quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
Nada Pop

5 perguntas para a banda INKY

A trajetória da INKY começou em 2010, mas o mundo começou mesmo a prestar atenção na banda em 2011 quando abriram o primeiro show do LCD Soundsystem no Brasil. Seu primeiro trabalho, o EP “Parallels”, resultou no convite para abrir o show do The Vaccines, além de terem o clipe “Baião”, lançado em 2014, escolhido como melhor vídeo por canais como MTV e VH1 e também pelo Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo.

Em 2014, a banda lançou o seu primeiro álbum intitulado “Primal Swag”, que garantiu ao grupo a participação de festivais nacionais e internacionais, como MECA (SP), Picnik (DF), Bananada (GO), DoSol (RN), Contato (SP) e Coquetel Molotov (PE), Primavera Fauna (Chile), Primavera Sound (Barcelona), e vários outros.

Recentemente a INKY divulgou o seu novo trabalho, “Animania”, que explora ritmos e sonoridades diferentes em comparação ao seu antecessor. “Parallax”  foi a faixa divulgada como primeiro single do disco e revela exatamente essa nova estética. “Antes, a sonoridade eletrônica era a primeira característica a ser notada na canção; tudo partia do sintetizador. Agora, ele é moldado a partir dos instrumentos”, diz o baixista Guilherme Silva.

“Animania” foi produzida por Guilherme Kastrup e a INKY teve como direcionamento/inspiração das letras “as reações inerentes ao comportamento coletivo e muitas vezes instintivo”. A banda aborda temas como sexo, levante popular e interpretações femininas que sobem o nível musical do grupo, ainda mais com a presença de um novo baterista.

As oito faixas do álbum foram registrado no Red Bull Studios, em São Paulo, e para falar um pouco sobre essa nova fase da banda fizemos cinco perguntas para Luiza Pereira, que há pouco tempo também falou com o Nada Pop sobre os 10 álbuns mais importantes em suas influências musicais – para conferir clique AQUI.

INKY - Crédito: Felipe Gabriel

INKY – Crédito: Felipe Gabriel

5 perguntas para a banda INKY

NADA POP – Gostaria que vocês explicassem quais são as principais diferenças entre o “Primal Swag” e novo álbum de vocês, o “Animania”. O que vocês buscaram experimentar e trazer neste novo trabalho?

INKY: O Primal Swag é um disco mais experimental, mais cru e bem fiel a nossa instrumentação. Quase não tem dobras de voz, guitarra e arranjos elaborados. É uma cópia fiel ao que eram as músicas nos shows . Queríamos trazer a performance de palco para o estúdio. Para o “Animania” queríamos nos libertar da rigidez da música eletrônica na estrutura, explorar outros ritmos e trabalhar as músicas mais como canções, com mais dinâmica e de forma mais sutil. É um disco mais orgânico que mostra um outro lado da nossa identidade e onde chegamos desde o Primal Swag.

NADA POP – Como foi trabalhar com o Guilherme Kastrup e o quanto ele acrescentou ao trabalho da banda?

INKY: Trabalhar com o Kastrup foi maravilhoso. Ele acompanhou nossos ensaios meses antes de começarmos a gravar e conseguiu extrair o melhor das nossas composições pra esse disco. Foi importante, porque já estávamos explorando ritmos brasileiros nas músicas e sobrepondo compassos, explorando mais essa parte e ele tem uma visão rítmica muito aguçada. Ele realmente fez com que a gente conseguisse o melhor de cada detalhe nesse álbum.

Luiza Pereira - Crédito: divulgação

Luiza Pereira – Crédito: divulgação

NADA POP – Uma coisa que chama a atenção é sobre o trabalho de composição. Vocês costumam utilizar as sessões de improviso em canções bem formatadas. Na teoria, isso e bem interessante, mas na prática como funciona? Alguém chega com alguma linha musical, vocês começam a brincar no estúdio?

INKY: As músicas surgem em forma de jam, sem um formato específico. Podem nascer de uma melodia, um riff de synth ou guitarra, uma levada de bateria e vamos sobrepondo a partir daí, estruturando e acrescentando cada instrumento. Acho que isso traz bastante da personalidade e das influencias de cada um, por isso nossas músicas passeiam por vários gêneros diferentes. É um processo interessante de composição, acabamos explorando a música de outro jeito, já que ninguém vem com uma harmonia, verso e refrão. É bem colaborativo.

NADA POP – O que a experiência em shows internacionais revelou sobre os shows nacionais? Como vocês observam as diferenças e semelhanças nesse sentido e como os shows da INKY evoluíram com essas apresentações?

INKY: Acho que a principal diferença tá na produção dos shows, o mercado independente de shows internacionais já é bem mais profissionalizado em cada segmento, ainda estamos caminhando para isso aqui e já evoluímos muito. Acho que todo show faz com que a gente evolua como músico, ganhe entrosamento e experiencia de palco. E tocar pra plateias diferentes em outros países, e conhecer bandas de todos os lugares do mundo, amplia ainda mais nossa visão pessoal e como banda. Ainda temos a oportunidade de ver shows de grandes bandas nessas turnês e isso é sempre muito inspirador.

NADA POP – No ano passado, vocês fizeram um show especial homenageando o New Order e Joy Division. Essas bandas influenciaram ou influenciam vocês?

INKY: Fomos convidados a fazer esse show de homenagem a essas bandas com o Aldo, banda foda e de grandes amigos nossos. A gente gosta bastante de New Order e Joy Division, especialmente, mas não acho que elas venham como influencia direta na nossa música.

INKY na web: Facebook | YouTube | Instagram

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.

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