quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Nada Pop

#034 – Os 10 álbuns de Clemente Nascimento (Inocentes e Plebe Rude)

Clemente Nascimento – Foto: Santo Rock

Clemente Nascimento é um dos protagonistas da cena punk no Brasil, em 1978 já era baixista do Restos de Nada, um dos primeiros (se não o primeiro) grupo punk de São Paulo. No ano seguinte, passou pelo N.A.I (Nós Acorrentados no Inferno), que depois virou a histórica Condutores de Cadáver. Em 1981, Clemente fundou o Inocentes, que além de hinos punks e discos clássicos, também contribuiu para solidificar seu nome como excelente letrista e uma das pessoas mais importantes no cenário musical nacional.

Atualmente, além do Inocentes, Clemente está à frente da Plebe Rude e tem se dedicado ao primeiro projeto solo intitulado “Clemente e A Fantástica Banda Sem Nome”, que será lançado pela gravadora Hearts Bleed Blue (HBB) ainda no mês de agosto. O disco, intitulado “Antes que Seja Tarde”, foi gravado em 2016 no estúdio Espaço Som com produção de Wagner Bernardes. Ouça o álbum abaixo e adquira sua cópia em pré-venda no site da HBB: www.hbbstore.com

Em “Antes que Seja Tarde”, Clemente tem a companhia de músicos veteranos, como Joe Gomes (ex-Pitty) no baixo, Johnny Monster (Daniel Belleza e Corações em Fúria) na guitarra, e Rodrigo Cerqueira (ex-Skuba/Firebug) na bateria. Segundo Clemente, o álbum mostra canções que também fazem parte do seu universo, e que ampliam os horizontes da sua música, sem perder a verve das raízes punk e ao mesmo tempo, poder completar uma lacuna que não é preenchida nem pelo Inocentes e nem pela Plebe Rude.

“Neste projeto eu tenho a liberdade de experimentar sonoridades diferentes do que as do Inocentes e da Plebe. Tem músicas nesse projeto que foram escritas a 30, 25, 20 anos atrás, mas não tinham a cara das outras bandas, e quando nos reunimos acabei compondo algumas músicas com a banda e outras sozinho, já inspirado pelo clima desse disco, que é mais lírico e lúdico, sem perder o frescor alternativo”, comenta.

Clemente é o nosso convidado dessa vez para a série dos “10 álbuns”, algo que não é nenhuma novidade na sua vida, sendo um dos entrevistados para o livro “Discoteca Básica”, escrito pelo Zé Antonio Algodoal (Pin Ups), e lançado pela editora Edições Ideal (compre AQUI). “Sempre fiz listas de álbuns que me influenciaram no começo de carreira, agora vou falar de álbuns que de algum modo são importantes nesse momento recente, uns mais antigos e outros novíssimos, na verdade esses álbuns expandem as antigas listas de 10 que já fiz, talvez se fizesse essa lista amanhã talvez teria outros discos”, explica Clemente. Confira sua “atual” lista abaixo!

Os 10 álbuns de Clemente Nascimento (Inocentes e Plebe Rude)

01- NIÑOS CON BOMBAS – EL NIÑO (1997)

É um álbum estranho na primeira ouvida, mas é um disco audacioso e diferente, muito além do punk e do ska, feito por um trio improvável composto por um chileno Daniel Puente, na guitarra e voz, um brasileiro Alex Menck, no baixo, e Norman Jankowsky, um alemão na bateria. Detalhe: Daniel é ex integrante do Pinochet Boys, banda punk Chilena que abriu um show do Inocentes na década de 80.

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02 – TOM WAITS – RAIN DOGS (1985)

Tom Waits não tem discos ruins, mas Rain Dogs é uma verdeira obra-prima que emplacou o primeiro hit pop do veterano Tom, a canção Downtown Train.

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03 – MIGHTY MIGHTY BOSSTONES – QUESTIONS AND ANSWERS (1994)

Pra mim esse disco define o Ska Core, Ska Punk, super inspirado com arranjos muito bem sacados e muita energia.

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04 – DEVOTOS – AGORA TÁ VALENDO (1997)

Eles ainda eram Devotos do Ódio, gosto de todos os discos, mas o primeiro ninguém nunca esquece (rsrssrs).

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05 – JIMMY CLIFF – REBIRTH (2012)

Produzido por Tim Amstrong, do Rancid, leva o Cliff para os primórdios do reggae, uma verdadeira aula.

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06 – RANCID – LIFE WON’T WAIT (1998)

Dizem as más línguas que o Rancid imita o Clash, se imita esse seria o London Calling deles.

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07 – ATTAQUE 77 – RADIO INSOMNIO (2000)

Um disco que preencheu minhas noites mal dormidas.

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08 – CASCADURA – BOGARY (2006)

Ouvia esse disco do começo ao fim, não entendo porque a banda encerrou as atividades.

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09 – JONNATA DOLL E OS GAROTOS SOLVENTES (2014)

Me divirto muito ouvindo isso, tem aquele frescor pré-punk.

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10 – ANDRÉ FRATESCHI – MAXIMALISTA (2014)

Um disco audacioso, difícil para quem não está com os ouvidos preparados.

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.