segunda-feira, 22 de outubro de 2018
Nada Pop

Big River Festival – Edição São Paulo

big_river_festival_flyerSão 5 da manhã, finalmente vou poder chegar em casa e dormir, três dias, quase mil fotos, mais de quinze shows… Esses são os dados do Big River Festival 1 edição São Paulo, e eu senti isso na pele… Só para constar, esse é um festival gaúcho, que é realizado geralmente em Sapucaia do Sul (RS) e que veio para SP nos últimos dias 09, 10 e 11 de julho.

O primeiro dia começou bem, Space Balls, Caio Durazzo, até que a Cherry Rat sobe ao palco, foi chocante! Aquela mulher tem uma presença como eu nunca vi! Não tem nem como explicar, ela domina todo o espaço sem ofuscar a banda, e por sua vez Os Gatunos fazem um rockabily de atitude, algo nível Run Devil Run, nível Coke Luxe, a praça onde o show estava acontecendo encheu.

Depois deles arrebentarem tudo no palco a Cherry Rat e Os Gatunos abriram espaço para a banda Footstep com seu surfing rock cheio de atitude e força, um som totalmente instrumental, mas você ouve nas músicas a guitarra em seu natural cantando, pois o guitarrista simplesmente arrebenta, nada menos de se esperar de um trio que transforma “Trem das Onze” (do Adoniran Barbosa) em um surfing rock bem pesado e muito bom. O dia fechou com o Bad Luck Gamblres com um psychobilly foda! O contrabaixo estilizado até com luzes vermelhas, e desenhos de chamas fazia um som destruidor, a bateria corria e a guitarra solava e fazia a ligação perfeita de tudo com o vocal.

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Mack Stevens – Foto por Rafael Galhardo

No segundo dia a minha situação já não era das mais agradáveis, além do cansaço, a ansiedade para o show do Mack Stevens era grande também. O cara é uma lenda e gente fina de uma forma impressionante. A primeira banda a se apresentar foi um tributo ao Stray Cats, The Special Cats, com um cover genial, tocando clássicos e colocando o Spades abaixo, literalmente “Rock This Spade!”.

Depois tocaram Degolados com aquele psycho brutal, violento, forte… Logo em seguida o Old Stuff fez um baita som, mas nada se comparou (nesse dia) aos últimos a subirem no palco, a lenda viva do rockabilly Mack Stevens e sua banda arrebentaram tudo no palco, com participação da Cherry Rat em uma das músicas. Um super playlist foi montado, com músicas como “That’s All Right Mama” e “Whole Lotta Shakin’ Goin’ On” e para um bis que sem dúvidas não foi planejado, foi realmente um pedido da público. Eles fecharam essa noite com “Blue Moon Of Kentucky”, eu já estava exausto e ainda tinha mais um dia, mas da forma que eu estava ansioso, eu queria era que chegasse logo!

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Foto por Rafael Galhardo

E algumas horas depois chegou, mas infelizmente não o que eu esperava, o Luiz Teddy, vocalista do “Run Devil Run” e da banda que iria abrir a terceira noite, The Krents, posta em sua página pessoal e na do evento que o baterista Alan Mazzoni estava internado com cálculo renal e ele, Luiz, estava com dores no estômago. Infelizmente o The Krents, uma das bandas mais esperadas do festival, teve seu show cancelado, mas na mesma noite se apresentariam os grupos Folgatos, Brazilian Cajuns e o João Suplicy e os Hound Dogs encerrando a noite e o festival.

Todos arrebentaram em seus shows, mas o João Suplicy com sua banda e a presença especial do baixista e dublador Fábio Campos quebraram tudo com o baterista Jeff Billy. Em um certo momento ele fez um solo com as baquetas no baixo, batucando, enquanto o Fábio “slepava” as cordas fazendo um solo maravilhoso.

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João Suplicy e os Hound Dogs – Foto por Rafael Galhardo

Foi um misto de músicas próprias e clássicos do rockabilly como Tutti Fruit e uma versão que de início era bem Hillbilly de Johnny B. Good, o que ficou bom demais! Bem, a primeira edição do Big River São Paulo chegou ao seu fim e o que sobrou foi um gosto de quero mais e a espera pela próxima edição aqui em São Paulo.

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Sobre o autor

Rafael Galhardo

Jornalista e apaixonado por música, em especial rockabilly e Johnny Cash. Um curioso e viciado em Mortal Kombat, colecionador de CDs, LPs e HQs, além de completamente louco por Star Wars.

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