terça-feira, 16 de outubro de 2018
Nada Pop

#030 – Os 10 álbuns de Gustavo Bertoni (Scalene)

Gustavo Bertoni (Scalene) – Foto: Breno Galtier

A Scalene nasceu em 2009, em Brasília, é formada por Gustavo Bertoni (guitarra e vocal), Tomás Bertoni (guitarra), Lucas Furtado (baixo) e Philipe ‘Makako’ (bateria e vocal). Entre as influências do grupo é possível destacar Queens of Stone Age e Radiohead.

Em 2015, a banda foi finalista do reality show musical SuperStar, da TV Globo, com isso acabou conhecida em todo o país, ganhou mais admiradores e relançou os dois discos da carreira (Real/Surreal e ÉTER) pelo selo slap, da Som Livre. Mas antes disso, o grupo já estava em uma escala crescente a respeito da repercussão do seu trabalho e participando do line-up de festivais grandes como Lollapalooza Brasil, entre outros eventos internacionais.

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DVD Scalene Ao Vivo em Brasília

Na última sexta-feira (15), a banda lançou o primeiro DVD da carreira: Scalene Ao Vivo em Brasília. o show, registrado no mês de março, reuniu fãs da banda na Arena Lounge do Estádio Nacional.

O DVD foi dirigido por Bruno Fioravanti e produzido por Diego Marx, e comemora as conquistas do quarteto que despontou no Distrito Federal há sete anos. O trabalho reúne canções dos discos Real/Surreal (2013) e ÉTER (2015), mas traz algumas novidades.

As músicas já conhecidas do grupo, como “Surreal”, “Amanheceu”, “Histeria” e “Legado” se revezam com as recém-lançadas “Inércia” e “Entrelaços”. A inédita “Vultos”, por sua vez, foi feita com exclusividade para o DVD. Além do registro do show, o trabalho traz uma making of e seis clipes da banda.

No dia do show, além do músico de apoio Samyr Aissami (teclados, percussão e guitarra), a banda convidou o Victor Franciscón, do Bullet Bane, para participar da faixa “O Alvo”.

Abaixo você confere algumas das influências do Gustavo Bertoni, vocalista do grupo.

#030 – Os 10 álbuns de Gustavo Bertoni (Scalene)

01 – THE BEATLES – ABBEY ROAD (1969)

Minhas primeiras memórias musicais são escutando e cantando músicas deles e esse disco é o meu preferido. Não tem nem o que dizer, clássico. Rola um pouco de tudo de forma coesa.

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02 – METALLICA – S&M (1999)

O DVD deles com a orquestra sinfônica ficou em repeat aqui em casa durante minha pré-adolescência inteira e por mais que não os ouça mais, serão sempre referência e ídolos.

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03 – ALEXISONFIRE – OLD CROWS/YOUNG CARDINALS (2009)

Em cima do post-hardcore que já faziam bem, enraizaram as intenções no punk e se cercaram de slave music. Letras fodas, refrãos e riffs marcantes. Sujo e visceral. Sem contar o trabalho de três vozes distintas e igualmente marcantes.

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04 – CITY AND COLOUR – BRING ME YOUR LOVE (2008)

Foi com esse CD que comecei a realmente sentar com meu violão e aprender a compor canções. Cresci ouvindo artistas influenciados pelo folk (Simon & Garfunkel, Bob Dylan, Cat Stevens…) e o Dallas é um dos que mais me identifico da nossa geração. Prefiro os trabalhos mais recentes, mas existe um grande conforto na sinceridade e beleza desse disco.

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05 – THRICE – THE ALCHEMY INDEX (2007)

Uma coletânea de EPs conceituais que abriu muito minha cabeça. Cada elemento (Terra, Água, Fogo, Ar) é muito bem pintado e oferece uma experiência estética própria.

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06 – RADIOHEAD – IN RAINBOWS (2007)

Foi minha porta de entrada pro Radiohead. Tudo lindo e/ou elegantemente esquisito. Gostoso de ouvir do começo ao fim, mixagem absurda.

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07 – MATT CORBY – TELLURIC (2016)

Como se ele não fosse inspirador o suficiente, é responsável por eu ter parado pra escutar duas de suas referências: Jeff Buckley e D’Angelo. Então não tinha como não citá-lo. Ele tem uns EPs folk/indie/blues sensacionais e nesse ele mostra um lado mais R&B. Ridiculamente habilidoso e talentoso para sua idade, manja muito de composição, loops e canta como um Buckley negro. Não é exagero, se não conhece, escuta essa performance do começo ao fim: https://goo.gl/p6CNSn

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08 – O’BROTHER – ENDLESS LIGHT (2016)

Brutal e belo. Só timbrão. Acharam o ponto em comum entre o grunge, post-rock, post-hardcore, sludge metal e amarram isso tudo com um know-how de escritor de trilha.

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09 – ELZA SOARES – A MULHER DO FIM DO MUNDO (2015)

Esse CD e o show dela no Circo Voador me ajudaram a reconectar com a música brasileira e ressuscitar os vinis daqui de casa. Me fez até questionar minha função como artista, mas isso é papo para outro dia. Além da voz e letras emocionantes, ele é cheio de dissonâncias lindas, arranjos e grooves sensacionais.

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10 – CLOUDKICKER – WOUM (2015)

O matemático sem ser pedante. Bom para meditar, ler ou dormir.

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.

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