segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Nada Pop

#039 – Os 10 álbuns de Rainer Eduardo Lopez, o Noé da Arca do Hardcore

Rainer Eduardo Lopez, o Noé da Arca do Hardcore – Foto: arquivo pessoal.

Em 10 de novembro de 2011 surgiu o grupo Arca do Hardcore no Facebook, voltado para troca de sons e que nasceu da ideia de ser realmente um baú musical. O grupo foi criado pelo Rainer Eduardo Lopez, também conhecido como Noé após a criação da Arca.

“Eu e o Sr. Fernando Lamb tivemos a ideia de criar um grupo onde pudéssemos trocar sons. Eu fui lá e criei nossa Arca. A necessidade da página veio quando o grupo chegou aos seus 1.000 usuários e vi que lá estávamos, além de muitos fãs, várias bandas, produtores, etc. Aí nasceu a nossa querida página A Arca do Hardcore”, explica Rainer.

Hoje, o grupo conta com quase 3 mil integrantes e a fanpage com um pouco mais de 4.500 seguidores. Se você achar o número pequeno, pense que o projeto é totalmente DIY e colaborativo feito de fãs para fãs de música e, como o próprio Rainer conta, os números são apenas números se comparados ao que A Arca do Hardcore já proporcionou em sua vida.

“Cara, ela me proporcionou uma vida. MUITOS amigos, não colegas, pra vida toda. Momentos inesquecíveis perto de gente maravilhosa. Mas o que é mais satisfatório, mesmo, é a proximidade, para um fã que sou de seus maiores ídolos nacionais e internacionais”.

Recentemente a Arca lançou uma ideia de pesquisa para verificar a aceitação do público em relação a um aplicativo onde pretendem fazer uma engenharia reversa para burlar o sistema de mídia paga do Facebook – se você desconhece esse sistema, basta saber que a rede social de Zuckerberg praticamente obriga aos donos de páginas a pagarem por divulgação de publicações ou para ter seguidores, diminuindo o número de visualizações orgânicas, ou seja, limitando o acesso e tráfego de informações não pagas.

Para saber mais sobre essa pesquisa basta clicar AQUI.

“Estamos fechando cada vez mais parcerias e tendo várias ideias pra fomentar a cena com eventos, festa fixa, happy hours, etc. Onde queremos chegar? Gostaríamos de disponibilizar pra quem curte HC, todo santo dia, uma opção bacana de entretenimento com HC envolvido. Seja um bar, uma expo, um acústico, um sarau, uma festa ou um gettoghether”, diz Rainer falando sobre os planos futuros da Arca.

Antes de falar dos 10 álbuns que fizeram/ fazem a cabeça do criador da Arca do Hardcore, vamos deixar os links para quem quiser fazer parte do grupo e seguir a página no Facebook.

Para entrar no grupo clique AQUI – Seguir a página clique AQUI.

Rainer finaliza dizendo que todos que curtem música são bem-vindos, mas os extremistas, abusivos, desonestos, mal-intencionados, preconceituosos, intolerantes, machistas e todas as suas vertentes devem passar longe… “se não serão arrancados dali (virtual ou real)”.

Os 10 álbuns de Rainer Eduardo Lopez, o Noé da Arca do Hardcore

01 – PENNYWISE – FULL CIRCLE (1997)

O álbum da minha vida, sem dúvida. No 2º colegial, se não me engano, fui numa festa de aniversário de um brother. Assim que entrei, já louco, bêbado, escuro, sem conseguir ver muita coisa escuto o baixão começar: era Bro Him! Pronto, dei um jeito de descobrir que banda era aquela, qual o álbum e pedi de amigo secreto (hahahaha). Aí começava minha paixão pelo Hard Core e pela música propriamente dita. Antes disso eu não fazia muita questão.

02 – USUÁRIO – PLANET HEMP (1995)

3º colegial, acabara de conhecer a maconha. Conheci o Planet ! (hahahahaha)
Que CD amigos! Que CD!

03 – MILLENCOLIN – LIFE ON A PLATE (1995)

A banda da minha vida, sem dúvida. (hahahah) Tinha acabado de entrar na Faculdade Belas Artes (Vila Mariana) e morava no Bairro do Limão. A viagem era longa e quem me conhece sabe como AMO transporte público #SQN (sei que ninguém gosta, mas eu tenho um problema, de verdade rs). Esse carinha me acompanhava no CD player e acho que só não “furou” por se CD mesmo (hahaha).

04 – THE OFFSPRING – SMASH (1994)

Aaaaah Self Steam!!! Um dos álbuns mais legais que já ouvi na vida. Me acompanhava por todo lado e melhor, quando eu andava de patins na Roller Brothers. Puatz, que época!

05 – DJ MARKY – THE BRAZILIAN JOB (2001)

Comecei a trabalhar com internet novão e o polo era na Vila Olímpia, pertinho do Botechno e consequentemente da Lov-e. Pronto, paixão pelo Drum and bass e pela música eletrônica, esse CD marca essa época de baladas e muita loucura. (hahaha)

06 – ASIAN DUB FOUNDATION – FACTS AND FICTIONS (1995)

Nessa mesma época, ainda na mesma agência, eu e os amigos do trampo ficávamos disputando quem encontrava coisas mais legais e tal. Achei ADF!!! Bang!

07 – BAD RELIGION – RECIPE FOR HATE (1993)

Cara, depois de me apaixonar pelo Hard Core fui buscando as bandas e me deparei com o Bad Religion. Justamente esse álbum que é maravilhoso. Batata ele estar aqui na minha listinha de 10!

08 – SLICK SHOES – FAR FROM NOWHERE (2003)

É daqueles de fazer chorar! Adolescência!
A voz e o jeito de cantar do vocalista é surreal, pra mim, que amo o Hard Core melódico. Lembro de ter ficado puto desse álbum ganhar só três estrelas. (hahahaa)

09 – BRAZIL – DASEIN (2002)

Uma época meio obscura e depressiva da minha vida. Muito boa, aliás! (hahahaha)
Trabalhava bastante, ficava pro turno da galera (programadores) que cobria a madrugada só pra fazer bagunça, beber e escutar música. Nessa mesma época conheci o At The Drive In, mas esse CD do Dasein me marcou demais.

10 – THE USED – THE USED (2002)

AHA! Uma vez emo, emo até morrer, xará! Esse CD foi citado por quase todas as bandas emocore e scremo como uma das maiores influências. E assim foi pra mim também. Escutava demais o álbum todo e em especial A Box Full of Sharp Objects.

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.