sábado, 26 de Maio de 2018
Nada Pop

5 perguntas para Christian Targa (Blind Pigs e Surf Aliens)

Cofundador e guitarrista de uma das bandas punks mais importantes do país, uma máquina de fazer riffs e também cineasta, Christian Targa, também conhecido como “Gordo”, é o nosso primeiro convidado da série “5 perguntas”.

Entre a sua recente saída do Blind Pigs e o lançamento do seu mais novo projeto, Christian Targa & Surf Aliens, que terá lançamento pela Crasso Records (mais detalhes clique AQUI), fizemos esse pequeno bate-papo sobre cinema, shows, aprendizado e, claro, seu futuro com os Porcos Cegos.

Sem fugir de nenhuma pergunta, ao contrário, você conseguirá ver nas respostas do Targa alguém original e fiel a sua origem punk. Targa mostra que ama o que faz, mas que não se sujeita a qualquer coisa por isso.

5 perguntas para Christian Targa (Surf Aliens e ex-Blind Pigs)

NADA POP – Targa, como músico e cineasta, qual o clipe perfeito em sua opinião e por qual motivo?

CHRISTIAN TARGA – Tudo beleza? Bom, acho que um clipe ideal parte de uma grande música. Somando com imagens que combinem exatamente com clima da faixa, sem regras, tudo vale se combinar com o clima do som. Esse é meu tipo preferido de clipe.

NADA POP – Quais são os três shows que você infelizmente nunca assistiu ao vivo?

CHRISTIAN TARGA – The Clash, The Cramps, Johnny Cash… são muitos!

NADA POP – Ter uma banda pode ensinar muitas coisas. Mas pra você, qual o ensinamento mais importante?

CHRISTIAN TARGA – Olha, ter uma banda te ensina mais exemplos negativos do que positivos (risos). Tudo na música, aqui no Brasil, é dificil. Instrumentos caros, estrada com pouca estrutura, raros bons cachês, você tem que conciliar seu emprego, sua família, ter um convívio saudável entre os músicos, disponibilidade para ensaios e tudo mais.

Ou seja, quem tem uma banda independente é porque ama o que faz. Se eu tiro algum aprendizado de tudo isso é que me satisfaço fazendo o que eu gosto, ainda que seja algo muito difícil e com pouco retorno. Não viveria bem sem a música e tudo que ela envolve.

NADA POP – Qual o seu futuro com o Blind Pigs?

CHRISTIAN TARGA – Eu sai do Blind Pigs devido a divergências com a gravadora. O Blind, ano passado, deveria ter feito 14 shows no Brasil, como foi combinado com o selo. Infelizmente isso não aconteceu. Pouco tempo depois, meu projeto foi cancelado no dia do lançamento, sem uma explicação coerente, então ficou impossível continuar na casa, já que não havia mais confiança nem palavra! É um assunto muito triste pra mim, sinceramente, porque admirava muito o selo e considerava as pessoas da casa meus amigos pessoais. Enfim, a banda resolveu ficar lá, meus parceiros de banda até então não quiseram se envolver na discussão, eu também não quiz obrigar ninguém a sair do selo, então pulei fora.

Deixei oito faixas inéditas prontas lá. Cumpri todas as minhas obrigações e compromissos com o selo. Essas músicas devem sair esse ano. Ainda não conversei com o Henrike, temos pontos a acertar pra ele poder continuar sem mim se quiser… Futuro com o Blind comigo, na HBB? Não há. Realmente uma enorme decepção pra mim.

Mas de qualquer forma o Surf Aliens está com uma ótima aceitação por parte dos fãs do Blind Pigs e pessoas fora da cena punk rock, não montei o projeto no intuito de substituir o Blind, mas no momento me dedico especialmente a essa banda, que tem muito de punk rock no som, é como uma trilha sonora de filme, filme de quem ouve. Nesse projeto nós contamos com o lançamento da Crasso Records.

NADA POP – Além do Surf Aliens, quais são os seus próximos projetos?

CHRISTIAN TARGA – Tenho mais dois projetos em andamento. Um de rockabilly country em português e um de punk rock. Mas no momento estamos fazendo ensaios, compondo, preparando material para lançar algo no fim do ano ou no ano que vem. Não tenho pressa, pois quero fazer algo com calma e bem elaborado. Um abraço para todos!

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.

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