sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Nada Pop

#040 – Os 10 álbuns de Phu, do Macakongs 2099

Phu, vocal e baixista do Macakongs – Foto: Rafael capella

Baixista, vocalista e triatleta… Às vésperas de embarcar para uma série de shows em São Paulo, colocamos o Phu, vocal e baixista dos Macakongs 2099, para falar sobre os 10 álbuns que o influenciaram.

A banda, depois de um longo hiato, e o Phu, em um improvável momento de descanso, virá diretamente do Distrito Federal para três shows imperdíveis nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo e Osasco.

Tire a bandana do armário, faça o aquecimento e se jogue nesse verdadeiro decatlo!!

Agenda do Macakongs 2099 por São Paulo no mês de junho:

– Dia 23 (sexta-feira): Espaço Som em São Paulo, na rua Teodoro Sampaio, 512 – Próximo do metrô Clínicas. Mais informações clica AQUI.
– Dia 24 (sábado): Pixoca’s Bar em São Bernardo do Campo, na Rua Pedro Setti, 162 – Próximo do Terminal Ferrazópolis. Mais informações clique AQUI.
– Dia 24 (sábado): Lau estúdio, em Osasco, na Alvilandia, 277. Mais informações clique AQUI.

OS 10 ÁLBUNS DE PHU, DO MAKAKONGS 2099

01 – RATOS DE PORÃO – CRUCIFICADOS PELO SISTEMA (1984)

O primeiro disco de hardcore que eu ouvi na vida. Quando eu ouvi falei: eu quero isso. Pronto. Resume.

02 – NO MERCY – WIDESPREAD BLOODSHED LOVE RUNS RED (1987)

O No Mercy é a banda perfeita. Só tem um álbum e um álbum onde todas as músicas são perfeitas. Esse álbum aí depois foi regravado pelo Suicidal Tendencies quando o guitarrista Mike Clark entrou na banda. Regravaram todas as músicas. Deram balão nessas músicas. Pra mim, se for escolher uma banda que não errou é essa aí. Capa fudida, Ric Clayton fazendo toda a arte. É incrível. Esse álbum é impressionante.

03 – BAD BRAINS – QUICKNESS (1989)

Mestres dos mestres do crossover, das fusões malucas. Imagina ser banda de rock, hardcore no final dos anos 1970, início dos 1980 e fazer a fusão de tanta coisa. Punk, reggae, metal… Mestres.

04 – DEAD KENNEDYS – FRESH FRUIT FOR ROTTING VEGETABLES (1980)

Eles inventaram o negócio. Tem o Peligro tocando batera, chimbal dobrado, disco sem distorção. Puta capa louca, encarte louco. Esse disco aí no caso em vinil branco. Impressionante.

05 – GAROTOS PODRES – MAIS PODRES DO QUE NUNCA (1985)

Esse foi engraçado. Eu era um molequinho que ouvia break, saca? Cara, eu ouvi Garotos Podres, juntei meus discos… foi vacilo… Podia ter guardado meus discos e comprado esse, mas troquei todos os meus discos de break por esse dos Garotos. Foi um racha na minha vida.

06 – SLAYER – REIGN IN BLOOD (1986)

O Slayer, acredite se quiser, é uma coisa mais recente na vida. Apesar de ter ouvido eu era muito punk, xixi, muito cabeça de pedra. Eu nunca falei que gostava. Quando eu admiti que gostava virou religião. É outro nível de coisa. E esse disco é foda. Tem muito hardcore, chimbal dobrado, tudo casando com palhetada, tudo muito agressivo. Letra… Tudo muito agressivo.

07 – ENGLISH DOG – WHERE LEGEND BEGAN (1986)

Todos os álbuns são fodas, mas crossover de metal com punk assim, lá do outro lado do mundo? A gente que ouvia só Discharge, Rattus da Finlândia, vem os caras cheios de solos. O Gizz Butt é um mestre, fazendo solos incríveis, melodias incríveis. É impressionante. Até os dias de hoje é impressionante.

08 – SUICIDAL TENDENCIES – CONTROLLED BY HATRED (1989)

Suicidal é legal pra caralho, grande influência. Roubou todas essas músicas aí do “No Mercy”, que eu acho um disco incrível. Então esse disco do Suicidal é foda. Rocky George negão solando igual um bicho. Foda!

09 – D.R.I. – DEALING WITH IT (1985)

D.R.I. é outra daquelas bandas que mudam a vida, né? Muito agressivo, vocal sem grito, velocidade… DRI influenciou até o Slayer e esse álbum aí é o melhor deles.

EXCEL – SPLIT IMAGE (1987)

O Excel é das bandas que não existiam no planeta. Desses crossover da Califórnia, uns metal com umas coisas meio rap, nem sei dizer se é meio rap mesmo. Meio lenta, que é uns mosh… Incrível. Uma das bandas incríveis. Vocal não tinha nada gritado… Pô, agora que falei de vocal gritado lembrei que deixei de fora o Napalm Death. Tudo bem, vai. Deixa esses 10 aí. Foda… Deixei o Motorhëad fora, o Napalm Death… Que bosta… Discharge!! Puta, que lixo (risos).

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Sobre o autor

Wagner Cyco

Wagner Cyco é guitarrista das bandas Mollotov Attack e Irmã Talitha, além de exímio guitarrista reconhecido pelo seu trabalho.