terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Nada Pop

#027 – Os 10 álbuns de Adriano Stevenson, guitarrista da Rotten Flies

Adriano Stevenson, da banda Rotten Flies. Crédito: divulgação

Em um país gigante como o Brasil sempre fica uma certa curiosidade no ar sobre o que é que está acontecendo lá na outra ponta. Alguns anos atrás, antes da internet nos responder sobre tudo e todos, e nos colocar em contato instantâneo até com seres extraterrestres, essa era uma questão crucial na vida de músicos e artistas em geral, que se valiam das cartas (isso mesmo, cartas, como na época do descobrimento!) para satisfazer essa curiosidade e ter esse contato com culturas e abordagens diferentes.

A bola da vez nos 10 álbuns é Adriano Stevenson, guitarrista de uma das bandas mais importantes e influentes do underground nordestino, o Rotten Flies, de João Pessoa na Paraíba.

Saca só a lista do cara, que gravou seu primeiro trabalho com a banda no início dos anos 90, época em que orelhão ainda usava ficha, conversa era por carta e pra conhecer bandas novas a galera tinha que gastar muito selo! Sim, as cartas usavam selos, uma espécie de chip daquela época, para custear o processo de entrega pelo aplicativo e operadora escolhidos.

Os 10 álbuns de Adriano Stevenson, da Rotten Flies

01 – SUZI QUATRO (1973)

Culpa de painho, que tinha esse disco, nem sei por quê, mas tem uma música que eu piro quando escuto a introdução, 48 Crash, sempre digo: isso é muito bom.

01_suzyquatro

02 – SEX PISTOLS – NEVER MIND THE BOLLOCKS HERE’S DE SEX PISTOLS (1977)

Riffs marcantes, energia pra dar e vender (e venderam mesmo), descontentamento com tudo e todos, virou o que é. Fato! Cada um tem o Nevermind que merece.

01 - Sex Pistols

03 – THE JAM – THE GIFT (1982)

Os Pistols foram a porta de entrada para procurar coisas contemporâneas a eles. Cheguei então no The Jam, que curiosamente, no primeiro disco da banda, na música “In the City”, a introdução é a mesma de “Holidays in the Sun”, dos Pistols. Mas foi no “The Gift” que saquei umas coisas de melodia e arranjo mais trabalhado. Volta ou outra estou escutando as sacadas do Mr. Paul Weller.

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04 – OLHO SECO – BOTAS, FUZIS, CAPACETES (1983)

Saindo do colégio, um brother da sala de aula, que sabia que eu gostava de rock, disse: Já escutou isso? Não! Então tá perdendo… Fui ouvir. Eletricidade nos meus ouvidos. Vida entortada. Daí em diante veio, R.D.P. , Cólera e um bocado de coisa.

05 - Olho Seco - Botas, Fuzis, Capacetes (1983)

05 – THE ADOLESCENTS – BALBOA FUN ZONE (1988)

Escutava isso todo dia, o dia todo. Nem os caras do Adolecents tocam esse álbum. Foi quando o vocal Tony Cadena pulou fora e quem assumiu os vocais foram o guitarrista Rick Agnew e o baixista Steve Soto. Esse é aquele álbum que eu chamo de subestimado.

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06 – TERVEET KADET – BLACK GOD (1984)

Lançado pela extinta New Face. Já ouvindo coisas das terras gélidas, em Natal (RN) teve uma época que ouvíamos sem parar, tanto que, tinha uma música chamada “City and the Stars”, que a gente (na época Discarga Violenta) transformou em “A Cidade e As Estrelas”, mesmo título e mesma música, só com a letra diferente. Nunca creditamos aos finlandeses (no melhor estilo Jimmy Page, somos uns larápios).

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07 – MOTORHEAD – NO SLEEP ‘TIL HAMMERSMITH (1981)

Sujo, rápido, barulhento precisa dizer mais alguma coisa? Sim, precisa! O melhor disco ao vivo de sempre.

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08 – RAUL SEIXAS – KRIG-HA, BANDOLO! (1973)

Minha desculpa para começar as cervejas de domingo. Discaço.

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09 – CAMBIO NEGRO HC – O ESPELHO DOS DEUSES (1989)

Peguei esse disco praticamente no dia que saiu. Os pernambucanos fizeram um clássico. São dezessete faixas do melhor que a gente tinha no momento. Se você me perguntar qual disco eu gostaria de ter feito, a resposta é O Espelho dos Deuses.

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10 – NTE – SOMOS PRISIONEIROS (2014)

Ser simples é difícil, mas o NTE mostra a fórmula, punk rock com uma simplicidade que poucos conseguem fazer, sem falar nas letras de Alexandre Falante. Recomendo ouvir bem alto!

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*Curiosamente neste ano, antes dessa matéria ser feita, Adriano, em parceria com Olga Costa do selo Microfonia, lançou um tributo ao álbum “O Espelho dos Deuses”, com 17 bandas dos mais diversos estados brasileiros. Cada grupo apresenta sua versão para uma das faixas originais do LP. Para saber mais sobre o tributo e até encomendar a sua cópia, basta clicar AQUI.

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Sobre o autor

Wagner Cyco

Wagner Cyco é guitarrista das bandas Mollotov Attack e Irmã Talitha, além de exímio guitarrista reconhecido pelo seu trabalho.

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