volta da escola e nos anti-heróis que se fodiam como eu.

Em 2012 eles lançaram um disco e parecia que eu fazia parte de tudo aquilo quando me chamaram pra casa de uma certa pessoa pra participar da sessão de fotos para capa do CD (que eu não apareci). Foram poucos shows e poucos acontecimentos desde então.

Cheia de energia, cafeína, outras coisas e com muita fé nesses caras produzi dois clipes na faculdade (um deles ganhou dois prêmios) e me diverti muito durante as noites mal dormidas e dias correndo pra que tudo desse certo.

No ano passado eles gravaram um EP, eu já tinha me esquecido disso quando o Alvaro me chamou pra conversar num cafezinho perto da casa dele. Muitas ideias, muitos vídeos, arquivos e a mesma coisa que imaginei quando ouvi “Ideias, Spray e Pinga” parecia ser falada num brainstorm entre ele e o Leo.

Do começo do ano pra cá montei um documentário, fiz a capa do EP (que eu não apareço também) e produzi um clipe/curta que foi lançado ontem (27/04).

Foi o maior corre da minha vida, passei dias costurando uma “bandeira” à mão, gastei mais de 150 reais de gasolina indo de um lado pro outro do DF, coloquei dois compensados de 3,40 x 2,00 dentro de um Uno 2004, ensinei um garoto de 17 anos a dirigir, troquei a noite pelo dia e dei o meu melhor pra que ficasse muito melhor que os outros dois vídeos.

No final das contas o clipe ficou muito legal, envolvemos um monte de gente, sai correndo atrás dos pais de vários de menores de idade e terminei a noite comendo pizza no mesmo lugar que tirei aquelas primeiras fotos em 2012 (ou 11).

Capa do novo álbum do Dissonicos, que recebe o nome de “Indisciplinável”. Arte de capa por Querolx.

Pela primeira vez (ou quase) eu não escrevi um texto escroto, mas juro que tudo é verdade. Já tinha falado desses caras antes (AQUI), quando tudo me parecia muito misterioso e as referências pareciam tão impossíveis quanto sudoku level hard. Hoje troco livros, filmes e bandas e por mais que não tenha esperança que esses caras voltem a tocar, sei que vão continuar criando de várias outras formas e deixo avisado que terão meu apoio sempre que precisarem.

Muito em breve sairá o EP completo com três músicas que todo mundo (ou quase) vai se identificar, mais uma vez cheio de referências. E em maio sai o documentário com história da banda, rolês, desilusões e várias imagens intrigantes de um passado distante que vão deixar toda a galera de 90/2000 nostálgica.

Vai ter um lançamento foda em Brasília (link) , mas qualquer pessoa que tem internet (58% da população brasileira) pode acompanhar.

Por enquanto assistam o clipe (apreciem a minha atuação em 1:22) e vejam o resultado desse rolê.

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Sobre o autor

Querolx

Nascida em Brasília, cresceu brincando no quintal e viajando durante as férias com os pais. Na adolescência começou a frequentar shows horríveis de bandas desconhecidas, largou as aulas de piano e aprendeu a tocar guitarra.

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