terça-feira, 14 de agosto de 2018
Nada Pop

#024 – Os 10 álbuns de Tércio Testa (Lomba Raivosa!)

Tércio Testa – Crédito: Arquivo pessoal

Parece que ele já nasceu com uma guitarra na mão, tocou nas bandas Gangrena Leprosa, FreaksSeven-Elevenz e Shileper High. Hoje em dia, Tércio Testa atua como guitarrista e um dos vocais da banda Lomba Raivosa! – Que você pode ouvir o nosso super podcast com eles clicando AQUI. Conhecido da cena local paulista, bem como de algumas outras regiões do país, Testa é quase um dicionário ambulante, com conhecimento profundo e de causa sobre punk e hardcore. Você poderá conferir isso na lista que ele preparou abaixo.

Com a Lomba Raivosa! possui um EP, três álbuns de estúdio, um DVD, um livro, um Split (com a Reject, da Argentina), duas tours fora do Brasil e centenas de shows dentro e fora de São Paulo. Quem o conhece sabe de sua camaradagem, sendo uma das pessoas mais bacanas do cenário com quem você poderá conversar. Testa também colabora para os sites We Live in Hell e Nada Pop com resenhas e entrevistas. Confira a lista abaixo e não deixe de compartilhar.

Os 10 álbuns de Tércio Testa (Lomba Raivosa!)

01 – GREEN DAY – DOOKIE (1994)

Tem uma entrevista que o Rancid deu para uma revista chamada Guitar Legends onde o Lars Frederiksen diz a seguinte frase, “você não escolhe o punk-rock, ele escolhe você”. Em 96 eu estava assistindo a um episódio de Beavis And Butt-Head quando começou o clipe de “Basket Case”. Aquele momento foi um divisor de águas em minha vida. Qualquer chance de eu ser um cara bem sucedido, rico, bom filho, exemplo pra família e pra sociedade havia ido pro caralho ali. Eu fiquei abismado. Jamais imaginei conhecer algo assim. No dia seguinte, o Koelho, que viria a tocar comigo e com o Barata na Seven-Elevenz, me disse que tinha o CD e me emprestou, aí fodeu. O GD é a minha banda do coração, já fui absurdamente fanático pelos caras e hoje virou uma parada mais romântica do que aquela coisa de doença. Não escuto todos os dias como antigamente, mas sempre estou dando aquele confere e serão pra sempre meus favoritos, fora que foi o melhor show ao vivo que já vi. É impossível citar apenas um som do CD, mas diria que “Longview” é uma das favoritas.

01 - Green Day

02 – HOLLY TREE – RUNNING OUT OF SENSE (1998)

Se o Dookie foi o disco que abriu meus olhos para o punk/punk-rock, este foi o CD que me fez querer ter uma banda em primeiro lugar. Eu pensava, “nossa tem uma banda aqui no Brasil que teve o mesmo impacto em mim que o Green Day! Ei, eu também posso ter uma banda como eles!” Desde então acompanhei a banda, fui a shows, acabei conhecendo os caras e fiquei realmente muito chateado quando a banda acabou. Para mim, era algo inconcebível! Como uma banda foda dessas acaba? Mas as boas lembranças ficam e tô sempre ouvindo a discografia deles, principalmente esse disco que é um CD que eu gostaria de ter feito, saca? É inexplicável. Pra mim, é o melhor disco de uma banda independente, até hoje.

08 - Holly Tree - Running out of Sense

03 – BAD RELIGION – RECIPE FOR HATE (1993)

Ah, Bad Religion… Que bom ter conhecido vocês. Um amigo, chamado Rangel, foi quem me apresentou esse CD. Eu estava aprendendo alguns acordes com ele e foi bem na época em que vi que queria mesmo tocar guitarra e eu nem imaginava ouvir algo tão foda e legal. Claro, “American Jesus” foi a primeira que ouvi, mas foi com “Skyscraper” que o coração amoleceu. Até hoje é a minha favorita dos caras. Fico feliz em ter todos os CDs e conseguir cantar praticamente tudo da banda, mesmo sabendo que nenhum som deles vai fazer minha vida ficar completa.

03 - Bad Religion

04 – RAMONES – LOCO LIVE (1991)

Eu sempre fico entre este e o “It’s Alive” como os melhores discos ao vivo da história, e por motivo de estar ouvindo sem parar ultimamente, hoje vai ser este. Quando eu estava aprendendo a tocar guitarra, ficava puto com aquela história de “1,2,3,4” e achava um lance meio babaca até… Babaca era eu e não sabia! Benditos sejam o timbre de baixo do CJ e mão direita do Marky!

04 - Ramones

05 – CARBONA – BACK TO BASICS (1999)

O Carbona, após os Ramones claro, foi a banda que me abriu para o bubblegum. Quem me apresentou foi o Barata e virei fã na hora. Conheci bem na época em que os caras abriram o show do Marky Ramone and The Intruders em 2000, na Broadway, e por conta deles conheci Screeching Weasel, The Queers e mais bandas da Lookout! Records. O Back To Basics é o disco deles que mais ouvi e, assim como os conterrâneos da Invisibles, é o caso da banda que você é fã e aí viram amigos. Foram muitos shows com eles ao longo dos anos e são caras sensacionais que manjam criar melodias grudentas. Quando começaram a cantar em português foi um choque, pelo menos para mim e sempre que volto a ouvir este disco, piro em “Tivoli Park”, “Alarm Clock”, “Are You Like I Used to Be?” e “All My Friends Are Falling in Love”. Ah, detalhe, foi o Rocco que batizou o Seven-Elevenz. Esse era o nome que eles usariam ao invés de Carbona, mas no fim das contas escolheram o último por soar melhor.

05 - Carbona

06 – THE INVISIBLES – SUMMER (2002)

Bom mencionei acima que esse é um caso de banda que você e fã aí de repente ficam amigos, né? Pois é, na época da Seven-Elevenz foi o que rolou sendo que tocamos alguns shows juntos e depois na época em que eu tocava na Shileper High, rolou uma mini-tour com eles, sendo que o fatídico dia em que fodi meu ombro foi no primeiro show da tour! A primeira demo dos caras foi uma das que mais escutei e quando saiu o CD, pirei. Até hoje escuto aos CDs e sempre me arrepio quando ouço “Nice Lies”, pra mim uma das melhores canções (e que letra) de uma banda independente nacional até hoje.

06 - The Invisibles

07 – RIVETS – JUST A POINT OF VIEW (1999)

Logo depois que conheci o Bad Religion e comecei a tocar em bandas, conheci essa banda carioca e a semelhança com BR era absurda, o que já me fez ficar ligado nos caras. A produção do CD era muito boa e não tinham bandas até então com uma qualidade de gravação assim, parecia até que tinham gravado na gringa e virei fã na hora. Não consegui assistir aos caras até 2012 quando rolou um show no Hangar 110. “Sometimes”, “Dubbing” e “Turn Off The Lights” são imbatíveis. Com certeza foi uma baita influência pra mim na época da Seven-Elevenz.

07 - Rivets

08 – PANTERA – OFFICIAL LIVE 101 PROOF (1997)

Eu já tive cabelo grande e meus primeiros dias de headbanger. Eu lembro que ganhei esse CD de amigo secreto e foi minha porta de entrada pra banda. Desde então virei fã dos caras e passei a acompanhar tudo, tentando tocar aquelas notas pesadas e tudo mais. Quando vieram ao Brasil não tive como ver, mas um amigo meu que esteve no show disse que foi a única vez na vida em que achou que ia morrer, logo após o primeiro acorde do Dime. E foi o Pantera que me abriu as portas pro Metallica, Motörhead e ao maravilhoso mundo do metal.

08 - Pantera

09 – TEENAGE BOTTLEROCKET – TOTAL (2005)

Em 2008 eu estava sem banda e quase voltando a tocar na Shileper High quando um amigo meu, o Allan, me apresentou essa banda e esse CD. Eu sempre fui “ramonêro” e fã de bubblegum, aí foi tiro e queda, paixão à primeira ouvida mesmo. Sou fã babão assumido e os caras se tornaram uma baita influência para mim, até hoje.

09 - Teenage

10 – ALKALINE TRIO – AGONY & IRONY (2008)

Em 2009 minha vida deu uma guinada fodida, pra melhor claro, e esse CD foi a trilha sonora. Eu já conhecia a banda, desde 2002 mais ou menos, mas nunca parava para ouvir e conhecer de fato. As letras são sensacionais, cheias de metáforas e ironia, fora os vocais e as melodias simplesmente fantásticas. Em 2011 fiz minha tattoo da banda e sou fanático pelos caras até hoje. Se eu puder indicar uma canção desse CD, acho que seria “In Vein” que é a que mais curto no momento, mas a favorita de todos os tempos é, sem dúvidas, “Warbrain”.

10 - Alkaline Trio

Menção Honrosa:

ELTON JOHN – SLEEPING WITH THE PAST (1989)

Quando era moleque eu cresci ouvindo a ele, Barry White, Kenny Rogers, Bee Gees, Rod Stewart, Allan Jackson… Tudo por influência do meu pai e foi essa minha primeira escola em melodias e dinâmicas das músicas. Vira e mexe pego esse CD pra ouvir e meu som favorito nele é “Club at The End of The Street”. Elton é rei! Beijo, viado!

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Sobre o autor

Maurício Martins

Jornalista, pai da Maria Stella, fã de quadrinhos e ficção científica. Aficionado por música, especialmente pelo punk e hardcore. Também é idealizador e editor do Nada Pop.

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