sábado, 26 de Maio de 2018
Nada Pop

3 Perguntas – Statues on Fire | Rubber Tracks

O Statues on Fire, banda formada por André Alves (vocal e guitarra), André Cursi (guitarra), Lalo (baixo) e Alex (bateria), foi um dos 10 artistas selecionados pelo projeto Rubber Tracks da marca de tênis Converse. O projeto, para quem não conhece, convida bandas para gravar durante um dia inteiro e totalmente na faixa em um estúdio profissional. A banda sai do estúdio com a sua música produzida e com todos os direitos autorais sobre as faixas gravadas garantidos. Para saber sobre o projeto e como ele funciona basta clicar AQUI.

Abaixo você confere nossas três perguntas para o Statues on Fire que, entre outras coisas, falou da experiência de participar do projeto.

NADA POP – Gostaria que vocês contassem um pouco sobre a experiência de gravar no Family Mob pelo projeto Rubber Tracks. Além disso, sabemos que vocês gravaram uma música de nome “Nothing Is Really True”. O que vocês podem contar sobre essa faixa? Existe alguma previsão de como e quando ela será lançada?

ANDRÉ ALVES – Ainda não sabemos quando vamos soltar esse som por aí, ainda temos que masterizar a música e deixar ela mais legal do que já ficou. Essa é uma faixa que infelizmente não foi pro nosso disco de estreia, porque na época só tínhamos o esqueleto dela, mas tocamos algumas vezes nos shows da Europa, foi bem legal a aceitação dela, por isso escolhemos gravá-la. Foi demais gravar no Mob, fora que contamos com o Kabelo e o Jean que são super legais e atenciosos com os músicos, a qualidade do estúdio acho que eu nem preciso dizer o quanto é bom lá, ser escolhido pela Converse também foi uma grande honra, por que eles devem ter recebido uma tonelada de bandas legais para escolher, estamos honrados.

NADA POP – Essa pergunta é direcionada para o Lalo e o André Alves. Por favor, nos contem o que motivou a volta de vocês com o Statues on Fire, após o fim do Nitrominds. É o que ficou de aprendizado com o Nitrominds em relação ao Statues?

ANDRÉ ALVES – Acho que depois de 18 anos, o Nitrominds deu o que tinha que dar. Aprendemos muito durante esse tempo, isso foi fundamental que conhecêssemos bem como as coisas funcionam por aí e também conhecemos meio milhão de pessoas nessa jornada. Foram 14 tours internacionais na carreira, acho que nenhuma banda do nosso estilo no Brasil conseguiu fazer. Eu queria parar de tocar, tava bem cansado pra te falar a verdade, o Lalo e o Andre Curci que me convenceram a tocar de novo.

NADA POP – Como vocês avaliam o nosso cenário hoje em comparação ao início de vocês, lá atrás ainda com o Nitrominds. O que vocês consideram de negativo e positivo entre essas duas épocas? E qual a recomendação que vocês fariam para as bandas que estão no início da estrada?

ANDRÉ ALVES – É um misto de “ tudo melhorou” e de “tudo piorou” com o passar dos anos. Saímos de uma época que nem o CD existia direito até o MP3 e voltar a lançar as coisas em vinil, como foi o disco do Statues na Europa. Muito louco isso não? Eu sempre digo as bandas, pior que sua banda esteja, nada que uns bons ensaios e shows pra ninguém que não faça você melhorar! Trabalhe com a banda como se ela fosse uma empresa, com o setor de shows, de Mkt, financeiro, etc,etc.. Se organize, grave sua música, espalhe por ai e mantenha firme, faça o que você gosta, não ligue para a opinião dos outros, seja amigo dos seus companheiros de banda e trace uma meta, que tudo vai dar certo.

Statues on Fire
http://www.facebook.com/statuesonfire

As outras duas entrevistas desta série você poderá ler AQUI (O Inimigo) e AQUI (Testemolde).

Até!

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.

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